Mostrando postagens com marcador eleição 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eleição 2010. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de outubro de 2010

Álvaro Dias bate forte no Congresso

 

O Senador Álvaro Dias disse agora há pouco que a vitória de Serra seria boa para reestabelecer a correlação de forças no Barsil.

Pois do jeito que está, com a vitória de Dilma, “o Congresso vai continuar como está, agachado para o presidente”.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Novela em ano de eleição

 

A coluna de Televisão do UOL, de Flávio Ricco, informa que "há uma crise, com consequências ainda imprevisíveis, no setor de novelas da Globo, em função dos critérios de escolha de suas próximas produções".

Sinopse de Walther Negrão, "ambientada no campo, mais precisamente na região do rio Araguaia", não foi aprovada e:

Alcides Nogueira foi chamado às pressas para bolar uma trama, com recomendações bem específicas: história contemporânea, mostrando o panorama rural de São Paulo pujante e com muito dinheiro.

 

Pode parecer estranho.

E é.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Perguntar não ofende

 

susto1

No final do governo FHC, o PT lutava por um aumento de 147% para TODOS os servidores públicos.

FHC comprometido com o futuro do Brasil, mesmo após seu candidato perder a eleição, não permitiu esse absurdo.

Pois bem, o PT ganhou a eleição, e em 2003, Lula deu um aumento(??) de 0,1%.

A pergunta que fica é a seguinte:

Se a candidata do presidente Lula perder a eleição, ele vai ter o mesmo compromisso com o Brasil ou vai jogar uma bomba no colo do próximo presidente??

Preocupação com queda nas pesquisas atinge PT e PSDB

 

Não é apenas o PT que está preocupado com a queda de Dilma Rousseff nas pesquisas. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB) também está.

Tanto é que convocou às pressas especialistas em pesquisa, do próprio Ibope, para entender o porquê da sua queda na sondagem divulgada anteontem pelo próprio Ibope, em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O governador paulista foi surpreendido pelos números.

A comparação entre a pesquisa de agora e os números divulgados pela mesma CNI em junho mostra que Serra caiu de 38% para 34%.

Os técnicos e o governador, no entanto, trabalham com um número maior, já que comparam os dados com o de outra sondagem do Ibope, mais recente, feita entre 29 de agosto e 1º de setembro por encomenda do PMDB.

Nela, Serra aparecia com 41%, Dilma Rousseff (PT) com 13%, Ciro Gomes (PSB) com 14%, Heloísa Helena (PSOL) com 9% e Marina Silva (PV) com 3%.

Em relação aos números divulgados ontem, portanto, Serra caiu sete pontos, Dilma, Ciro e Heloísa Helena se mantiveram no mesmo patamar e Marina Silva dobrou de tamanho, para 6%.

Fonte:  FSP.

sábado, 19 de setembro de 2009

Abalo na candidatura Dilma


Na pesquisa CNI/Ibope que será divulgada na segunda-feira, uma novidade vai abalar de vez a candidatura Dilma.


Apesar de toda a exposição e campanha explícita feita pelo presidente Lula (cadê o TSE que não fala nada sobre a Legislação Eleitoral?), para sua candidata Dilma Rousseff, ela aparecerá desta vez em 3º lugar. Ciro Gomes vem segundo lugar.


A diferença entre Ciro e Dilma Rousseff está dentro da margem de erro e pode até nem existir, mas sua divulgação fará um enorme estardalhaço.


As cabeças pensantes do PT passam o final de semana estudando as desculpas a serem apresentadas e o que fazer para tentar virar o jogo eleitoral.


Ah, outro pequeno e incômodo detalhe para Lula/PT/Dilma, Marina Silva já começa a dizer a que veio, surgirá na pesquisa com 6% das intenções de voto.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Nada está tão ruim que o Senado não possa piorar...


O Senado concluiu, na noite passada, a votação da chamada lei eleitoral. Os senadores votaram pisando em ovos. Dos eleitores.

A lei se divide em três partes. Um pedaço é apenas ruim. Outro naco é um atentado à transparência. Uma terceira porção é inconstitucional.

O miolo do texto já havia sido aprovado na semana passada. Restavam os artigos mais polêmicos. Um deles versava sobre internet.

Tramara-se impor limitações ao cristal líquido. Algo tão inútil quanto encaixotar o vento. Houve gritaria.

Iria a voto emenda de Aloizio Mercadante (PT-SP). Liberava a web. Para não passar por vencido, o relator Azeredo saiu-se com um remendo.

Anota que, na internet, "é livre a manifestação do pensamento”. Veda o anonimato e faculta o direito de resposta.

A coisa foi aprovada sob aplausos. Inclusive de Mercadante, com quem Azeredo negociara previamente o texto.

Se ficasse só nisso, a emenda Azeredo seria apenas chuva no molhado. Liberaria o que, por definição, já é incontrolável. Mas não ficou nisso.

Sob a emenda emplumada do tucano passou uma restrição à web. No quesito “debates eleitorais”, impôs-se à internet o regramento do rádio e da TV.

Ou seja, para realizar debates, os sítios noticiosos serão obrigados a convidar dois terços dos candidatos cujos partidos tenham pelo menos dez deputados.

É vedado o “tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação, sem motivo jornalístico que justifique”. Internet livre? Como diz a bugrada: É ruim, heimm!

Na parte que ofende a transparência, a lei aprovada pelos senadores manteve a chamada “doação oculta”.

Em vez de borrifar verbas nas arcas dos candidatos, os doadores chuviscam a grana na contabilidade dos partidos.

Na triangulação, sonega-se ao eleitor o sacrossanto direito de conhecer o nome do doador. Eduardo Suplicy (PT-SP) enganchou no projeto um par de emendas.

Numa, sugeria que os candidatos divulgassem os nomes de seus financiadores na internet. Ainda durante a campanha, antes do dia do pleito.

Noutra, estendia aos partidos políticos a obrigatoriedade da exposição dos nomes dos doadores na web. Algo que aniquilaria a contribuição oculta.

As emendas de Suplicy foram, obviamente, rechaçadas. Prevaleceu a transparência de cristal cica.

No pedaço inconstitucional, a lei dos senadores trata do problema da substituição de govenadores e prefeitos cassados pela Justiça Eleitoral.

Ficou estabelecido que a substituição dos cassados se dará por meio de eleição direta. Nada de dar posse ao segundo mais votado ou de fazer eleição indireta.

Beleza. O diabo é que a Constituição prevê coisa diversa. Ao tratar da substituição de presidentes e vices cassados, fixa um modelo misto.

Se a cassação ocorre na primeira metade do mandato, convoca-se o povo às urnas. Se acontece nos dois últimos anos de governo, o Congresso indica os substitutos.

A regra da Constituição Federal, por lógica, foi reproduzida país afora, nas constituições estaduais.

Tião Viana (PT-SP) foi ao microfone. Chamou a atenção para a ofensa à Constituição. Demóstenes Torres (DEM-GO) realçou a ilógica:

"Como organizar uma eleição direta se o afastamento do titular ocorrer a poucos meses do término de um governo?” O plenário fez ouvidos moucos.

Mandou-se ao lixo, com a anuência do autor, emenda de Tasso Jereissati (PSDB-CE), que se guiava pela Constituição.

Previa novas eleições apenas nos casos de cassações ocorridas nos dois primeiros anos de governo. Nos dois últimos, eleição indireta.

Resultado: se mantida pela Câmara, para onde segue o projeto, a encrenca será convertida em matéria-prima para a deliberação do STF.

De resto, abriu-se uma avenida para que o TSE, a quem cabe cassar os mandatos, continue legislando sobre a forma de escolha dos substitutos.

Na Câmara, o projeto deve ser votado na semana que vem. Para que as regras vigorem em 2010, precisam ser sancionadas até 2 de outubro.

Na apreciação a ser feita pelos deputados, o que é torto sempre pode ficar mais sinuoso. No Congresso, prevalece a máxima: é errando que se aprende. A errar.

Fonte: Josias de Souza

Dilema Tucano

O ano eleitoral vai se aproximando e, com ele, cresce o dilema tucano sobre o discurso a ser adotado em 2010. Se é verdade que o presidente Lula seguiu na política macroeconômica as bases deixadas pelo tucano Fernando Henrique Cardoso --metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário--, em seu segundo mandato o petista adotou um viés intervencionista, nacionalista e estatizante que não combina muito com o programa do PSDB.

O modelo do pré-sal, com forte presença do Estado na exploração dessa nova riqueza brasileira, foi apenas o último lance de um governo que demonstrou um forte apetite por interferir nos rumos da economia do mundo real. Intervenção que cruzou barreiras e levou o governo a ditar até o rumo de fusões de empresas no país, caso da Oi com Brasil Telecom, ou mesmo pressionar publicamente executivos que não estavam seguindo a linha desejada pelo Palácio do Planalto --Roger Agnelli, da Vale.

Para infelicidade ou não dos tucanos, esse movimento petista no segundo mandato de Lula, que lembra mais o modelo tradicional sempre defendido pelo partido do atual presidente, ocorreu antes, durante e deve se acentuar depois da pior crise financeira internacional desde 1929. Uma crise que elevou ainda mais, mundo afora, o peso do Estado na economia, dificultando a vida daqueles que sempre defenderam menos intervenção estatal.

Como, diante dessa nova realidade brasileira e mundial, calibrar o discurso na campanha eleitoral? Criticar esse modelo intervencionista e estatizante, que no curto prazo funciona bem, mas no médio e longo prazo tende a gerar ineficiências e reservas de mercados, pode representar perda de votos. Dentro do ninho tucano há quem diga que José Serra não seguiria extamente o mesmo caminho de Lula, mas também teria conduzido com mão de ferro a economia nesse período de crise. Mas assumir esse discurso tende a dar mais ganho eleitoral a Lula e sua candidata Dilma Rousseff.

O fato é que, até aqui, tucanos não estão indefinidos não apenas sobre quem será seu candidato _apesar de os ventos soprarem mais a favor de Serra, Aécio Neves segue no páreo. O PSDB ainda não sinalizou claramente o que pretende dizer aos eleitores em 2010. Voltando ao caso do pré-sal, ele retrata bem essa indefinição tucana. Até aqui, não se sabe muito bem o que pensam os líderes do PSDB sobre o tema.


Fonte: Valdo Cruz - Folha de São Paulo

O Vice de Dilma vai ser o próprio Lula


Apesar das fortes pressões do PMDB governista, o presidente Lula ainda não anunciou o candidato a vice na chapa encabeçada por Dilma Roussef por um simples motivo.

Ele próprio quer ser o candidato a vice.

Lula sabe que esta é a única hipótese que faria a candidatura da ministra crescer nas pesquisas.

O problema é: Como deixar contente o PMDB?

Para ser candidato, Lula teria que renunciar ao cargo (o que é exigido por lei) 6 meses antes da eleição.

Para que Michel Temer assuma, é necessário que o Vice, José Alencar, também aceite sair de cena. Lutando há anos contra uma doença, não seria muito difícil convencê-lo.

Resta saber se Lula teria coragem para realmente renunciar e deixar a presidência da república nas mãos do PMDB.

domingo, 6 de setembro de 2009

Ciro Gomes: mais franco, impossível


“Agora a coalizão que se desenha ao redor da Dilma é essa coalizão cuja hegemonia moral e intelectual é frouxa e deriva do excesso de concessões que o PT está fazendo a um setor, fisiológico, clientelista e patrimonialista, de cuja caricatura o Brasil teve notícia recente na crise do Senado. Isso é só a casquinha da ferida.”

Ex-ministro da Integração Nacional de Lula, Ciro disse o que todos que apoiam Lula sabem, mas não querem aceitar.

E disse mais, que à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) falta “experiência política”.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Por que essa urgência, presidente?



O governo discute internamente sobre o pré-sal há mais de 12 meses.

E não se chegou a lugar algum.

Agora, envia 4 projetos em regime de urgência para que se vote o marco regulátorio do pré-sal.

Ora, o Brasil só começará a explorar comercialmente esse petróleo em, no mínimo, 10 anos.

E porque essa pressa toda??

Lula sugeriu que os deputados e senadores dêem uma "cheiradinha" no pré-sal quando os debates pela aprovação estiverem acalorados.

Presidente, não precisamos dar uma "cheiradinha" no petróleo do pré-sal para saber que isso não está cheirando bem.

Está cheirando a uso eleitoreiro do mesmo.

Ser ou não ser??


A célebre frase de Hamlet, personagem criado por William Shakespeare, cai perfeitamente bem no momento político atual vivido por Ciro Gomes.

Político criado pela ARENA, e com passagens por PMDB, PSDB e PPS, Ciro Gomes faz morada atualmente no PSB.

Não sabe se sai candidato ao governo de São Paulo ou à Presidência da República.

Ciro é um homem de partido, fará o que for melhor para Lula e seus aliados.

Marina Silva filia-se ao PV



No momento político mais esperado dos últimos dias, a senadora Marina Silva(AC), filiou-se ao PV (Partido Verde).

Existe muita coisa a se fazer no PV.

Desde a reestruturação até mesmo a expurgar algumas pessoas que lá estão abrigadas.

Mas pelo volume que vem tomando o nome da senadora, engana-se quem acha que ela vai entrar na disputa apenas para fazer o que dizem os petistas, que seria estar a "serviço do PSDB" e "atrapalhar Dilma".

Quem viver, verá.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Aleluia...

Finalmente o PMDB baiano conseguiu fechar o apoio de um partido para a campanha de Geddel Vieira ao governo da Bahia em 2010.

É o PTB.

PTB que nacionalmente vai apoiar Serra.

Aqui na Bahia, vai apoiar Geddel Vieira, que vai apoiar Dilma Roussef.

É a verdadeira geléia geral...

Não vai dar certo.



Os jornais e blogs tem reverberado o que foi publicado no Blog do Noblat, sobre o provável pedido de demissão de Geddel Vieira do Ministério da Integração Nacional, que seria feito por Jaques Wagner ao presidente Lula. Leia Aqui.

Esta blog acha difícil, para não dizer impossível que isso aconteça.

Geddel Vieira é hoje um dos Cardeais deste "Novo PMDB".

Assim como foi feito com Sarney, terá que ser feito com todos os mais altos ungidos do partido.

Tudo o que eles pedirem, será aceito pelo presidente Lula.

Na tentativa de eleição de Dilma Roussef, o presidente Lula já acabou com a carreira política de Aloísio Mercadante (Escrevam, não será reeleito senador em 2010) e levou o PT ao buraco.


domingo, 23 de agosto de 2009

O golpe vem de outra forma.

Na impossibilidade de Lula disputar o 3º mandato sem ser acusado de golpista, o PT descobriu que pode ter Lula na presidência por 16 anos.

Eles estudam a possibilidade de Lula sair candidato à vice-presidência na chapa com Dilma Roussef.

O PMDB é fácil de apaziguar, basta dar uns 4 ou 5 ministérios e umas 4 ou 5 autarquias e pronto.

Com Dilma doente, fica fácil imaginar o pensamento petista.

sábado, 22 de agosto de 2009

Ameaça de retirada de apoio a Dilma salvou Sarney


Local: CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), em Brasília. Dia: terça-feira (18), véspera da reunião do Conselho de (a)Ética do Senado.

Ricardo Berzoini, presidente do PT, expôs a um grupo de congressistas e ministros petistas a estratégia que o partido adotaria para salvar José Sarney.

Disse que estava em jogo no julgamento do conselho a sustentação da candidatura presidencial de Dilma Rousseff.

O apoio do PMDB à candidata de Lula, disse Berzoini, não é fato consumado. Abandonando Sarney, o PT colocaria em risco o projeto.

Berzoini disse que expressava a opinião da direção do PT. Lorota. Seguia ordens de Lula. O presidente conversara reservadamente com Sarney.

Lula reunira-se também com Renan Calheiros, líder do PMDB e chefe da tropa de elite do presidente do Senado.

Sarney e Renan haviam se queixado da dubiedade do PT. Renan foi mais específico: dependeria do comportamento do petismo o apoio do PMDB a Dilma.

A reunião do CCBB serviu apenas para amarrar a estratégia definida nos dias anteriores. Berzoini prosseguiu:

O PT, disse ele, já dispõe de candidata e estratégia para a disputa de 2010. A oposição, ao contrário, está “dividida e sem rumo”.

A mídia, no dizer do presidente do PT, segue uma agenda anti-Lula: tenta grudar em Dilma a pecha de “mentirosa”, bate no PT e esconde as realizações do governo.

Diante desse cenário, concluiu Berzoini, é "essencial" manter a coesão do bloco governista e “segurar” o PMDB. Para isso, seria o PT, fiel da balança no conselho, teria de livrar a cara de Sarney.

O pano de fundo exposto por Berzoini fora tecido em conversas prévias dos ministros presentes ao encontro do CCBB.

São ministros filiados ao PT: a própria Dilma (Casa Civil), Tarso Genro (Justiça) e Luiz Dulci (Secretaria-geral da Presidência).

Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, também tomou parte da conversa. Os auxiliares do presidente falaram pouco.

Os líderes do PT e do governo na Câmara –Candidato Vacarezza e Henrique Fontana—tampouco tinham muito a dizer.

O objetivo da reunião era o de acertar os ponteiros dos senadores do PT: Aloizio Mercadante e os três votantes do conselho: João Pedro, Ideli Salvatti e Delcídio Amaral.

Berzoini esmiuçou a estratégia. O partido providenciara um escudo para atenuar o desgaste eleitoral dos petês que livrariam a cara de Sarney.

Redigira-se uma carta do partido impondo aos senadores o voto pró-Sarney. O texto realçava a politização dos processos e recomendava o arquivamento.

Delcídio quis saber se a Executiva do PT aprovara o documento. Berzoini disse que não reunira a Executiva, mas ouvira os seus membros.

“E o Valter Pomar?”, inquiriu Delcídio, referindo-se a um dirigente petista de uma ala mais às esquerda.

Berzoini reproduziu a frase que ouvira de Pomar: “Ruim com Sarney, pior sem ele”. O líder Mercadante disse que exporia no conselho a sua opinião pessoal.

Uma posição que, dizia ele, era endossada pela maioria da bancada, contrária ao arquivamento em bloco das ações contra Sarney.

De resto, Mercadante levou à mesa uma ameaça. Terminada a sessão do conselho, renunciaria à liderança.

Berzoini, que já ouvira do líder o pretenso ultimato, respondeu com frieza. O exercício do posto de líder, disse ele, é “uma questão pessoal”.

Nem os ministros nem os congressistas presentes fizeram qualquer comentário. Definido o script, Berzoini fez uma segunda reunião.

Ali mesmo, no CCBB, dessa vez só com os senadores. Ficou combinado que caberia a Mercadante ler a carta do PT na abertura da reunião do conselho.

Acertou-se também que o líder realçaria a discordância pessoal e da bancada quanto ao arquivamento em bloco dos processos.

No dia seguinte, quarta-feira (19), João Pedro procurou Delcídio Amaral minutos antes do início da reunião do conselho: “O Mercadante não vai ler a nota”.

“Isso é uma palhaçada”, reagiu Delcídio, que transmitiu a novidade a Ideli. E ela: “Eu vou sumir, porque, se encontrar um jornalista, vou falar tanta merda!”

Coube a João Pedro ler a nota que Mercadante recusou-se a recitar, limitando-se a expressar, no microfone, a discordância dele e da bancada.

Chamados a votar, os três petês do conselho pronunciaram, longe do microfone, o “não” que livrou Sarney de 11 ações por quebra de decoro parlamentar.

Na mesma sessão, manteve-se no arquivo, com os votos do PT, a representação que o PMDB formulara contra o líder tucano Arthur Virgílio.

Seguiu-se uma reunião da bancada do PT. Delcídio e Idelli não deram as caras. Mercadante pôs o cargo à disposição.

Entre quinta e sexta, Mercadante protagonizaria a bazófia da renúncia que, anunciada como “irrevogável”, foi revogada depois de uma conversa com Lula.

O resgate de Sarney custou a humilhação do PT, a desmoralização de seu líder e a manifestação oportunista de um senador que já estava de saída da legenda, Flávio Arns: "O partido rasgou a página da ética".

Tudo isso num dia em que Marina Silva, ícone ambiental do petismo, bateu em retirada rumo ao PV.

Quanto ao apoio do PMDB à candidatura de Dilma, depende muito mais do desempenho da candidata e dos acertos que vierem a ser feitos nos Estados do que da vontade de Renan e Sarney.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Rápido no gatilho



Jaques Wagner não ficou parado olhando o trem passar.

Assim que o PMDB desembarcou da base governista, ele se mexeu rápido.

Articulou pessoalmente a manutenção da base que o elegeu em 2006, com a exceção óbvia do PMDB.

PCdoB, PSB, PV, PP, PDT, PSC, PRB e PTB já estão acertados com JW.

O PR é da base de Lula, mas aqui na Bahia possivelmente marchará ao lado do DEM.

Hoje, o PMDB de Geddel Vieira está isolado.

Não tem com quem negociar.

Mas como as convenções partidárias somente ocorrerão daqui há 10 meses, tudo pode acontecer.

Mas que o isolamento a Geddel Vieira está feito, isto ninguém pode negar.

sábado, 15 de agosto de 2009

Nova pesquisa sobre a sucessão presidencial - Datafolha


O Instituto Datafolha fez mais uma rodada de pesquisa à sucessão presidencial e que será divulgada na edição deste domingo (16) no jornal "Folha de S.Paulo"


A pesquisa mostra que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), mantém a liderança em todos os cenários que aparece.


A pesquisa foi feita com 5 cenários diferentes.


O Instituto ouviu 4.100 eleitores entre os dias 11 e 13 de agosto em 171 municípios do Brasil.


A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


Cenário 1

Serra aparece com 37%, um ponto abaixo do levantamento anterior realizado há 3 meses.

Dilma Rousseff (PT) manteve os 16% registrados na pesquisa anterior.

Ciro Gomes (PSB) também manteve o percentual do levantamento anterior, 15%.

Heloisa Helena (PSOL) oscilou para cima e passou de 10% para 12% das intenções de voto.

Os votos brancos, nulos ou nenhum registraram 12% e 7% não souberam responder.

Cenário 2

Quando Marina Silva entra na pesquisa, Serra passa para 36% das intenções de voto, contra 17% de Dilma Rousseff e 14% de Ciro Gomes. Heloisa Helena aparece com 12% e Marina Silva, com 3%.

Brancos, nulos ou nenhum somam 11%. Não souberam 7% dos entrevistados.


Cenário 3

Quando o candidato do PSDB é o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), no lugar de Serra, Ciro é líder na disputa, mostra a pesquisa.

Ciro Gomes aparece com 23%, Dilma com 19%, Heloisa Helena com 17% e Aécio Neves com 16%. Brancos, nulos e nenhum são 16%. Não sabem 9%.


Cenário 4

Ainda com Aécio Neves pelo PSDB e a ex-ministra Marina Silva disputando contra Dilma, Ciro Gomes tem 21%, Dilma 19%, Heloisa Helena 17%, Aécio Neves 15% e Marina Silva, 3%.

Brancos, nulos e nenhum somam 16% e 8% não sabem.


Cenário 5

O Datafolha pesquisou um cenário improvável em que Serra e Aécio disputam a eleição.

Serra lidera com 32%.

Dilma aparece em segundo com 16%, Ciro 14%, Heloisa Helena 12% e Aécio, 10%. Brancos e nulos são 9% e 6% não sabem em quem votariam.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Parece que é, mas também pode não ser, será que é??




O governador Jaques Wagner está tão enrolado para compor apoios para 2010, que ninguém mais sabe quem manda ou desmanda lá.

É apoio de PSB, parte do PP, parte do PSDB...

Enfim, um verdadeiro Samba do Crioulo Doido

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Dois palanques na Bahia para Dilma



O PT é o partido da ministra e por isso é o palanque oficial dela nas eleições 2010.

O PMDB apóia o governo Lula e disse que será o 2º palanque da ministra aqui na Bahia.

Nas Eleições-2006, Lula manteve-se afastado dos estados em que haviam 2 palanques para ele, justamente para evitar melindre nos candidatos que o apoiavam.

Mas Dilma não é Lula, e nem tem a eleição garantida como tinha o presidente em 2006.

E em vários estados haverá 2 palanques para a candidata.

Resta saber como Dilma se sairá.