quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Simões Filho é a cidade mais violenta do Brasil, aponta pesquisa

Entre as 50 cidades mais violentas do Brasil, 5 são cidades baianas.

Muito obrigado, Jaques Wagner

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Simões Filho, município na região metropolitana de Salvador, aparece em primeiro lugar no ranking das cidades mais violentas do Brasil segundo o Mapa da Violência 2012 divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Sangari, com base em informações dos Ministérios da Justiça e da Saúde (baixe a íntegra do estudo em PDF, em arquivo de 7 MB).

A cidade teve uma média de 146 homicídios por 100 mil habitantes entre os anos de 2008 e 2010. Em 5º lugar aparece Porto Seguro, com uma média de 108 assassinatos, e em 8º Itabuna, com quase 104 homicídios por 100 mil habitantes. Entre as 50 mais violentas do país, ainda aparecem outras quatro cidades baianas: Lauro de Freitas, Eunápolis, Teixeira de Freitas e Dias D’Ávila.

A Secretaria de Segurança Pública do estado disse que tem conhecimento de que o índice de violência aumentou nos últimos 30 anos, mas está trabalhando para reduzir as ocorrências. Como exemplo, a Secretaria citou a criação das bases comunitárias de segurança e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, disse ainda que no primeiro semestre deste ano houve redução de 16% no número de homicídios na Bahia.

Índices no Brasil

O estudo mostra que o Brasil tem uma média anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais.

O índice de homicídios por 100 mil habitantes passou de 11,7 em 1980 para 26,2 em 2010 no Brasil, superior às 13 mil mortes por ano registradas na Guerra do Iraque desde 2003.

Segundo o estudo, houve um aumento de 124% desde o ano de 1980 ou 2,7% ao ano, informa o levantamento. As mortes violentas passaram de 13.910 casos registrados em 1980 para 49.932 em 2010. No total foram 1.091.125 assassinatos. O aumento, em termos de números brutos, nas últimas três décadas chega a 259% - 4,4% de crescimento anual.

De 1980 a 1985, houve um crescimento acelerado de assassinatos nas capitais e regiões metropolitanas, que passam de 17,9 para 40,1 homicídios para cada 100 mil habitantes no período. O crescimento nas capitais nestes 15 anos chega a 123,8%, ou cerca de 5,5% ao ano. As mortes no interior crescem 55,9% no período - 3% ao ano.

Entre 1995 e 2003, aponta o estudo, o aumento na taxa de homicídios nas capitais é de 9,8% (incremento anual de 1,2%). Já no interior a marca cresce mais - 41,4% nos oito anos - cerca de 4,4% anual.

“O interior, que antigamente era uma ilha de tranquilidade, deixou de ser. Estes novos municípios, principalmente que viraram polos de crescimento, também estão virando polos de criminalidade”, afirma o pesquisador. “Temos que pensar em políticas públicas que pensem em tratar o aumento da violência nas cidades do interior, principalmente em zonas de fronteira”, acrescentou Waiselfisz.

Ele também destacou que a criminalidade e as mortes estão migrando para o interior devido ao crescimento da repressão e do reforço na segurança pública e no policiamento nas capitais e regiões metropolitanas.

mortes estados estudo homicídios (Foto: Reprodução)Ranking da taxa de mortes por estado, em tabela divulgada pelo estudo (Foto: Reprodução)
ranking mortes capitais estudo homicídios (Foto: Reprodução)Ranking da taxa de mortes violentas por capitais, conforme o Mapa da Violência (Foto: Reprodução)


Link para a matéria original: Clique Aqui

Um parêntese - 40 anos em 40 verbos

Abro um parêntese na política para tentar me resumir nos meus 40 anos:

40 anos em 40 verbos – De filho a pai

Nasci

Cresci

Aprendi

Ganhei

Perdi

Amei

Sofri

Chorei

Sorri

Viajei

Andei

Corri

Parei

Segui

Bati

Apanhei

Comprei

Paguei

Beijei

Bebi

Fumei

Torci

Gritei

Sussurrei

Pedi

Mandei

Preguei

Trabalhei

Orei

Dancei

Aconselhei

Sujei

Limpei

Escrevi

Plantei

Perdoei

Tropecei

Caí

Levantei

Vivi

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

E Aderbal Caldas não esqueceu de Gandu no Orçamento-2012

Ao contrário do que fez no Orçamento-2011, quando não enviou NENHUMA emenda ao orçamento estadual beneficiando Gandu, onde saiu como o Dep. Estadual mais votado, desta vez o Dep. Aderbal Caldas não esqueceu de premiar Gandu com algumas emendas.

Fez as emendas-padrão e apenas trocou os nomes das cidades.

Mas já é alguma coisa.

Em breve estaremos divulgando a lista completa das emendas apresentadas por deputado e município da nossa região.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Tribunais ignoram teto e centenas de magistrados ganham mais de R$ 50 mil

Muito se fala de corrupção nos Poderes Legislativo e Executivo.
Mas as pessoas esquecem que existe também o Poder Judiciário.
E no Judiciário, amparado por "leis" criadas por e para eles, eles sangram os cofres do Brasil e nós ficamos à mercê, sem ter a quem recorrer.

Segue abaixo a matéria publicada hoje no Estadão

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Felipe Recondo, de o Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - Donos dos maiores salários do serviço público, magistrados espalhados por tribunais Brasil afora aumentam os vencimentos com benefícios que, muitas vezes, elevam os rendimentos brutos a mais de R$ 50 mil mensais. Levantamento feito pelo Estado nas últimas semanas adianta o que uma força-tarefa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) busca identificar nas folhas de pagamentos de alguns Estados do País.

Veja também:
link Governo admite elevar contribuição de servidor

A radiografia da folha dos tribunais revela centenas de casos de desembargadores que receberam nos últimos meses mais que os R$ 26,7 mil estabelecidos como teto - o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Em setembro deste ano, por exemplo, 120 desembargadores receberam mais do que R$ 40 mil e 23 mais de R$ 50 mil. Um deles ganhou R$ 642.962,66; outro recebeu R$ 81.796,65.

Há ainda dezenas de contracheques superiores a R$ 80 mil e casos em que os valores superam R$ 100 mil. Em maio de 2010, a remuneração bruta de 112 desembargadores superou os R$ 100 mil. Nove receberam mais de R$ 150 mil.

Auxílios, abonos, venda de parte dos 60 dias de férias e outros penduricalhos, muitos isentos da cobrança de imposto de renda, fazem com que alguns tribunais paguem constantemente mais do que o teto de R$ 26,7 mil.

No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, os pagamentos mensais superiores a R$ 50 mil são comuns (leia nesta página). Em determinados meses, os rendimentos de dezenas de desembargadores superam R$ 100 mil. Os casos de pagamentos elevados são mais comuns no Rio.

No Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o pagamento de vantagens, inclusive auxílio-moradia, eleva o pagamento de desembargadores mês a mês a R$ 41.401,95. No Espírito Santo, lei aprovada pela Assembleia Legislativa garantiu aos desembargadores um pagamento de atrasados que aumentam os rendimentos para mais de R$ 30 mil.

Por serem auxílios que não são incorporados ao valor do subsídio dos magistrados, limitado a R$ 26,7 mil, as quantias não são abatidas pelo teto.

De acordo com os dados, há 19 benefícios previstos legalmente, como função gratificada, parcela autônoma de equivalência e pagamento por hora-aula que elevam os salários.

O Tribunal de Justiça do Rio, contactado oito vezes por e-mail e duas vezes por telefone, não se manifestou sobre os dados.

Auxílio-moradia

Em Mato Grosso, o pagamento de auxílio-moradia aos desembargadores, mesmo para os que já moravam no Estado, contribui para aumentar os rendimentos. Dos 26 desembargadores, 24 receberam R$ 41.401,95. Além do salário de R$ 24.117,64, os desembargadores recebem auxílio de R$ 11.254,90 e vantagens eventuais de R$ 6.029,41.

De acordo com a assessoria do tribunal, os valores correspondem a auxílio-moradia, parcelamento do 13.º salário, e abono de férias. O pagamento do auxílio, porém, está sendo contestado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo. Segundo o TJ, o benefício está lastreado em liminares concedidas pelo STF. Por serem decisões provisórias, o pagamento poderá ser julgado ilegal e suspenso.

O tribunal do Mato Grosso do Sul gastou R$ 723 mil em salário e R$ 914 mil em auxílios, vantagens e abonos.


No Tribunal de Santa Catarina, os desembargadores recebem R$ 2.211,13 de auxílio-moradia, além do subsídio de R$ 22.111,25. Apesar da exigência do Conselho Nacional de Justiça, o TJ não divulga quanto cada desembargador recebeu em vantagens e outros auxílios.

Regra

Pela Constituição, os desembargadores podem receber até 90,25% do que é pago a um ministro do Supremo. Mesmo não sendo obrigatório que recebessem o máximo possível. No Espírito Santo, a Assembleia garantiu o pagamento dessa diferença em 2011. De acordo com o tribunal, a lei atende à reivindicação antiga da magistratura.

Em duas frentes simultâneas, o CNJ está investigando as folhas de pagamento dos tribunais de todo o País.

Na semana passada, a Corregedoria Nacional de Justiça iniciou uma devassa na folha de pagamentos do Tribunal de Justiça de São Paulo. A partir de informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Corregedoria passou a investigar movimentações suspeitas de 17 magistrados.

A devassa vai se estender por 22 tribunais. Há suspeitas de que valores podem ter sido usados para comprar decisões judiciais.

Em outra frente, a Secretaria de Controle Interno do CNJ faz uma auditoria nas folhas de pagamento em busca de violações ao teto de R$ 26,7 mil. Conforme integrantes do Conselho, a investigação deve se encerrar em 2012 e já foram identificados casos de descumprimento do teto.