O governador Jaques Wagner (PT) fez considerações ontem a respeito da votação que gerou clima de insatisfação nos professores da rede pública de ensino estadual e ainda dificultou as relações dentro da bancada governista. Em entrevista à Rádio Sociedade, o gestor explicou os motivos para não conceder o reajuste reivindicado de 22,22%. Além disso, ele enviou recados aos partidos da base com pré-candidaturas em Salvador.
Em relação às eleições municipais de outubro, o governador alertou as siglas aliadas, sobre a exigência de cautela com a unidade. Na capital baiana, além de Nelson Pelegrino (PT), estão sendo colocados como postulantes ao Palácio Thomé de Souza os deputados federais Márcio Marinho (PRB), João Leão (PP) e Alice Portugal (PCdoB).
“Não podemos nos precipitar. Estou trabalhando, não só aqui, mas em todo o Estado. Estou pedindo para todo mundo ter calma e não transformar eleições municipais em briga entre bases”.
Ao falar sobre o cenário municipal, Wagner também sinalizou a tendência de que na ala da oposição, haja uma aliança entre os deputados federais ACM Neto (DEM) e Antonio Imbassahy (PSDB). “Essa notícia não nos veio como novidade.
Absolutamente natural e, o mais natural ainda será que Imbassahy faça a aliança com o Neto, pois nacionalmente eles são aliados. O DEM quer aparecer. Prova disso é que em Salvador eles não têm um único vereador. Por isso eles querem consolidar o seu espaço, com vitória ou com derrota”, afirmou.
Ao esclarecer as dificuldades para conceder o reajuste pedido pelos
professores, Wagner disse que não havia orçamento suficiente e que caso
a questão fosse atendida da forma que os professores queriam poderia
desequilibrar o caixa do Estado.
Por Tribuna da Bahia
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