O PSB tomará medidas duras contra os prefeitos que não aderirem os
seus palanques estaduais e nacionais na eleição deste ano. Após deixar a
base do governo, alguns alcaides da agremiação chegaram, nos últimos
dias, anunciar apoiar ao pré-candidato Rui Costa (PT), o que contraria a
linha partidária, cujo apoio, em tese, deveria pertencer à senadora
Lídice da Mata (PSB) ao governo e o ex-governador de Pernambuco, Eduardo
Campos (PSB), para presidente.
Domingos Leonelli, pré-candidato a deputado federal e um dos
coordenadores do programa de pré-campanha da senadora Lídice anunciou
que os chefes dos Executivos que contrariam a cartilha do PSB poderão
perder a legenda para próxima eleição, em 2016.
Segundo membros da diretoria pessebista, há no estatuto da agremiação, trechos que punem com advertência ou até mesmo expulsão.
Leonelli, inclusive, criticou as atitudes de Rui de puxar prefeito de
outras agremiações e chegou a rechaçar, no início deste mês, em
conversa com a Tribuna, o número de prefeitos que os petistas
constantemente enaltecem em seus discursos. Estão contabilizados cerca
de 300 alcaídes, um contraposição a debandada de partidos ocorrida nos
últimos dias que saíram da base do governo e agora apoiam a candidatura
de Paulo Souto (DEM).
“A tendência dos prefeitos é acompanhar quem está no poder. Isso é
uma lógica antiga. Souto estava com o mesmo terreno em 2006 e mesmo
assim Wagner ganhou a eleição”, alegou Leonelli.
No entanto, o deputado Rosemberg Pinto (PT) defendeu os prefeitos do PSB e minimizou as críticas a Rui Costa (PT).
“Não existe pressão nenhuma para que prefeitos do PSB ou de nenhum
outro partido marchem com a candidatura de Rui para o governo do Estado.
Via: Tribuna da Bahia - Victor Pinto
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