Com o golpe de 1964, Palhano teve os direitos políticos cassados pelo Ato Institucional nº 1 e foi exonerado do cargo que ocupava no Banco do Brasil em outubro daquele ano.
Em virtude das perseguições sofridas, exilou-se em Cuba, momento em que suas atividades no exílio passaram a ser monitoradas pelos órgãos de repressão, segundo documentos obtidos pelo Ministério Público.
Palhano retornou ao Brasil no final de 1970 e ficou na clandestinidade. Seu último contato com a família foi em 24 de abril de 1971, há exatos 41 anos.
No Brasil, Palhano ligou-se à Vanguarda Popular Revolucionária, grupo liderado pelo militar Carlos Lamarca, e que tinha poucos militantes em São Paulo, já que a maioria estava presa ou morta àquela altura.
Em 6 de maio de 1971, Palhano foi preso pela repressão em São Paulo, onde teria sido torturado e morto.
"No caso específico, a vítima Aluízio Palhano Pedreira Ferreira sofreu intensos e cruéis maus-tratos provocados pelo denunciado Dirceu Gravina, sob o comando e aquiescência do denunciado Carlos Alberto Brilhante Ustra. Em razão disso, padeceu de gravíssimo sofrimento físico e moral", afirmam os procuradores da República.
"O grave sofrimento físico e moral imposto à vítima foi provocado mediante o emprego de métodos concebidos com a finalidade de causar lesões físicas e humilhação moral intensas", diz a denúncia.
Caso processados e condenados, os acusados poderão receber penas de 2 a 8 anos de prisão. A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa dos denunciados para comentar o caso.
Esta é a segunda denúncia oferecida pela Procuradoria por crime de sequestro ocorrido na ditadura.
Em março, o Ministério Público denunciou o coronel reformado do Exército Sebastião Curió por cinco sequestros ocorridos no Araguaia.
AP Comenta
Parabenizamos o MPF pela brilhante atitude de denunciar quem participou dessa página negra da história do Brasil.
Agora aguardamos a denúncia do MPF para que Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto,
Diógenes José Carvalho de Oliveira, José Araújo de Nóbrega, Oswaldo
Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra de
Andrade, José Ronaldo Tavares de Lira e Silva, Pedro Lobo de Oliveira e Eduardo Collen Leite respondam pela morte do soldado Mário Kozel Filho, morto em serviço, em 26 de Junho de 1968
Nenhum comentário:
Postar um comentário