sábado, 5 de setembro de 2009

Arte do dia


Mucama - Di Cavalcanti
Técnica: óleo sobre cartão
Medida: 41 x 31 cm
Data: 1920

Exemplo de luta e perseverança


Às voltas com a 11ª tentativa de tratar o câncer que carrega na região abdominal, o vice-presidente José Alencar confessa: “Ando cansado”.

Ele lança mão de uma expressão mineira para resumir sua situação clínica: “O trem está ficando feio para o meu lado”.

Sem meias palavras, Alencar declara: “Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio”.

“Isso não significa”, Alencar esclarece, “que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive”.

O vice-presidente falou à repórter Adriana Dias Lopes. Em uma hora, chorou duas vezes. A entrevista foi às páginas de Veja. Pode ser lida abaixo:


- Como o senhor está se sentindo?
Está tudo ótimo: pressão, temperatura, coração e memória. Tenho apetite, inclusive – só não como torresmo porque não me servem. O meu problema é o tumor. Tenho consciência de que o quadro é, no mínimo, dificílimo – para não dizer impossível, sob o ponto de vista médico. Mas, como para Deus nada é impossível, estou entregue em Suas mãos.

- Desde quando o senhor sabe que, do ponto de vista médico, sua doença é incurável?
Os médicos chegaram a essa conclusão há uns dois anos e logo me contaram. E não poderia ser diferente, pois sempre pedi para estar plenamente informado. A informação me tranquiliza. Ela me dá armas para lutar. Sinto a obrigação de ser absolutamente transparente quando me refiro à doença em público – ninguém tem nada a ver com o câncer do José Alencar, mas com o câncer do vice-presidente, sim. Um homem público com cargo eletivo não se pertence.

- O senhor costuma usar o futebol como metáfora para explicar a sua luta contra a doença. Certa vez, disse que estava ganhando de 1 a 0. De outra, que estava empatado. E, agora, qual é o placar?
Olha, depois de todas as cirurgias pelas quais passei nos últimos anos, agora me sinto debilitado para viver o momento mais prazeroso de uma partida: vibrar quando faço um gol. Não tenho mais forças para subir no alambrado e festejar.

- Como a doença alterou a sua rotina?
Mineiro costuma avaliar uma determinada situação dizendo que "o trem está bom ou ruim". O trem está ficando feio para o meu lado. Minha vida começou a mudar nos últimos meses. Ando cansado. O tratamento que eu fiz nos Estados Unidos me deu essa canseira. Ando um pouco e já me canso. Outro fato que mudou drasticamente minha rotina foi a colostomia (desvio do intestino para uma saída aberta na lateral da barriga, onde são colocadas bolsas plásticas), herança da última cirurgia, em julho. Faço o máximo de esforço para trabalhar normalmente. O trabalho me dá a sensação de cumprir com meu dever. Mas, às vezes, preciso de ajuda. Tenho a minha mulher, Mariza, e a Jaciara (enfermeira da Presidência da República) para me auxiliarem com a colostomia. Quando, por algum motivo, elas não podem me acompanhar, recorro a outros dois enfermeiros, o Márcio e o Dirceu. Sou atendido por eles no próprio gabinete. Se estou em uma reunião, por exemplo, digo que vou ao banheiro, chamo um deles e o que tem de ser feito é feito e pronto. Sem drama nenhum.

- O senhor não passa por momentos de angústia?
Você deveria me perguntar se eu sei o que é angústia. Eu lhe responderia o seguinte: desconheço esse sentimento. Nunca tive isso. Desde pequeno sou assim, e não é a doença que vai mudar isso.

- O agravamento da doença lhe trouxe algum tipo de reflexão?
A doença me ensinou a ser mais humilde. Especialmente, depois da colostomia. A todo momento, peço a Deus para me conceder a graça da humildade. E Ele tem sido generoso comigo. Eu precisava disso em minha vida. Sempre fui um atrevido. Se não o fosse, não teria construído o que construí e não teria entrado na política.

- É penoso para o senhor praticar a humildade?
Não, porque a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento. Sou obrigado a me adaptar a uma realidade em que dependo de outras pessoas para executar tarefas básicas. Pouco adianta eu ficar nervoso com determinadas limitações. Uma das lições da humildade foi perceber que existem pessoas muito mais elevadas do que eu, como os profissionais de saúde que cuidam de mim. Isso vale tanto para os médicos Paulo Hoff, Roberto Kalil, Raul Cutait e Miguel Srougi quanto para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem anônimos que me assistem. Cheguei à conclusão de que o que eu faço profissionalmente tem menos importância do que o que eles fazem. Isso porque meu trabalho quase não tem efeito direto sobre o próximo. Pensando bem, o sofrimento é enriquecedor.

- Essa sua consideração não seria uma forma de se preparar para a morte?
Provavelmente, sim. Quando eu era menino, tinha uma professora que repetia a seguinte oração: "Livrai-nos da morte repentina". O que significa isso? Significa que a morte consciente é melhor do que a repentina. Ela nos dá a oportunidade de refletir.

- O senhor tem medo da morte?
Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor. Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive. Vivo dia após dia de forma plena. Até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente.

- O senhor se deu conta da comoção nacional que tem provocado?
Não há fortuna no mundo capaz de retribuir o carinho dos brasileiros. Sou um privilegiado. Você não imagina a quantidade de manifestações afetuosas que tenho recebido. Um dia desses me disseram que, ao morrer, iria encontrar meu pai, falecido há mais de cinquenta anos. Aquilo me emocionou profundamente. Se for para me encontrar com mamãe e papai, quero morrer agora. A esperança de encontrar pessoas queridas é um alento muito grande – e uma grande razão para não ter medo do momento da morte.

- O senhor se tornou mais devoto com a doença?
Sou de família católica, mas nunca fui de ir à missa. Nem agora faço isso. Quando a coisa aperta, rezo o pai-nosso. Ultimamente, tenho rezado umas duas, três vezes ao dia.

- Se recebesse a notícia de que foi curado, o que faria primeiro?
Abraçaria a Mariza e diria: "Muito obrigado por ter cuidado tão bem de mim".

Fonte: Josias de Souza - Folha

Manchetes de Hoje - 05/09/2009



- Folha: Crise ainda não terminou, dizem EUA e emergentes


- Estadão: G-20 já discute pós-crise e fim dos pacotes de estímulo


- JB: Delegacias cheias e presídios vazios


- Globo: Perto de eleição, líderes descartam volta de CPMF


- Correio: Grileiros já atacam nas novas quadras do Lago


- Estado de Minas: Pais foram a festa sem saber que filho estava lá morto


- A Tarde: Assassino de médica se mata em cela da DH


- Tribuna da Bahia: Governo admite prorrogar redução de IPI


- Correio da Bahia: Violência na BR-324



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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Arte do dia


Vamos começar a colocar diariamente no site, imagens de quadros famosos de pintores brasileiros e estrangeiros.


Obras que fazem parte da história mundial.

E para começar, uma obra de uma grande artista brasileira.



Abaporu é um quadro em óleo sobre tela da pintora brasileira Tarsila do Amaral, pintado em 1928 como presente de aniversário do escritor Oswald de Andrade, seu marido na época.


Hoje ela é a tela brasileira mais valorizada no mundo, tendo alcançado o valor de US$ 1,5 milhão, pago pelo colecionador argentino Eduardo Costantini em 1995.

Encontra-se exposta no Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA).

Lula diz o que é o Bolsa Família

Eu não vou comentar, vejam e ouçam vocês mesmos


03 de Setembro - Hoje é dia



# Dia do biólogo
# Dia da guarda civil
# Dia da polícia militar
# Dia das organizações populares

Manchetes de Hoje - 03/09/2009


- Folha: Carros terão que poluir menos a partir de 2014


- Estadão: Governo criará fundo para ampliar controle do pré-sal


- JB: Máfias tomam o Pão de Açúcar


- Globo: Lula veta compra de ações da Petrobras com o FGTS


- Correio: Sem dinheiro para reajuste de aposentados


- Estado de Minas: Mentiras e confissões de um assassino


- A Tarde: Wagner muda de idéia e passa a lutar por royalties do pré-sal


- Tribuna da Bahia: Cresce o calote na Bahia


- Correio da Bahia: Brigas, tiros e mortes na Terça da Benção



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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Paulo Henrique Amorim apelou de vez



Vejam um exemplo do MAU jornalismo.

Que Paulo Henrique Amorim é um defensor inconteste de Lula & Aliados, ninguém duvida.

Mas usar de FALSAS informações para acusar José Serra, é, no mínimo, mau caratismo.

Senão vejamos.

PHA coloca em seu site a seguinte manchete: "O ataque de Serra a Heliópolis é um ataque a nordestinos que não votam em São Paulo.

E coloca os seguintes dados:

. Heliópolis é a maior favela de São Paulo e a segunda (a primeira é a Rocinha) do Brasil e da América Latina

. Heliópolis tem 125 mil habitantes

. 52% tem entre 0 e 25 anos

. A cada 10 adolescentes de Heliópolis, 6 estão desempregados e 4 não frequentam a escola.

. 91% dos moradores de Heliópolis são nordestinos.

. Desses, só 10% votam em São Paulo.

. No dia da eleição, eles justificam o voto.

E coloca o site da UNAS, como fonte. (site da comunidade de Heliópolis)

Mas ao entrar no referido site, SURPRESA, as "informações" passadas por PHA sobre eleitores não aparecem em nenhuma página do site.

Lá está escrito:

"Heliópolis está instalada em uma área de 1 milhão de m2 e tem uma população de aproximadamente 120 mil habitantes e destes 91% são de origem nordestina e 52% estão na faixa etária entre 0 a 25 anos, é a maior favela de São Paulo e a segunda maior do Brasil e da América Latina."


Ele tenta politizar um fato que é pura e exclusivamente da alçada policial, visto que a manifestação estava destruindo bens públicos e privados.

PHA sabe que a maioria das pessoas que acessam seu blog, acreditam em tudo o que ele diz e não procuram a veracidade da informação.

Em pouco tempo, essa matéria produzida por ele vai estar em vários blogs que também não se preocupam em checar a veracidade das informações.

Com isso a Lei de Goebbels continua viva.


QUAERE VERUM !!!!!