A
Assembleia Legislativa da Bahia aprovou, na noite de ontem, o Projeto de Lei
19.778, que define os vencimentos para os professores a partir de 1º de
maio, por 33 votos a 19, com a abstenção anunciada do PCdoB e os votos
contrários dos deputados de oposição e dos governistas Luiza Maia (PT) e
Capitão Tadeu (PSB). A proposição fixa o vencimento do professor 40
horas nível 1 em R$ 1.659,94, R$ 208,94 acima do piso nacional.
Os
deputados entraram ontem pela noite apreciando outro projeto do governo
que trata do magistério público. Os professores da rede pública, que se
encontram em greve e acampados no Salão Nestor Duarte, acompanharam de
perto o processo de votação e os debates intensos entre os
parlamentares, lotando as galerias e o plenarinho.
Durante toda a
sessão, oposição e sindicalistas pediam um reajuste de 22,22% para toda a
categoria, com base em um acordo assinado em novembro do ano passado,
entre APLB-Sindicato e representantes do governo, que estabelecia o
mesmo índice de reajuste que fosse concedido para o piso nacional. Até a
assinatura do acordo, tramitava no Congresso projeto de lei aprovado
por unanimidade na Câmara estabelecendo o INPC como índice de reajuste
do piso nacional. No mês seguinte, o Senado alterou para o mesmo índice
que regula o Fundeb e o que seria um reajuste de 6,5% passou para 22%.
Se fosse concedido esse percentual, só este ano haveria um aumento na
folha de pagamentos do Estado superior a R$ 400 milhões.
"Não temos
como, não podemos e não vamos aprovar um reajuste com este", afirmou o
líder governista, Zé Neto (PT), que enfatizou ser a Bahia um dos nove
estados que vem conseguindo pagar o piso nacional e que tem o sexto
melhor salário para o magistério em todo o país. Ao relatar a matéria em
plenário, o deputado João Bonfim (PDT) rejeitou as emendas e votou pela
aprovação do texto original.
O líder da oposição, Paulo Azi (DEM),
ocupou a tribuna para afirmar que o índice de reajuste de 4%, além de
irrisório, beneficia apenas cerca de dez mil professores, "apenas 1/3 da
categoria". Sandro Régis (PR), por sua vez, garantiu que o governo tem
recursos para conceder o reajuste pretendido pelos servidores, mas não o
faz por não ter a educação como prioridade. Bruno Reis (PRP), Elmar
Nascimento (PR), Luciano Simões (PMDB) e Targino Machado (PSC), Carlos
Geilson (PTN) e Tadeu também se revezaram na tribuna para ampliar o
debate.
NÃO-LICENCIADOS
Até o fechamento desta edição, às
23h50, os parlamentares continuavam discutindo no plenário a última
proposição da pauta, o PL 19.779, que trata da carreira dos professores
não-licenciados. Designado para relatar a matéria pelo presidente
Marcelo Nilo (PDT), o deputado Gildásio Penedo (PSD) votou pela
aprovação com alteração de sua lavra, sendo aprovado por maioria. A
proposta governamental excepcionaliza a carreira, com a extinção dos
cargos à medida que vagarem. Atualmente, existem pouco mais de cinco mil
destes profissionais, sendo que, aproximadamente, a metade está em
regência de classe, segundo Gildásio.
Para Paulo Azi, o projeto é
simplesmente inconstitucional e deveria ser retirado de pauta por
transformar a remuneração em subsídio. "O governo não se preocupa em ler
a Constituição", provocou, afirmando que ao vedar o acréscimo do
adicional por tempo de serviço, atingiu dispositivo previsto na Lei
Maior do estado. Para Gildásio, no entanto, a substituição de vencimento
por subsídio está sendo feita em todos os estados e se baseia no fato
de que o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento de que o piso
nacional refere-se ao vencimento, sem os acréscimos. Historicamente, a
totalidade da remuneração, com abonos, gratificações e adicionais era
computada para estabelecer o mínimo. Segundo ele, não haverá perdas e os
direitos dos professores estarão garantidos. O professor não-licenciado
40 horas vai passar a receber R$ 1.659,70, a partir de maio.
Por Assessoria de Comunicação Social - ALBA
AP Comenta
É bom guardar o nome dos deputados que sempre se arvoram como "legítimos defensores das causas populares" e quando o povo precisa deles, eles votam conforme lhes manda o governador Jaques Wagner, outro que fez sua carreira através das greves e lutas por melhores condições para o povo, e hoje no poder, demonstra que só se preocupa com o bolso dele e dos asseclas.
Segue abaixo a lista dos traidores dos professores baianos:
| NOME |
PARTIDO |
|
| ADERBAL
CALDAS |
PP |
| ADOLFO
MENEZES |
PSD |
| ALAN SANCHES |
PSD |
| ÁLVARO GOMES |
PC do B |
| ANGELA SOUSA |
PSD |
| ANGELO
CORONEL |
PSD |
| BIRA CORÔA |
PT |
| CACÁ LEÃO |
PP |
| CARLOS BRASILEIRO |
PT |
| CARLOS UBALDINO |
PSD |
| CLAUDIA OLIVEIRA |
PSL |
| DELEGADO
DERALDO DAMASCENO |
PSL |
| EURES RIBEIRO |
PV |
| FABRÍCIO
FALCÃO |
PC do B |
| FÁTIMA NUNES |
PT |
| GILDÁSIO
PENEDO FILHO |
PSD |
| IVANA BASTOS |
PSD |
| J. CARLOS |
PT |
| JOSEILDO RAMOS |
PT |
| KELLY
MAGALHÃES |
PC do B |
| LUCIANO SIMÕES |
PMDB |
| LUIZ AUGUSTO |
PP |
| LUIZA MAIA |
PT |
| MARCELINO GALO |
PT |
| MARIA LUIZA |
PSD |
| MARIA LUIZA
LAUDANO |
PSD |
| MÁRIO
NEGROMONTE JÚNIOR |
PP |
| NEUSA CADORE |
PT |
| PASTOR JOSÉ
ARIMATÉIA |
PRB |
| PASTOR SGT
ISIDÓRIO |
PSB |
| ROBERTO CARLOS |
PDT |
| ROGÉRIO
ANDRADE |
PSD |
| RONALDO
CARLETTO |
PP |
| ROSEMBERG
PINTO |
PT |
| SIDELVAN NOBREGA |
PRB |
| YULO OITICICA |
PT |
| ZÉ NETO |
PT |
| ZÉ RAIMUNDO |
PT |