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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Dilma e seu esforço concentrado

A economia dá sinais de que seguirá crescendo pouco neste ano. Acima dos 2,7% de 2011, mas abaixo dos sonhados 4% da presidente Dilma. O número mais realista aponta para um crescimento do PIB no segundo ano de mandato da petista perto dos 3%.

Esse cenário econômico, contudo, não atingiu negativamente a imagem do governo e da presidente. A última pesquisa Datafolha não só mostrou que a popularidade do governo Dilma bateu mais um recorde como revelou que a população brasileira está mais otimista exatamente com a economia.

Tudo indica que Dilma está ganhando os corações e mentes dos brasileiros com seu estilo austero e de baixa tolerância com o jogo político e, também, convencendo a população de que não ficará acomodada diante de possíveis turbulências no campo econômico.

Desde o início do ano a presidente tem colocado sua equipe para trabalhar em busca de socorrer a indústria nacional e de forçar uma redução nas taxas de juros dos bancos privados. Esse discurso presidencial, que vem sendo repetido à exaustão nos últimos dias, com certeza pesou na hora de o brasileiro afirmar que está otimista com os rumos da economia nacional.

É bom dizer que não é apenas no discurso que Dilma está ganhando a parada. A inflação está caindo e a renda dos trabalhadores continua em alta. Além disso, a taxa de desemprego segue baixa, apesar de a geração de novas vagas de trabalho ter perdido um certo ritmo.

Mas sua cruzada contra os juros elevados dos bancos privados rendeu pontos positivos ao governo nas últimas semanas. A derrubada dos juros bancários era uma obsessão de Dilma Rousseff desde os tempos em que era ministra da Casa Civil.

Como presidente, decidiu colocar o assunto como prioridade de sua gestão. Quer porque quer terminar seu mandato com juros nos mesmos padrões do mundo civilizado. Encontrou em sua equipe aliados afinados com seu discurso.

O ministro Guido Mantega (Fazenda) seguiu à risca as orientações presidenciais e bateu de frente com os bancos privados. Deu certo. Os bancos, que ensaiaram uma estratégia de jogar a culpa pelos juros elevados nas costas do governo, se deram mal. Mantega conseguiu virar o jogo e deixar a bola com os bancos privados.
Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini foi acionado para fazer o trabalho de bastidores, de convencer os banqueiros que era um erro brigar com o Palácio do Planalto. Nos últimos dias, em contato com os principais banqueiros, Tombini buscou um caminho de volta à racionalidade, mostrando a eles que, no curto prazo, precisavam fazer um gesto de boa vontade. Cederam e começaram a baixar as taxas de juros de suas operações.

Dilma, Mantega e Tombini não estavam nem um pouco satisfeitos com o que vinha acontecendo. Enquanto o Banco Central reduzia os juros nas últimas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária), os bancos privados marchavam em outra direção. Daí surgiu o mal-estar entre as duas partes. O governo partiu para o ataque, e os bancos privados foram obrigados a recolher suas armas.
Enfim, Dilma, com o resultado da pesquisa Datafolha, ganha mais força para seus embates. Principalmente no Congresso, onde terá de conviver com os trabalhos da CPI do Cachoeira e, ao mesmo tempo, enfrentar votações complicadas, como a do Código Florestal. O fato é que, a cada pesquisa revelando que a popularidade de Dilma continua em alta, os aliados perdem espaço de barganha no Palácio do Planalto. Fica mais difícil emparedar uma presidente popular. A conferir.

Por Valdo Cruz - FSP

sábado, 24 de julho de 2010

Vox Populi ouviu 3.000 pessoas, Datafolha ouviu 10.905 pessoas. Qual o mais confiável?




Comentar pesquisa é algo muito complicado.

Paixões partidárias falam mais alto e acabam influenciando na análise correta dos números.

Blogs que apóiam este ou aquele candidato não podem ser levados em conta, justamente por achar que o instituto que coloca sua candidato à frente é o certo, enquanto o que não lhe dá números fávoráveis, é tachado de vendido e outros que tais.

Este fim de semana saíram duas pesquisas sobre as corridas presidencial e estadual.

O Instituto Vox Populi ouviu 3.000 pessoas em 219 municípios entre os dias 17 e 20 de Julho, enquanto o Instituto Datafolha ouviu 10.905 em 379 municípios entre os dias 20 e 23 de Julho.

A disparidade dos números é absurda.

O Vox Populi mostra Dilma Rousseff com 41% das intenções de voto, José Serra conta com 33% e Marina Silva, 8%, ou seja, a candidata do PT teria 8% de vantagem sobre José Serra, com uma margem de erro de 1,8%, para mais ou menos.

Já o Datafolha, mostra José Serra com 37%, Dilma Roussef, 36% e Marina Silva, 10%, configurando assim um empate técnico, já que a margem de erro é de 2%, para mais ou menos.

Quando nós nos debruçamos sobre as pesquisas dos institutos nas últimas eleições, acabamos chegando à conclusão que são muito mais confiáveis os números do Datafolha que os do Vox Populi.

A campanha ainda está no início, não começou a exposição dos candidatos na televisão. Após a primeira semana de exposição dos candidatos, teremos mais subsídios para uma melhor análise dos números.

sábado, 15 de agosto de 2009

Nova pesquisa sobre a sucessão presidencial - Datafolha


O Instituto Datafolha fez mais uma rodada de pesquisa à sucessão presidencial e que será divulgada na edição deste domingo (16) no jornal "Folha de S.Paulo"


A pesquisa mostra que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), mantém a liderança em todos os cenários que aparece.


A pesquisa foi feita com 5 cenários diferentes.


O Instituto ouviu 4.100 eleitores entre os dias 11 e 13 de agosto em 171 municípios do Brasil.


A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


Cenário 1

Serra aparece com 37%, um ponto abaixo do levantamento anterior realizado há 3 meses.

Dilma Rousseff (PT) manteve os 16% registrados na pesquisa anterior.

Ciro Gomes (PSB) também manteve o percentual do levantamento anterior, 15%.

Heloisa Helena (PSOL) oscilou para cima e passou de 10% para 12% das intenções de voto.

Os votos brancos, nulos ou nenhum registraram 12% e 7% não souberam responder.

Cenário 2

Quando Marina Silva entra na pesquisa, Serra passa para 36% das intenções de voto, contra 17% de Dilma Rousseff e 14% de Ciro Gomes. Heloisa Helena aparece com 12% e Marina Silva, com 3%.

Brancos, nulos ou nenhum somam 11%. Não souberam 7% dos entrevistados.


Cenário 3

Quando o candidato do PSDB é o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), no lugar de Serra, Ciro é líder na disputa, mostra a pesquisa.

Ciro Gomes aparece com 23%, Dilma com 19%, Heloisa Helena com 17% e Aécio Neves com 16%. Brancos, nulos e nenhum são 16%. Não sabem 9%.


Cenário 4

Ainda com Aécio Neves pelo PSDB e a ex-ministra Marina Silva disputando contra Dilma, Ciro Gomes tem 21%, Dilma 19%, Heloisa Helena 17%, Aécio Neves 15% e Marina Silva, 3%.

Brancos, nulos e nenhum somam 16% e 8% não sabem.


Cenário 5

O Datafolha pesquisou um cenário improvável em que Serra e Aécio disputam a eleição.

Serra lidera com 32%.

Dilma aparece em segundo com 16%, Ciro 14%, Heloisa Helena 12% e Aécio, 10%. Brancos e nulos são 9% e 6% não sabem em quem votariam.