Abaixo segue a lista com os deputados federais e senadores que respondem a algum processo na justiça:
Senado Federal
Lídice da Mata (PSB)
Câmara dos Deputados



| OS TITULARES DA CPI ANUNCIADOS PELOS PARTIDOS | |
|---|---|
| DEPUTADOS | |
| Nome e estado | Partido |
| Íris de Araújo (GO) | PMDB |
| Luiz Pitiman (DF) | PMDB |
| Carlos Sampaio (SP) | PSDB |
| Fernando Francischini (PR) | PSDB |
| Onix Lorenzoni (RS) | DEM |
| Iracema Portella (PI) | PP |
| Paulo Foletto (ES) | PSB |
| Rubens Bueno (PR) | PPS |
| Protógenes Queiroz (SP) | PC do B |
| Filipe Pereira (RJ) | PSC |
| Miro Teixeira (RJ) | PDT |
| Silvio Costa (PE) | PTB |
| Maurício Quintella Lessa (AL) | PR |
| SENADORES | |
| Nome e estado | Partido |
| Fernando Collor (AL) | PTB |
| Vicentinho Alves (TO) | PR |
| Alvaro Dias (PR) * | PSDB |
| Jayme Campos (MT) * | DEM |
| Cássio Cunha Lima (PB) * | PSDB |
| Aloisio Nunes Ferreira (SP) * | PSDB |
| Jarbas Vasconcelos (PE) * | PMDB |
| Randolfe Rodrigues (AP) * | PSOL |
| * O bloco da minoria no Senado ainda definirá se será titular ou suplente. Dentre seis senadores indicados pelo bloco, três serão titulares e três, suplentes. | |
| Fonte: bancadas dos partidos no Congresso | |
Além de elos com políticos, a organização criminosa comandada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, tinha sob suas ordens dois delegados da Polícia Federal e 30 policiais militares, que vazavam informações privilegiadas e driblavam até a ação da Força Nacional de Segurança, quando atuava na repressão a jogos ilícitos em Goiás e nos arredores de Brasília.
De acordo com investigações da Operação Monte Carlo, que levou o contraventor - acusado de comandar uma rede de jogos ilegais - à prisão em fevereiro, R$ 200 mil teria sido o valor pago por Carlinhos Cachoeira para contar com os serviços do delegado da Polícia Federal Fernando Antonio Heredia Byron Filho, também preso na operação.
Byron integrava o time de interlocutores de Cachoeira que, como o senador Demóstenes Torres (Sem partido-GO), se comunicava com o contraventor por meio de aparelhos de rádio Nextel habilitados no exterior para tentar escapar de escutas telefônicas. Seu papel era garantir a exploração de máquinas de caça-níqueis, vazar e direcionar investigações, a pedido de Cachoeira, a quem se refere como “guerreiro velho”. O contraventor o chamava de “doutor”.
Apartamento. Em agosto do ano passado, Byron prestou contas de um serviço para o contraventor e aproveitou para pedir um adiantamento de dinheiro para pagar um apartamento. A conversa telefônica foi interceptada pela operação Monte Carlo. A outro delegado da PF preso na operação, Deuselino Valadares dos Santos, o preço pago por Cachoeira foi bem mais alto.
Conhecido na organização como “Neguinho”, Deuselino Valadares foi cooptado quando chefiava a Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Superintendência da Polícia Federal em Goiânia. Auditores fiscais atestaram enriquecimento do delegado, incompatível com os rendimentos declarados ao Fisco.
Em 2011, ano em que foi afastado do cargo, Deuselino e sua mulher, Luanna Bastos Pires Valadares, teriam comprado à vista uma fazenda no município de Juarina, no Tocantins, por mais de R$ 1 milhão. Luanna também seria sócia de um “laranja” de Cachoeira numa empresa de segurança, a Ideal.
Antes de ser cooptado pelo contraventor, Deuselino assinou relatório de outra investigação, no qual o senador Demóstenes Torres aparecia como destinatário de 30% dos ganhos de Carlinhos Cachoeira.
Segundo reportagem da revista Carta Capital, um último relatório assinado pelo delegado da PF, em maio de 2006, exibia, com detalhes, o esquema do “proprinoduto” de Cachoeira, do qual passaria a fazer parte.
Demóstenes. As ligações do senador Demóstenes Torres com o contraventor voltaram a ser investigadas pela Polícia Federal em 2008, em outra operação de combate ao jogo ilegal, a Las Vegas. As conversas do senador com Carlinhos Cachoeira foram grampeadas na ocasião. O inquérito da PF foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República em 2009, mas o procurador Roberto Gurgel optou por não repassar a informação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A relação de Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira começara havia anos, quando o senador era secretário de Segurança em Goiás, durante o primeiro mandato do governador Marconi Perillo (PSDB). Isso ocorreu antes de o contraventor aparecer como pivô do primeiro escândalo do governo Lula, a partir da divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, então subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, subordinado ao então ministro José Dirceu, foi flagrado negociando propina com o contraventor no processo de legalização dos jogos.
Teia política. As investigações mostram que Carlinhos Cachoeira mantinha esquema de contatos políticos e com agentes da área de segurança, para garantir prosperidade aos seus negócios. Demóstenes Torres transitou nos dois grupos. Do esquema do contraventor também fariam parte seis delegados da Polícia Civil e 30 policiais militares.
Preso na operação Monte Carlo, o comandante da Polícia Militar de Luziânia (GO), major Uziel Nunes dos Reis, foi um dos que prestaram serviço a Cachoeira. Em agosto do ano passado, o major teria contribuído para evitar o fechamento de bingos clandestinos pela Força Nacional de Segurança. A apreensão de máquinas caça-níqueis no entorno de Brasília abalava a contabilidade do grupo. Uma única casa de jogos clandestina faturava cerca de R$ 1 milhão por mês.
Por Marta Salomon - Estadão
O senador Demóstenes Torres (GO) pediu desfiliação do DEM nesta terça-feira (3) em carta enviada à direção do partido. A decisão foi tomada após a legenda anunciar a abertura de um processo disciplinar para apurar se o senador usou seu mandato para favorecer o contraventor Carlos Augusto Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela PF em fevereiro sob a acusação de comandar um esquema de jogo ilegal em Goiás. O processo disciplinar poderia levar à expulsão de Demóstenes do partido.

"Embora discordando frontalmente da afirmação de que eu tenha me desviado reiteradamente do Programa Partidário, mas diante do pré-julgamento público que o partido fez, comunico a minha desfiliação do Democratas", diz carta assinada pelo senador e entregue ao presidente da legenda, senador Agripino Maia (RN) - veja a íntegra da carta.
Com o pedido de desfiliação, o processo que poderia resultar na expulsão do senador do partido perde o sentido.
Mesmo fora da sigla, Demóstenes continua no cargo e ainda pode responder a processo no Conselho de Ética do Senado por quebra de decoro parlamentar, o que pode resultar em cassação e, consequentemente, na perda do direito de se eleger. Na semana passada, foi protocolada representação na Comissão de Ética pedindo investigação do envolvimento do parlamentar com Cachoeira.
Após entregar o pedido de desfiliação, a assessoria de Demóstenes afirmou que ele está "abatido", "chateado", mas "confiante" de que conseguirá comprovar a inocência.
O DEM vinha cobrando explicações públicas de Demóstenes. O partido queria que ele apresentasse justificativas ou fizesse um pronunciamento na tribuna do Senado. Mas o senador argumentou que precisa de mais tempo para analisar o inquérito ao qual responderá no Supremo Tribunal Federal.
Por: Nathalia Passarinho - Do G1, em Brasília
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Divulgação de calúnia pode ter pena maior
O procurador da República José Robalinho, indicado pela Procuradoria Geral da República, disse que a mudança atenderia tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário para tipificar o crime. Para Robalinho, esse novo delito serviria como uma espécie de "soldado de reserva". Seria usado nos casos em que os crimes de corrupção e desvio de dinheiro público (peculato), por exemplo, não poderia ser usado para criminalizar uma conduta.
"O novo crime vai naquilo que é mais aparente", afirmou Luiz Carlos Gonçalves, relator do anteprojeto de lei e também integrante do Ministério Público Federal na audiência pública realizada no Tribunal Superior do Trabalho. "Está se encaminhando não para ser um código duro, mas sim que tenha eficácia", afirmou o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, presidente da comissão e favorável à proposta.
O advogado Nabor Bulhões, relator da subcomissão que discute as mudanças nos crimes contra a administração pública, discorda da inclusão do novo tipo penal. Bulhões disse que o País já conta com uma série de leis para criminalizar condutas típicas do enriquecimento ilícito e ainda a Lei de Improbidade Administrativa. Essa norma, de natureza cível, prevê sanções duras na avaliação dele, como perda de direitos políticos e ressarcimento aos cofres públicos.
O relator da subcomissão argumenta ainda que a mudança inverteria o ônus da prova. Na avaliação dele, caberia ao acusado provar, por exemplo, que um carro comprado não foi produto de crime. "A inclusão é inconstitucional", disse Bulhões. Robalinho contesta: "O ônus de provar que determinado bem é produto de crime sempre será do Estado".
Durante o encontro desta manhã, foi apresentado um esboço do capítulo dos crimes contra a administração pública do anteprojeto de lei do Código Penal. Entre as sugestões, está o fim do crime de concussão (extorsão praticada por funcionário público). O delito seria abarcado pelo crime de corrupção passiva.
Outra mudança seria diminuir o intervalo das penas de prisão para o crime de corrupção ativa: de dois a 12 anos para três a oito anos. Para Luiz Carlos Gonçalves, essa última mudança serviria para que a pena venha a ser totalmente cumprida. "Não se há condenação pela pena máxima", afirmou.
Plenário lotado não rima com Senado.
Somente duas das 430 sessões ordinárias reservadas a votação nos últimos quatro anos reuniram todos os 81 senadores: foram aquelas em que o plenário livrou da cassação o ex-presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL).
Em toda a legislatura, o Senado só esteve completo nas sessões deliberativas realizadas nos dias 12 de setembro e 4 de dezembro de 2007, quando o plenário derrubou dois pareceres do Conselho de Ética que recomendavam a cassação do peemedebista por quebra de decoro parlamentar.
Nenhuma das reuniões para examinar projetos de lei ou propostas de emenda à Constituição conseguiu reunir todos os três representantes das 27 unidades federativas.
Nenhum senador compareceu a todas as sessões deliberativas.
Os dados fazem parte de levantamento exclusivo feito pelo Congresso em Foco com base em informações oficiais do Senado dos últimos quatro anos.
Você que votou em Lídice da Matta para Senadora da Bahia, talvez tenha que engolir Nestor Duarte como seu senador.
Tudo depende de Dilma convidar Lídice para algum ministério.
E como sempre, já sabemos o discurso: “É para o bem da Bahia, e tal…”
Você acha isso certo?
Corrigindo o post anterior, seguem os números corretos da pesquisa Datafolha na corrida sucessória ao Senado pelo estado da Bahia.
César Borges tem realmente 34%, já Lídice (PSB) tem 22%, e não 26%. Walter Pinheiro (PT) tem 18%, e não 20%. José Ronaldo (DEM) tem 9%, e não 7%. Edson Duarte (PV) tem 4% (e não 3%), e França (PSOL) tem 2%, e não 1%.
Sendo assim, é esta a composição:
César Borges - 34%
Lídice (PSB) - 22%
Walter Pinheiro (PT) - 18%
José Ronaldo (DEM) - 9%
Edson Duarte (PV) - 4%
Sampaio (PCB) - 3%
França (PSOL) - 2%
Zilmar Alverita (PSOL) - 2%
Albione (PSTU) - 1%
A corrida ao Senado pela Bahia apresenta números já esperados.
O atual senador Cesar Borges (PR) com 34% das intenções de voto, lidera a disputa.
Lídice da Mata (PSB) aparece em segundo com 26% e Walter Pinheiro (PT) está em terceiro com 20% das intenções de voto.
Edvaldo Brito (PTB) e José Ronaldo (DEM) aparecem em seguida com 7% cada. José Carlos Aleluia (DEM) tem 6%, enquanto Edson Duarte (PV) e Sampaio (PCB) aparecem com 3% cada. Zilmar Alverita (PSOL) tem 2%. França (PSOL) e Albione (PSTU) aparecem com 1% cada.
Muita coisa ainda pode mudar, pois o percentual de pessoas que declararam voto branco ou nulo foi de 30% dos entrevistados.
A pesquisa foi realizada entre 20 e 23 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
A Mesa Diretora do Senado autorizou nesta quinta-feira (24) o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), a acabar com 500 vagas efetivas que ainda não foram abertas.
Elas seriam ocupadas por aprovados em concurso público e se localizariam, na maior parte, na gráfica do Senado. Outras 500 vagas efetivas ainda aguardam preenchimento.
De acordo com o diretor geral da Casa, Haroldo Tajra,a medida é uma forma de a instituição reduzir custos. O ato que oficializa a extinção das vagas deve ser publicado ainda nesta tarde.
Segundo Tajra, atualmente o Senado conta com 9.500 funcionários. Desses, apenas 3.337 são efetivos.
O restante é ocupado por comissionados e terceirizados.
Contudo, o Senado ainda não tem uma posição sobre como reduzirá o número desses funcionários.
A Mesa Diretora da Casa também aprovou requerimento que autoriza seus membros e os líderes partidários possam remanejar para seus estados dois funcionários de seus gabinetes no Congresso. Dessa forma, a Casa vai arcar com as despesas com passagens aéreas.
PS. Ou seja, quem tem direito, não vai ter emprego. E quem tem padrinho, não precisa se preocupar.
Os senadores rejeitaram nesta quarta-feira (15), durante a discussão da proposta reforma eleitoral, duas emendas do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) que tratavam da obrigatoriedade dos partidos de divulgarem na internet as informações referentes às doações recebidas. Rejeitada por 39 votos a 23, a emenda 67 obrigava partidos, coligações e candidatos a disponibilizar na rede, entre os dias 6 e 30 de setembro, relatório com informações completas sobre recursos recebidos e doadores. Já a emenda 68, rejeitada por 41 votos a 16, acabava com a figura do "doador oculto".
- Quanto mais depressa soubermos o que foi doado, saberemos se o que foi gasto condiz com o que foi informado. É um passo importante para o aperfeiçoamento da democracia - disse Suplicy em defesa dos destaques apresentados.
As emendas foram duramente criticadas por alguns senadores da oposição. Os senadores Heráclito Fortes (DEM-PI) e Sérgio Guerra (PSDB-PE) lembraram do episódio que ficou conhecido como o escândalo do "mensalão", quando o partido dos trabalhadores foi acusado de fazer uso do chamado "caixa dois" (recursos não contabilizados) para abastecer suas campanhas eleitorais.
- O grande problema são os recursos que saem das entidades, dos 'aloprados'. Não podemos criar artifícios para inibir a doação legal e gerar um quadro de aparente transparência - disse Sérgio Guerra.
O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), observou que a obrigatoriedade de se tornar pública a identidade dos doadores é uma afronta à democracia.
- Quem é governo hoje pode ser oposição amanhã, e vice-versa. Luto para que as doações sejam oficiais - disse.
A senadora Marina Silva (PT-AC), por sua vez, favorável às propostas apresentadas por Suplicy, disse que elas tinham o mérito de permitir ao eleitor verificar se o agente público passaria a guiar seu comportamento de acordo com os interesses de quem financiou sua campanha. Já o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu a criação de um fundo público de campanha. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) também manifestou apoio às emendas de Suplicy.
Fonte: Agência Senado
PS. Realmente, quando achamos que chegamos ao fundo do poço da falta de moralidade, o Senado vem e mostra que ainda se pode cavar mais um pouco...

