quarta-feira, 25 de abril de 2012

Votação da urgência do PL 19.779/2012 - Veja o que aconteceu


A Assembleia Legislativa da Bahia aprovou, na noite de ontem, o Projeto de Lei 19.778, que define os vencimentos para os professores a partir de 1º de maio, por 33 votos a 19, com a abstenção anunciada do PCdoB e os votos contrários dos deputados de oposição e dos governistas Luiza Maia (PT) e Capitão Tadeu (PSB). A proposição fixa o vencimento do professor 40 horas nível 1 em R$ 1.659,94, R$ 208,94 acima do piso nacional.
 
Os deputados entraram ontem pela noite apreciando outro projeto do governo que trata do magistério público. Os professores da rede pública, que se encontram em greve e acampados no Salão Nestor Duarte, acompanharam de perto o processo de votação e os debates intensos entre os parlamentares, lotando as galerias e o plenarinho.
 
Durante toda a sessão, oposição e sindicalistas pediam um reajuste de 22,22% para toda a categoria, com base em um acordo assinado em novembro do ano passado, entre APLB-Sindicato e representantes do governo, que estabelecia o mesmo índice de reajuste que fosse concedido para o piso nacional. Até a assinatura do acordo, tramitava no Congresso projeto de lei aprovado por unanimidade na Câmara estabelecendo o INPC como índice de reajuste do piso nacional. No mês seguinte, o Senado alterou para o mesmo índice que regula o Fundeb e o que seria um reajuste de 6,5% passou para 22%. Se fosse concedido esse percentual, só este ano haveria um aumento na folha de pagamentos do Estado superior a R$ 400 milhões.
 
"Não temos como, não podemos e não vamos aprovar um reajuste com este", afirmou o líder governista, Zé Neto (PT), que enfatizou ser a Bahia um dos nove estados que vem conseguindo pagar o piso nacional e que tem o sexto melhor salário para o magistério em todo o país. Ao relatar a matéria em plenário, o deputado João Bonfim (PDT) rejeitou as emendas e votou pela aprovação do texto original.
 
O líder da oposição, Paulo Azi (DEM), ocupou a tribuna para afirmar que o índice de reajuste de 4%, além de irrisório, beneficia apenas cerca de dez mil professores, "apenas 1/3 da categoria". Sandro Régis (PR), por sua vez, garantiu que o governo tem recursos para conceder o reajuste pretendido pelos servidores, mas não o faz por não ter a educação como prioridade. Bruno Reis (PRP), Elmar Nascimento (PR), Luciano Simões (PMDB) e Targino Machado (PSC), Carlos Geilson (PTN) e Tadeu também se revezaram na tribuna para ampliar o debate.



NÃO-LICENCIADOS

Até o fechamento desta edição, às 23h50, os parlamentares continuavam discutindo no plenário a última proposição da pauta, o PL 19.779, que trata da carreira dos professores não-licenciados. Designado para relatar a matéria pelo presidente Marcelo Nilo (PDT), o deputado Gildásio Penedo (PSD) votou pela aprovação com alteração de sua lavra, sendo aprovado por maioria. A proposta governamental excepcionaliza a carreira, com a extinção dos cargos à medida que vagarem. Atualmente, existem pouco mais de cinco mil destes profissionais, sendo que, aproximadamente, a metade está em regência de classe, segundo Gildásio.
Para Paulo Azi, o projeto é simplesmente inconstitucional e deveria ser retirado de pauta por transformar a remuneração em subsídio. "O governo não se preocupa em ler a Constituição", provocou, afirmando que ao vedar o acréscimo do adicional por tempo de serviço, atingiu dispositivo previsto na Lei Maior do estado. Para Gildásio, no entanto, a substituição de vencimento por subsídio está sendo feita em todos os estados e se baseia no fato de que o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento de que o piso nacional refere-se ao vencimento, sem os acréscimos. Historicamente, a totalidade da remuneração, com abonos, gratificações e adicionais era computada para estabelecer o mínimo. Segundo ele, não haverá perdas e os direitos dos professores estarão garantidos. O professor não-licenciado 40 horas vai passar a receber R$ 1.659,70, a partir de maio.

Por Assessoria de Comunicação Social - ALBA

AP Comenta 

É bom guardar o nome dos deputados que sempre se arvoram como "legítimos defensores das causas populares" e quando o povo precisa deles, eles votam conforme lhes manda o governador Jaques Wagner, outro que fez sua carreira através das greves e lutas por melhores condições para o povo, e hoje no poder, demonstra que só se preocupa com o bolso dele e dos asseclas.

Segue abaixo a lista dos traidores dos professores baianos:


NOME PARTIDO
ADERBAL CALDAS PP
ADOLFO MENEZES PSD
ALAN SANCHES PSD
ÁLVARO GOMES PC do B
ANGELA SOUSA PSD
ANGELO CORONEL PSD
BIRA CORÔA PT
CACÁ LEÃO PP
CARLOS BRASILEIRO PT
CARLOS UBALDINO PSD
CLAUDIA OLIVEIRA PSL
DELEGADO DERALDO DAMASCENO PSL
EURES RIBEIRO PV
FABRÍCIO FALCÃO PC do B
FÁTIMA NUNES PT
GILDÁSIO PENEDO FILHO PSD
IVANA BASTOS PSD
J. CARLOS PT
JOSEILDO RAMOS PT
KELLY MAGALHÃES PC do B
LUCIANO SIMÕES PMDB
LUIZ AUGUSTO PP
LUIZA MAIA PT
MARCELINO GALO PT
MARIA LUIZA PSD
MARIA LUIZA LAUDANO PSD
MÁRIO NEGROMONTE JÚNIOR PP
NEUSA CADORE PT
PASTOR JOSÉ ARIMATÉIA PRB
PASTOR SGT ISIDÓRIO PSB
ROBERTO CARLOS PDT
ROGÉRIO ANDRADE PSD
RONALDO CARLETTO PP
ROSEMBERG PINTO PT
SIDELVAN NOBREGA PRB
YULO OITICICA PT
ZÉ NETO PT
ZÉ RAIMUNDO PT



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