segunda-feira, 23 de junho de 2014

Marco Civil da Internet entra em vigor hoje

Começam a valer hoje (23) as novas regras para o uso da internet no Brasil.

A Lei 12.965/14, conhecida como Marco Civil da Internet, é uma espécie de constituição do setor, que estabelece os direitos e deveres de usuários e de provedores de internet no país. Após aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado, a lei foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff e publicada no dia 24 de abril, com prazo de 60 dias para entrada em vigor.

Vários pontos da lei vão precisar de regulamentação. Em entrevista logo após a sanção da lei, a presidente disse que tudo será discutido com a sociedade.

Para os usuários, uma das principais novidades será a neutralidade de rede, ou seja, a garantia de que o tráfego terá a mesma qualidade e velocidade, independentemente do tipo de navegação. O usuário não poderá ter sua velocidade reduzida de acordo com o uso e as empresas não podem, por exemplo, diminuir a velocidade de conexão para dificultar o uso de produtos de empresas concorrentes.

Outro direito dos usuários é relacionado à privacidade. Segundo a nova lei, informações pessoais e registros de acesso só poderão ser vendidos se o usuário autorizar expressamente a operação comercial. Atualmente, os dados são coletados e vendidos pelas empresas, que têm acesso a detalhes sobres as preferências e opções dos internautas.

Outra mudança: atualmente, as redes sociais podem tirar do ar fotos ou vídeos que usem imagens de obras protegidas por direito autoral ou que contrariam regras das empresas. Com o marco civil, as empresas não podem retirar conteúdo sem determinação judicial, a não ser em casos de nudez ou de atos sexuais de caráter privado. O provedor não pode ser responsabilizado por conteúdo ofensivo postado em seu serviço pelos usuários. O objetivo é garantir a liberdade de expressão dos usuários e impedir a censura.

O Marco Civil também determina que os registros de conexão dos usuários sejam guardados pelos provedores durante um ano, sob total sigilo e em ambiente seguro. A lei também garante a não suspensão da conexão à internet, salvo por débito, e a manutenção da qualidade contratada da conexão à internet.

(Sabrina Craide e Karine Melo)

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Há 10 anos, morria Leonel Brizola





Em 21 de Junho de 2004, o Brasil perdia um dos seus maiores estadistas, Leonel de Moura Brizola.


Manchetes de hoje - 23/06/14




A Tarde:  É hora de desencantar

Correio da Bahia: Aparece, Fred!

Tribuna da Bahia: É botar fé e rezar

Folha de São Paulo: Dilma promete novo ciclo de progresso com reeleição

Estadão: Dilma diz que não faz política com ódio nem ficará de joelhos

O Globo: Aumentos até para preço superfaturado

Correio Braziliense: Jogai por nós, Brasil




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Pastor Everaldo (PSC) - Um candidato (ainda) desconhecido



O PSC já definiu a candidatura do Pastor Everaldo à Presidência da República.

Os evangélicos respondem por um quarto do eleitorado brasileiro.


Destes, metade costuma votar nas bandeiras do candidato associadas à crença. A outra metade não encara a religião como critério eliminatório de voto, mas talvez classificatório.

A perseguição que ele sofrerá após a Copa, que é quando começa de verdade a campanha, será algo nunca antes visto em uma campanha eleitoral, apenas por causa do epíteto "Pastor".

É um candidato com forte tendência a terminar o primeiro turno acima dos 2 dígitos.

Aguardemos.






Aliados se distanciam do PT nos Estados

Os principais partidos que prometem apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff estarão em palanques opostos aos do PT na maioria das disputas estaduais deste ano.

A Folha levantou as pré-candidaturas já anunciadas para governador, vice-governador e senador de PMDB, PSD, PP, PR, PDT e PTB, aliados do Palácio do Planalto com as maiores bancadas na Câmara dos Deputados.
 
Em todas essas legendas, a quantidade de candidatos que disputarão votos contra um petista supera a de nomes que deverão compor chapa com a sigla.

O PMDB lidera em número de candidaturas contrárias ao PT. No cenário atual, em 16 Estados há um peemedebista em uma chapa majoritária oposta à chapa petista.

É o que ocorre em Estados de peso eleitoral como São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Em oito Estados, além de disputar contra o PT local, o aliado apoiará um dos prováveis adversários de Dilma.

No Acre e na Bahia, peemedebistas estarão em coligação que dará palanque para Aécio Neves, que concorre à Presidência pelo PSDB.

Em Pernambuco, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, o partido dará palanque para Eduardo Campos, pré-candidato pelo PSB.

No Piauí e em Roraima, o PMDB integra alianças tanto com PSDB quanto com PSB.
Maior partido da base governista, o PMDB confirmou neste mês, com 59% dos votos na convenção, o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

O PDT já confirmou em convenção nacional o apoio a Dilma, mas terá candidatos disputando contra petistas em sete Estados e estará no mesmo palanque em três.

No Distrito Federal, o deputado Reguffe (PDT) será candidato a senador na chapa de Rodrigo Rollemberg (PSB), que dará palanque para Eduardo Campos.

Entre os dirigentes de partidos, a lógica do "cada um por si" nos Estados é justificada pelas especificidades locais. O apoio a outro presidenciável é visto como natural, sobretudo quando o aliado encabeça a chapa contra um petista.

É o caso do PMDB, de Nelsinho Trad (MS), e do PP, de Ana Amélia Lemos (RS).
"Respeitamos as alianças regionais, mesmo que elas sejam com partidos de oposição. Mas o partido está com Dilma", diz Mário Negromonte, vice-presidente do PP.

O PDT é a exceção, pois defende apoio a Dilma mesmo em casos de aliança com partidos de oposição.
O presidente do PDT, Carlos Lupi, critica a intenção de Reguffe de apoiar Campos. "Ele não vai fazer campanha para ninguém [para presidente]. No máximo, que faça a campanha dele. Nacionalmente, estamos com o PT."

O PSD, que tem lançado dúvidas sobre o apoio prometido a Dilma, disputará contra o PT em ao menos dez Estados e estará junto em dois.

O PP compõe duas chapas com o PT e está contra em 12. Deverá dar palanque para Aécio em cinco Estados. Em Pernambuco, a sigla está com Campos.

Já o PR estará com o PT em três Estados e será seu adversário em cinco.
Além disso, deve dar palanque para Aécio Neves no Acre e para Eduardo Campos no Rio Grande do Norte.

DESERÇÃO
O PTB, que havia prometido apoio a Dilma mas deve trocá-la por Aécio Neves, já dava sinais de fragilidade na aliança e deve compor palanques com os petistas somente em Pernambuco e no Piauí.
Os maiores problemas entre os dois partidos estão em Minas Gerais, Estado de Aécio, e no Pará, onde Duciomar Costa (PTB) caminha para fechar aliança com o PSB e pedirá votos a Campos.

Leia mais na Folha

sábado, 21 de junho de 2014

PTB rompe com Dilma e anuncia apoio a Aécio

O presidente nacional do PTB, deputado Benito Gama (BA), anunciou na manhã deste sábado que a legenda resolveu deixar a base de apoio da presidente Dilma Rousseff (PT) para apoiar a candidatura do tucano Aécio Neves à Presidência. “Resolvemos fazer esse anúncio oito dias antes da convenção, para ninguém dizer que foi surpreendido em cima da hora”, disse Gama. Segundo o deputado, um evento, na próxima quarta-feira, em Brasília, deve selar a união da legenda com Aécio.

Gama negou que a saída do PTB do bloco aliado à presidente tenha relação com a distribuição de cargos do governo. De acordo com ele, o apoio do partido a Dilma foi “contaminado” pelas coligações estaduais das quais o partido participa, na maioria dos casos contra o PT. “Respeitamos os diretórios estaduais, mas tivemos dificuldades nas articulações com o PT em muitos Estados e isso acabou contaminando o diretório nacional”, diz o parlamentar. “Tentamos manter o apoio à presidente, mas a situação chegou ao limite. A direção do partido não pode ficar contra a maioria de seus deputados e senadores.”

Segundo o parlamentar, o cargo que a legenda ocupa no governo, a vice-presidência Corporativa da Caixa Econômica Federal, com Luiz Rondon Teixeira de Magalhães Filho, será devolvido. Ele ocupa o posto desde o início de maio, no lugar do ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Geddel também deixou a base aliada do governo federal e é candidato ao Senado na chapa que vai dar palanque a Aécio na Bahia, que tem como candidato ao governo Paulo Souto (DEM). O próprio Gama ocupou a vice-presidência de Governo do Banco do Brasil, cargo que deixou em abril para se candidatar a um novo mandato na Câmara.

Na Bahia, porém, o PTB deve manter o apoio ao PT, segundo o presidente nacional do partido. A legenda integra a chapa que apoia o candidato lançado pelo governador Jaques Wagner (PT), o ex-secretário da Casa Civil, Rui Costa (PT). “Estamos conversando, mas não acho que a posição vá mudar na Bahia”, diz o parlamentar. “Mesmo com a nova posição do diretório nacional, os diretórios estaduais seguem sendo respeitados.”

(Agência Estado)

Dilma Rousseff deve participar de pelo menos quatro debates na TV

A coordenação da campanha a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) está fechando a lista de debates que a candidata deve participar no primeiro turno das eleições.

De acordo com a coluna Painel, da Folha de São Paulo, Dilma deve confirma a presença em quatro emissoras: Globo, Record, Band e SBT/Folha.

Os colunistas do impresso paulista apuraram que ainda há indefinição sobre outros dois convites feitos: o da TV Cultura e o da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A presidente não deve participar de outros debates. As chamadas para discussões em sites e portais provavelmente serão recusadas.

Embora reconheça que será “o alvo” de todos os adversários – que devem “atacar” a gestão em bloco –, Dilma Rousseff não vai adotar a postura do então candidato à reeleição Lula que faltou ao debate da Globo deixando uma cadeira vazia com seu nome.

Outra informação antecipada na coluna da Folha é que o time de Aécio Neves, candidato à presidência pelo PSDB, ainda não definiu a estratégia. Uma das correntes acredita que ele só deve participar dos debates que Dilma participar, mas o martelo não foi batido.

Aécio Neves apresenta parte da equipe responsável por propostas eleitorais



O candidato à presidência Aécio Neves (PSDB) anunciou, nesta sexta-feira (20), seis nomes que integram a equipe responsável por criar propostas eleitorais em diversas áreas no plano de governo. 

O comandante do grupo será o ex-governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia. O ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga, ficará com o setor econômico e, segundo o tucano, será o seu “copiloto” no programa de campanha. 

O coordenador do AfroReggae, José Junior, discutirá ações voltadas à juventude. 

As áreas de segurança pública e educação estarão nas mãos dos sociólogos Cláudio Beato e Maria Helena Guimarães de Castro, respectivamente. 

Caminha Brant ficará a frente do grupo de trabalho dedicado a políticas sociais, enquanto Affonso Romano de Sant-Anna coordenará o setor de cultura. 

O ex-deputado federal Fábio Feldmann também está na equipe. Ele foi anunciado, em maio, para a coordenação da área de meio ambiente e sustentabilidade.

Zé Maria pede registro ao TSE para concorrer à Presidência



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu ontem (20/06) o primeiro pedido de registro de candidatura à Presidência da República nas eleições de outubro deste ano.

Após ter o nome aprovado na convenção do PSTU, no sábado (14), José Maria de Almeida, conhecido como Zé Maria, pediu ao tribunal o deferimento do registro de sua candidatura, que terá como vice a assistente social Cláudia Durans. 

O número do partido na urna será 16. Zé Maria tem sua história ligada à consolidação do sindicalismo no setor metalúrgico. Em 1982, concorreu a deputado estadual por São Paulo; em 1994 tentou cadeira na Câmara dos Deputados por Minas Gerais; e nas eleições de 1998, 2002 e 2010 candidatou-se à Presidência da República. 

Ao ser lançado pelo PSTU, Zé Maria afirmou que defende mudanças no país. “É preciso que o Brasil tenha um governo que tenha coragem de romper com banqueiros e as grandes empresas. Para fazer com que a riqueza e os recursos que o nosso país tem possam garantir saúde, educação, moradia, transporte coletivo, reforma agrária e aposentadoria. Ou seja: vida digna para o povo brasileiro”, disse. 

O prazo para todos os partidos fazerem convenções para aprovar, internamente, os candidatos que vão disputar as eleições termina no dia 30 de junho. Após a definição dos nomes que vão concorrer aos cargos de deputado estadual e federal, senador, governador e à Presidência da República, o partidos têm até 5 de julho para pedir o registro na Justiça Eleitoral. 

Caberá aos tribunais regionais eleitorais e ao TSE, no caso de candidatos à Presidência, verificar se os candidatos estão aptos a concorrer. Os políticos podem ser impedidos de concorrer se estiverem inelegíveis pela Lei da Ficha Limpa, por exemplo. O primeiro turno será no dia 5 de outubro.

Agência Brasil

PT oficializa candidatura à reeleição de Dilma

O PT realiza neste sábado a convenção nacional para lançar oficialmente a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, dando a largada para uma campanha que deve apostar mais uma vez nas comparações entre os governos petistas e tucanos e recheada de um discurso de maior participação dos aliados. 

A candidatura de Dilma, que deve ser formalizada por aclamação, não enfrenta o melhor dos mundos. A popularidade da presidente e de seu governo mantinha-se em altos patamares até sofrer forte queda na época dos protestos que tomaram as ruas do país em junho do ano passado. 

A presidente chegou a recuperar parte do terreno perdido, mas muito longe do nível pré-manifestações. Pesa ainda o baixo desempenho econômico. A inflação tem se mantido em níveis elevados enquanto a economia brasileira não tem demonstrado reação para crescer. 

(Maria Carolina Marcello, Reuters)

PSB estuda retirar a legenda dos prefeitos que aderirem a Rui Costa

O PSB tomará medidas duras contra os prefeitos que não aderirem os seus palanques estaduais e nacionais na eleição deste ano. Após deixar a base do governo, alguns alcaides da agremiação chegaram, nos últimos dias, anunciar apoiar ao pré-candidato Rui Costa (PT), o que contraria a linha partidária, cujo apoio, em tese, deveria pertencer à senadora Lídice da Mata (PSB) ao governo e o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para presidente.

Domingos Leonelli, pré-candidato a deputado federal e um dos coordenadores do programa de pré-campanha da senadora Lídice anunciou que os chefes dos Executivos que contrariam a cartilha do PSB poderão perder a legenda para próxima eleição, em 2016.
Segundo membros da diretoria pessebista, há no estatuto da agremiação, trechos que punem com advertência ou até mesmo expulsão.

Leonelli, inclusive, criticou as atitudes de Rui de puxar prefeito de outras agremiações e chegou a rechaçar, no início deste mês, em conversa com a Tribuna, o número de prefeitos que os petistas constantemente enaltecem em seus discursos. Estão contabilizados cerca de 300 alcaídes, um contraposição a debandada de partidos ocorrida nos últimos dias que saíram da base do governo e agora apoiam a candidatura de Paulo Souto (DEM).

“A tendência dos prefeitos é acompanhar quem está no poder. Isso é uma lógica antiga. Souto estava com o mesmo terreno em 2006 e mesmo assim Wagner ganhou a eleição”, alegou Leonelli.

No entanto, o deputado Rosemberg Pinto (PT) defendeu os prefeitos do PSB e minimizou as críticas a Rui Costa (PT).
“Não existe pressão nenhuma para que prefeitos do PSB ou de nenhum outro partido marchem com a candidatura de Rui para o governo do Estado. 

Via: Tribuna da Bahia -  Victor Pinto

Manchetes do dia - 21/06/2014









A Tarde: Fonte de goleadas

Correio da Bahia: Fonte de gols

Tribuna da Bahia: A fonte dos gols

Folha de São Paulo: PM foi ingênua e vai conter vandalismo,  diz secretário de SP

Estadão: Secretário diz que a PM errou ao ficar a distância de protestos

O Globo: Argentina recua e negocia para evitar nova moratória

Correio Braziliense: Fifa teme fraude em jogo da seleção




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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Lula tem vidão de rico, e continua denunciando “as elites”, às quais hoje ele gostosamente pertence

A elite brasileira é acusada todo santo dia pelo ex-presidente Lula de ser a inimiga número 1 do Brasil – uma espécie de mistura da saúva com as dez pragas do Egito, e culpada direta por tudo o que já aconteceu, acontece e vai acontecer de ruim neste país. É possível até que tenha razão, pois se há alguma coisa acima de qualquer discussão é a inépcia, a ignorância e a devastadora compulsão por ganhar dinheiro do Erário que inspiram há 500 anos, inclusive os últimos dez e meio, a conduta de quem manda no país, dentro e fora do governo.

O diabo do problema é que jamais se soube exatamente quem é a elite que faz a desgraça do Brasil. Seria indispensável saber: sabendo-se quem é a elite, ela poderia ser eliminada, como a febre amarela, e tudo estaria resolvido. Mas continuamos não sabendo, porque Lula e o PT não contam. Falam do pecado, mas não falam dos pecadores; até hoje o ex-presidente conseguiu a mágica de fazer discursos cada vez mais enfurecidos contra a elite, sem jamais citar, uma vez que fosse, o nome, sobrenome, endereço e CPF de um único de seus integrantes em carne e osso. Aí fica difícil.

Mas a vida é assim mesmo, rica em perguntas e pobre em respostas; a única saída é partir atrás delas. Na tarefa de descobrir quem é a elite brasileira, seria razoável começar por uma indagação que permite a utilização de números: as elites seriam, como Lula e o PT frequentemente dão a entender, os que votam contra eles nas eleições?

Não pode ser. Na última vez em que foi possível medir isso com precisão, no segundo turno das eleições presidenciais de 2010, cerca de 80 milhões de brasileiros não quiseram votar na candidata de Lula, Dilma Rousseff: num eleitorado total pouco abaixo dos 136 milhões de pessoas, menos de 56 milhões votaram nela. É gente que não acaba mais. Nenhum país do mundo, por mais poderoso que seja, tem uma elite com 80 milhões de indivíduos. Fica então eliminada, logo de cara, a hipótese de os inimigos da pátria serem os brasileiros que não votam no PT.

As elites seriam os ricos, talvez? De novo, não faz sentido: os ricos do Brasil não têm o menor motivo para se queixar de Lula, dos seus oito anos de governo ou da atuação de sua sucessora. Ao contrário, nunca ganharam tanto dinheiro como nos últimos dez anos, segundo diz o próprio Lula. Ninguém foi expropriado sequer em 1 centavo, ou perdeu patrimônio, ou ficou mais pobre em consequência de qualquer ato direto do governo.

Os empresários vivem encantados, na vida real, com o petismo; um dos seus maiores orgulhos é serem “chamados a Brasília” ou alcançarem a graça máxima de uma convocação da presidente em pessoa. No puro campo dos números, também aqui, não dá para entender como os ricos possam ser a elite tão amaldiçoada por Lula e seus devotos.

De 2003 para cá, o número de milionários brasileiros (gente que tem pelo menos 2 milhões de reais, além do valor de sua residência) só aumentou. Na verdade, segundo estimativas do consórcio Merrill Lynch Capgemini, apoiado pelo Royal Bank of Canada e tido como o grande perito mundial na área, essa gente vem crescendo cada vez mais rápido. Pelos seus cálculos, surgem dezenove novos milionários por dia no Brasil, o que dá quase um por hora, ou cerca de 7 000 por ano; em 2011, o último período medido, o Brasil foi o país que teve o maior crescimento de HNWIs – no dialeto dos pesquisadores, “High Net Worth Individuais”, ou “milionários”.

O resultado é que há hoje no Brasil 170 000 HNWIs – os 156 000 que havia no levantamento de 2011 mais os 14 000 que vieram se somar a eles, dentro da tal conta dos dezenove milionários a mais por dia.
Não dá para entender bem essa história. O número de milionários brasileiros, após dez anos de governo popular, não deveria estar diminuindo, em vez de aumentar? Deveria, mas não foi o que aconteceu. A sempre citada frota de helicópteros de São Paulo, com 420 aparelhos, é a segunda maior do mundo; no Brasil já são quase 2000, alugados por até 3 000 reais a hora.

Os 800 000 brasileiros, ou pouco mais, que estiveram em Nova York no ano passado foram os turistas estrangeiros que mais gastaram ali: quase 2 bilhões de dólares. Na soma total de visitantes, só ficaram abaixo de canadenses e ingleses – e seu número, hoje, é dez vezes maior do que era dez anos atrás, início da era Lula.

O eixo formado pela Avenida Europa, em São Paulo, é um feirão de carros Maserati, Lamborghini, Ferrari, Aston Martin, Rolls-Royce, Bentley, e por aí afora. Então não podem ser os ricos os cidadãos que formam a elite brasileira – se fossem, estariam sendo combatidos dia e noite, em vez de viverem nesse clima de refrigério, luz e paz.

Um outro complicador são as ligações de Lula com a nossa vasta armada de HNWIs, como diriam os rapazes da Merrill Lynch. É um mistério. Como ele consegue, ao mesmo tempo, ser o generalíssimo da guerra contra as elites e ter tantos amigos do peito entre os mais óbvios arquiduques dessa mesmíssima elite? Ou será que bilionários e outros potentados deixam de ser da elite e recebem automaticamente uma carteirinha de “homem do povo” quando viram amigos do ex-presidente?

Para ficar num exemplo bem fácil de entender, veja-se o caso do ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi, uma das estrelas do círculo de amizades políticas de Lula. O homem é o maior produtor individual de soja do mundo, e a extensão das suas terras o qualifica como o suprassumo do “latifundiário” brasileiro. É detentor, também, do título de “Motosserra de Ouro”, dado anos atrás pelo Greenpeace – grupo extremista e frequentemente estúpido, mas que ainda faz a cabeça de muita gente boa pelo mundo afora.
É claro que não há nada de errado com Blairo: junto com seu pai, André, fundador da empresa hoje chamada Amaggi, é um dos heróis do progresso do Brasil Central e da transformação do país em potência agrícola mundial. Mas, se Blairo Maggi não é elite em estado puro, o que seria? Um pilar das massas trabalhadoras do Brasil? Lula anda de mãos dadas com Marcelo Odebrecht, presidente de uma das maiores empreiteiras de obras do Brasil e do vasto complexo industrial que crescerem torno dela.

Ainda há pouco foi fotografado em companhia do inevitável Eike Batista, cuja fortuna acaba de desabar para meros 10 bilhões de dólares, numa visita a um desses seus empreendimentos que nunca decolam; foi seu advogado, logo em seguida, para conseguir-lhe um ajutório do governo. É um fato inseparável de sua biografia, desde o ano passado, o beija-mão que fez a Paulo Maluf, hoje um aliado político com direito a pedir cargos no governo – assim como Maggi, que ainda recentemente foi cotado para ser nada menos, que o ministro da Agricultura de Dilma.

Dize-me com quem andas e eu te direi quem andas e te direi quem és, ensina o provérbio. Talvez não dê, só por aí, para saber quem é realmente Lula. Mas, com certeza, está bem claro com quem ele anda.
As classes que Lula e o PT descrevem a “elite brasileira” não são suas amigas só de conversa – estão sempre prontas para abrir o bolso e encher de dinheiro a companheirada. Nas últimas eleições presidenciais, presentearam a candidata oficial Dilma Rousseff quase 160 milhões de reais – mais do que deram a todos os outros candidatos somados. Há de tudo nesses amigos dos amigos: empreiteiros de obras, é claro, banqueiros de primeira, frigoríficos empenhados até a alma no BNDES, siderúrgicas, fábricas de tecidos, indústrias metalúrgicas, mineradoras. É o que a imprensa gosta de chamar de “pesos-pesados do PIB”.
Ninguém, nessa turma, faz mais bonito que as empreiteiras, que dependem do Tesouro Nacional como nós dependemos do ar. Foram as maiores doadoras privadas às eleições municipais do ano passado: torraram ali quase 200 milhões de reais, e o PT foi o partido que mais recebeu. Ficou com cerca de 30% da bolada distribuída pelas quatro maiores empreiteiras do país, e junto com seu grande sócio da “base aliada”, o PMDB, raspou metade do dinheiro colocado nesse tacho.

Todo mundo sabe quem são: Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, OAS e Camargo Corrêa. Mas esses nomes não resolvem o enigma que continua a ocultar a identidade dos membros da elite. Com certeza, nenhum dos quatro citados acima pertence a ela, já que dão tanto dinheiro assim ao ex-presidente, seu partido e seus candidatos. Devem ser, ao contrário, a vanguarda classes populares.
Restariam como membros da elite, enfim “inconformados” com o fato de que “um operário chegou à Presidência” ou que a “classe melhorou de vida. Mais uma vez, não dá para levar a sério. Por que raios essa gente toda está inconformada, se não perdeu nada com isso? Qual diferença prática lhes fez a eleição de presidente de origem operária, ou por que sofreriam vendo um trabalhador viajar de avião?
Num país com 190 milhões de habitantes, é óbvio há muita gente que detesta o ex-presidente, ou simplesmente não gosta dele. E daí? Que lei os obriga a gostar? Acontece com qualquer grande nome da política, em qualquer lugar do mundo. Ainda outro dia, milhares de pessoas foram às ruas de de Londres para festejar alegremente a morte da ex-líder britânica Margaret Thatcher – que já não estava mais no governo havia 23 anos. É a vida.

Por que Lula e seus crentes não se conformam com isso e param de encher a paciência dos de outros com sua choradeira sem fim? O resumo dessa ópera é uma palavra só: hipocrisia. Lula bate tanto assim na “elite” para esconder o fato de que ele é hoje, na vida real, o rei da elite brasileira. O ex-presidente diz o tempo todo que saiu do povo. De fato, saiu – mas depois que saiu não voltou nunca mais. Falemos sério: ninguém consegue viver todos os dias como rico, viajar como rico, tratar-se em hospital de rico, ganhar como rico (200 000 reais por palestra, e já houve pagamentos maiores), comer e beber como rico, hospedar-se em hotel de rico e, com tudo isso, querer que os outros acreditem que não é rico.


Onde está o operário nisso tudo? (Foto: Valter Campanato / ABr)
Onde está o operário nisso tudo? (Foto: Valter Campanato / ABr)

Lula exige jato particular para ir às suas conferências e Johnnie Walker Rótulo Azul no cardápio de bordo. Quando tem problemas de saúde, interna-se no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, um dos mais caros do mundo. Sempre chega ali de helicóptero. Vive cercado por um regimento de seguranças que só o típico magnata brasileiro costuma ter.
O ex-presidente sempre comenta que só falam dessas coisas porque “não admitem” que um “operário” possa desfrutar delas. Mas onde está o operário nisso tudo? É como se o banqueiro Amador Aguiar, que foi operário numa gráfica do interior de São Paulo e ali perdeu, exatamente como Lula, um dos dedos num acidente com a máquina que operava, continuasse dizendo, sentado na cadeira de presidente do Bradesco, que era um trabalhador manual.
Lula não trabalha, não no sentido que a palavra “trabalho” tem para o brasileiro comum, desde os 29 anos de idade, quando virou dirigente sindical e ganhou o direito legal de não comparecer mais ao serviço. Está a caminho de completar iria 68 e, depois que passou a fazer política em tempo integral, nunca mais tomou um ônibus, fez uma fila ou ficou sem dinheiro no fim do mês. Melhor para ele, é claro. Mas a vida que leva é um igualzinha à de qualquer cidadão da elite. O centro da questão está aí, e só aí. Todo o resto é puro conto do vigário.

(J.R. Guzzo)

Pesquisa IBOPE confirma que Dilma continua a cair



A pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira, 19, mostra que a tendência de queda da presidente Dilma continua.

Em comparação com os números da pesquisa anterior do mesmo instituto, de maio último, Dilma oscilou para 39% (tinha 40%), Aécio Neves (PSDB) subiu 1 ponto e atingiu 21%; Eduardo Campos (PSB) caiu 1 ponto de 11 para 10%. O pastor Everaldo (PSC) manteve os mesmos 3% de maio.

 A alta taxa de rejeição (43%), a avaliação do ótimo/bom do seu governo que caiu de 36% para 31%, e o ruim/péssimo saltou de 27% para 33%, além de 52% (era 47%) que disseram não confiar no governo são as piores notícias que a presidente Dilma poderia receber.






Com o uso da máquina estadual, Rui Costa continua a cooptação de apoio pelo interior da Bahia


A chave do cofre estadual na mão do PT produz efeitos miraculosos em prefeitos e vereadores Bahia afora.

Vários deles apesar de seus partidos terem anunciado apoio a outros candidatos, estão sendo seduzidos pela campanha petista, que não mede esforço$ nessa campanha.

De norte a sul da Bahia, o tilintar das moedas nos cofres (não necessariamente dos municípios) tem garantido apoio ao desconhecido e mal afamado Rui Costa.

Acordo dúbio com o PT, leva o PSC para o palanque de Paulo Souto


O PSC, do suplente do senador João Durval (PDT), Eliel Santana (PSC), bateu o martelo e saiu da base do governador Jaques Wagner (PT). O socialista cristão, com a escolha, poderá assumir a vaga de suplente do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), postulante a uma vaga no Congresso.

Em conversa com a Tribuna, Santana confirmou as informações. “Nós sentamos com todos os candidatos e houve uma ampla negociação. Em 10 anos de partido, nunca vi uma decisão ser discutida tanto como essa. Levamos em conta diversas aspectos, como a eleição proporcional, os nosso projetos partidários. Sobre a suplência, houve o convite de Geddel para que eu continuasse no posto. Contudo, só confirmaremos no próximo dia 26 quando realizaremos nossa convenção”, disse.

O palanque estadual ao candidato a presidente, Pastor Everaldo (PSC), foi outro ponto de peso rememorado pelo suplente de senador. De acordo com o político, a questão junto ao PT não ficou entendida, diferente das negociações feitas com o DEM.

A decisão do apoio, em que o governador viu escoar mais uma legenda que poderia participar da majoritária encabeçada por Rui Costa (PT), não foi unânime. Segundo Santana, um dos maiores resistentes foi o deputado estadual Pastor Sargento Isidório (PSC). “O único que contestou foi ele, pois sabemos da proximidade que existe com o governo, mas ele tem que entender que foi uma decisão debatida e prevaleceu a maioria”, explicou. Isidório havia declarado que, caso a decisão da agremiação fosse Souto, ele continuaria ao lado de Costa. Questionado da posição do deputado, Santana pediu cautela do correligionário. “A legislação eleitoral é bem clara nesta questão. Ele pode votar, mas deve prestar atenção na manifestação. Toda ação tem um reação. O partido, a depender da movimentação, pode tomar uma postura”, esclareceu.

(Victor Pinto, Tribuna da Bahia)

Manchetes de hoje - 20/06/2014





A Tarde:  Preço de produtos juninos varia até 85% em Salvador

Correio da Bahia: Sangue latino

Tribuna da Bahia: Felipão ajusta a seleção

Folha de São Paulo: Ameaça de calote afeta mercados argentinos

Estadão: Após falhas de segurança no Maracanã, Fifa recorre á PM

O Globo: Jovens renunciam ao direito de votar

Correio Braziliense: Colômbia antecipa a maratona de festas em Brasília


 
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