Mostrando postagens com marcador desfaçatez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desfaçatez. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de abril de 2012

CPI do Cachoeira: O PT e a sua eterna desfaçatez

Durou menos de 24 horas a atmosfera de concórdia que unia governo e oposição ao redor da CPI do Cachoeira. A frágil harmonia se dissolveu já na fase de discussão do texto inaugural, que define os alvos e a abrangência da investigação.

Passava de 23h quando o presidente da Câmara, Marco Maia, pendurado ao telefone, tentava convencer os líderes oposicionistas a endossar o esboço de texto apresentado pelo PT na noite passada. Não conseguiu.

Além de limitar os objetivos da CPI, manietando-a, o governo decidiu que não vai compartilhar o comando da comissão com as legendas oposicionistas. Presidirá a invesvigação um senador do PMDB. O relator será um deputado do PT.

A oposição enxergou as digitais do Planalto e do petismo no requerimento da CPI. Mantidos no escuro durante todo o dia, os líderes ACM Neto, do DEM, e Bruno Araújo, do PSDB, só receberam cópias do documento pouco antes das 22h.

Redigida sob a supervisão do líder do PT, Jilmar Tatto, a peça anota que a CPI vai investigar “práticas criminosas desvendadas pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, com envolvimento do senhor Carlos Augusto Ramos, conhecido vulgarmente como Carlinhos Cachoeira…”

Prossegue: “…Sem prejuízo de aditamento de fatos que se ligam, intimamente, ao objeto principal, particularmente à existência de um esquema de interceptações e monitoramento de comunicações telefônicas e telemáticas ao arrepio do princípio de reserva de jurisdição.”

Houve um enorme recuo em relação à versão anterior. Redigida na véspera, no gabinete do presidente do Senado, José Sarney, esse primeiro texto agradara a governistas e oposicionistas. Era mais simples e abrangente.

Previa que a investigação alcançaria Cachoeira e todos os agentes públicos e privados que se relacionaram com ele. Com essa redação, a CPI teria abrangência, por assim dizer, ilimitada.

Sob a denominação de “agentes públicos”, caberiam de prefeitos a governadores de Estado, de simples servidores a ministros e congressistas, de delegados e policiais a magistrados. O texto cobria os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Embaixo do guardachuva de “agentes privados”, abrigavam-se todas as empresas que se envolveram com a quadrilha de Cachoeira –a Construtora Delta e qualquer outra. Assim era o texto que seguiu para receber o aval da Câmara.

No prédio ao lado, submetido ao filtro do PT e aos temores do Planalto, o documento foi lipoaspirado por um lado e engordado por outro. Sumiram as menções a agentes públicos e privados. Elegeu-se Cachoeira como alvo central.

Todo o resto ficou condicionado a uma expressão vaga: “Sem prejuízo de aditamento de fatos que se ligam” ao inquérito da PF. O único fato que mereceu menção, com o adorno do vocábulo “particularmente”, foi a “existência de um esquema de interceptações e monitoramento de comunicações telefônicas e telemáticas ao arrepio do princípio de reserva de jurisdição.”

Nesse tópico, a oposição vislumbrou não as digitais do governo, mas as do PT. Ficou entendido que o partido do mensalão deseja arrastar para a CPI a revista Veja, acusada pelo petismo de ter escorado reportagens em dados coletados ilegalmente por Cachoeira. De costas para os crimes prestes a ser julgados no STF, o PT sustenta que Cachoeira está na origem do que a legenda chama de “farsa do mensalão”.

“O que é mais importante, investigar os crimes cometidos por Cachoeira e a relação dele com parlamentares, autoridades e empresas ou as escutas que ele montou para ouvir gente?”, indagou ACM Neto a uma liderança do PT.

Junto com o líder tucano Bruno Araújo, ACM Neto reuniu-se até pouco antes das 23h no gabinete do colega Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB. A tróica tentou digerir o texto que o petista Jilmar Tatto dera à luz. PSDB e DEM não engoliram.

Restou evidenciado que há um abismo entre o que deseja a oposição e o que oferece o governo. Optou-se por realizar uma consulta aos travesseiros. Informado sobre o dissenso, Marco Maia ponderou que a demora impõe um desgaste político ao Legislativo. Não convenceu.

O presidente da Câmara não obteve senão o compromisso da oposição de participar de nova reunião. Ocorrerá na manhã desta quinta (12). Dessa vez com a presença do petista Tatto.

Os dois maiores partidos do governo –PMDB e PT—e as duas principais legendas da oposição –PSDB e DEM— vão tentar construir um texto consensual antes da hora do almoço. A hipótese de acordo é remota.

Prevalecendo o dissenso, a oposição não deve se negar a assinar o requerimento. Ninguém quer correr o risco de ser pendurado nas manchetes como responsável pela inviabilização da CPI. Mas o tiroteio será inaugurado antes mesmo do início dos trabalhos.

O próprio Marco Maia foi avisado de que as rubricas da oposição descerão ao pedido de CPI sob protestos. Em entrevistas, os antagonistas do Planalto acusarão o governo e o PT de tramar uma pantomima. Coisa concebida para livrar da grelha a gestão Dilma, o governador petista Agnelo Queiroz (DF) e o PT.

Estranhou-se, por exemplo, a delimitação do escopo da CPI ao inquérito da Operação Monte Carlo, que levou Cachoeira ao cárcere em 29 de fevereiro. Para a oposição, a fixação de fronteiras tão recentes visa evitar que a CPI recue no tempo.

Tenta-se impedir a ressurreição do escândalo Waldomiro Diniz, o ex-assessor do grão-petê José Dirceu, pilhado em vídeo recebendo propina de Cachoeira antes de empregar-se na Casa Civil de Lula.

Numa derradeira tentativa de atrair a oposição para um acordo, o PT concordou em injetar no texto a Operação Vegas. Ajuda, mas não resolve. Waldomiro e Dirceu continuariam a salvo de incômodos. Concluído em 2009, esse inquérito Vegas precedeu o processo Monte Carlo. Nele foram captados os primeiros diálogos vadios do ‘ex-demo’ Demóstenes Torres com Cachoeira.

Antes que seus colegas da Câmara apalpassem o texto do PT, o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, farejava encrenca na demora. “No caminho entre o Senado e a Câmara, acendeu o pânico no governo. Tem muita gente com medo”, disse ele ao blog, por volta de 18h30.

À espera do texto, Bruno Araújo, o líder tucano na Câmara, ecoava Alvaro às 21h: “Algo muito estranho está acontecendo. Um requerimento tão simples até essa hora não chegou às nossas mãos. Tem gente assustada.”

De fato, o Planalto se deu conta de que, do modo como fora redigido no Senado, o pedido de CPI era demasiado abrangente, submetendo o governo a riscos imponderáveis. Decidiu-se levar o pé à porta.

Aos pouquinhos, a CPI da ex-unanimidade vai ganhando a forma de CPI do Cinismo. Exatamente como vaticinado em texto veiculado aqui na madrugada de quarta (12). Desfeito o pseudo-consenso, a hipótese de instalação da comissão já na semana passada subiu no telhado.


Por Josias de Souza - Folha

sexta-feira, 23 de março de 2012

Desfaçatez petista




Que o baiano Haroldo Lima deixou a presidência da ANP, todos sabem.

Que Magda Chambriard o substituiu, todos também sabem.

Mas o que ninguém sabia até hoje, era que os botons distribuídos a todos os convidados eram iguais este da foto.

Até o mapa do Brasil tinha a cor do PT.

É muita desfaçatez desse pessoal...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Era o bicho, hoje está mais tranquilo

 

canvas

Existe um prefeito do sul baiano que antigamente era o bicho.

Após alguns anos na prefeitura, não tem mais tanta voracidade.

Cansou de trabalhar com falcatruas e laranjas.

Ele aproveitou e comprou logo um laranjal no Recôncavo.

Está pra nascer moço mais sabido.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Vale lembrar Rui Barbosa

 

rui_barbosa

Em tempos que crimes e mais crimes são cometidos no Brasil, e que os governantes dizem que isto é “coisa de desespero político, que os bichos estão doidos”, cabe lembrar o Águia de Haia:

 

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Na FSP de hoje, 29/07/2010

 

Os investimentos do Ministério do Esporte cresceram de forma exponencial neste ano, até o fim de julho, se comparados a igual período de 2009.

No ano passado, foram empenhados R$ 8,8 milhões, sendo R$ 8 milhões em transferências a municípios.

Neste ano, segundo a Contas Abertas, empenhou-se R$ 485,4 milhões, sendo que R$ 375,4 milhões em transferências aos municípios (incremento de 4.587%).

Link: Clique Aqui. (Para Assinantes)

terça-feira, 2 de março de 2010

Governo “maquia” PAC para alavancar candidata do PT

maquiagem

Maquiagem camufla os atrasos nas obras do PAC

Obras têm prazo estendido de um balanço a outro e aparecem como dentro do prazo.


Há casos em que conclusão fica para próximo governo, de fatiamento da obra para que parte ocorra no prazo e de sumiço de obra atrasada

O governo federal maquiou balanços oficiais para encobrir um mega-atraso nas principais obras do PAC. Três de cada quatro ações destacadas no primeiro balanço do programa não foram cumpridas no prazo original.
Lançado em 2007 com o objetivo de impulsionar a economia, o Programa de Aceleração do Crescimento é usado hoje pelo presidente Lula para certificar o que seria a capacidade de gerenciamento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Pré-candidata ao Planalto, foi apelidada por Lula de "mãe do PAC".
No início do mês passado, Dilma comandou a divulgação do balanço de três anos do programa afirmando que 40% das ações previstas haviam sido cumpridas até aquele momento. Nas principais obras, apontava conclusão de 36%.
Mas esse documento oficial, fartamente ilustrado, passa ao largo dos gargalos de calendário: nele é divulgada uma profusão de carimbos verdes com a palavra "adequado" para cada uma das principais obras, com pequenas exceções de carimbos amarelos ("atenção") e vermelhos ("preocupante").
A maquiagem das informações fica evidente em consultas ao primeiro balanço oficial do PAC, de maio de 2007, e aos oito seguintes. Neles, descobre-se que muitas das obras que ostentam o carimbo verde passaram por uma revisão de metas e tiveram o seu prazo de conclusão dilatado, sendo que, para algumas delas, o desfecho foi postergado para a próxima gestão.
Isso sem que o governo fizesse menção, de um balanço a outro, à mudança dos prazos. Além da manutenção do carimbo verde em obras com cronograma estendido, os balanços oficiais exibem outras manobras de maquiagem.
Uma delas consiste no fatiamento da obra para que a conclusão de ao menos parte da ação ocorra no prazo. Outra mantém prazo de entrega, mas troca o objeto: em vez de conclusão da obra física, a meta passa a ser só "entrega do projeto".
Além disso, há casos de a ação atrasada simplesmente desaparecer nos balanços seguintes.
O primeiro balanço oficial do PAC se refere ao quadrimestre que vai de janeiro a abril de 2007. Destaca 76 grandes obras e ações, todas com metas estabelecidas. Ao confrontar esse documento com os balanços seguintes -principalmente com o último, o de três anos do programa-, constata-se que 75% dessas obras (57) sofreram atraso no cronograma, sendo 11 delas empurradas para o próximo governo, que assume em janeiro de 2011.
Desse montante de 57 ações que não cumpriram a meta inicial, 38 ainda estão em andamento. Novos cronogramas apontam atraso médio de um ano e meio em relação ao prometido em 2007, mas nos balanços o governo reserva carimbos amarelo e vermelho para apenas seis (16%) delas.
O governo sustenta que o sistema de carimbos é só um referencial para o risco de execução das obras e atribui os atrasos a fatores como chuvas, problemas na emissão dos licenciamentos e adaptações nos projetos.
Entre as obras que o governo prometeu e entregou no prazo estão a Usina Hidrelétrica Salto Pilão (SC), a Petroquímica Paulínea (SP) e o campo de Frade, na bacia de Campos.
Ao lançar a pré-candidatura de Dilma no congresso do PT, no mês passado, Lula elogiou a condução do PAC. "Posso dizer que nunca antes na história do país houve programa de investimento em infraestrutura tão organizado, tão discutido e tão planejado como nós fizemos o PAC."

 

Levantamento realizado por:

EDUARDO SCOLESE
RANIER BRAGON
FSP - SUCURSAL DE BRASÍLIA

Original aqui: PAC Maquiado - Folha de São Paulo

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Cortina de fumaça

fumaça

A Gripe A espalhando-se rapidamente, e o Brasil tornando-se o pais com o maior número de mortos no mundo.

Pesquisa saindo do forno e indicando (mais uma vez) a queda da candidata do presidente.

O presidente viaja para os EUA para participar da reunião da ONU.

E “de repente” aparece o Manuel Zelaya dentro da Embaixada Brasileira em Honduras.

Se você está pensando que Lula sabia disso, ACERTOU.

Ou você tem ouvido falar algo na imprensa  sobre os 2 primeiros parágrafos deste post???

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

É muita desfaçatez

 

A Mesa Diretora do Senado autorizou nesta quinta-feira (24) o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), a acabar com 500 vagas efetivas que ainda não foram abertas.

Elas seriam ocupadas por aprovados em concurso público e se localizariam, na maior parte, na gráfica do Senado. Outras 500 vagas efetivas ainda aguardam preenchimento.

De acordo com o diretor geral da Casa, Haroldo Tajra,a medida é uma forma de a instituição reduzir custos. O ato que oficializa a extinção das vagas deve ser publicado ainda nesta tarde.

Segundo Tajra, atualmente o Senado conta com 9.500 funcionários. Desses, apenas 3.337 são efetivos.
O restante é ocupado por comissionados e terceirizados.

Contudo, o Senado ainda não tem uma posição sobre como reduzirá o número desses funcionários.

A Mesa Diretora da Casa também aprovou requerimento que autoriza seus membros e os líderes partidários possam remanejar para seus estados dois funcionários de seus gabinetes no Congresso. Dessa forma, a Casa vai arcar com as despesas com passagens aéreas. 

 

PS. Ou seja, quem tem direito, não vai ter emprego. E quem tem padrinho, não precisa se preocupar.