sexta-feira, 20 de junho de 2014
Acordo dúbio com o PT, leva o PSC para o palanque de Paulo Souto
O PSC, do suplente do senador João Durval (PDT), Eliel Santana (PSC), bateu o martelo e saiu da base do governador Jaques Wagner (PT). O socialista cristão, com a escolha, poderá assumir a vaga de suplente do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), postulante a uma vaga no Congresso.
Em conversa com a Tribuna, Santana confirmou as informações. “Nós sentamos com todos os candidatos e houve uma ampla negociação. Em 10 anos de partido, nunca vi uma decisão ser discutida tanto como essa. Levamos em conta diversas aspectos, como a eleição proporcional, os nosso projetos partidários. Sobre a suplência, houve o convite de Geddel para que eu continuasse no posto. Contudo, só confirmaremos no próximo dia 26 quando realizaremos nossa convenção”, disse.
O palanque estadual ao candidato a presidente, Pastor Everaldo (PSC), foi outro ponto de peso rememorado pelo suplente de senador. De acordo com o político, a questão junto ao PT não ficou entendida, diferente das negociações feitas com o DEM.
A decisão do apoio, em que o governador viu escoar mais uma legenda que poderia participar da majoritária encabeçada por Rui Costa (PT), não foi unânime. Segundo Santana, um dos maiores resistentes foi o deputado estadual Pastor Sargento Isidório (PSC). “O único que contestou foi ele, pois sabemos da proximidade que existe com o governo, mas ele tem que entender que foi uma decisão debatida e prevaleceu a maioria”, explicou. Isidório havia declarado que, caso a decisão da agremiação fosse Souto, ele continuaria ao lado de Costa. Questionado da posição do deputado, Santana pediu cautela do correligionário. “A legislação eleitoral é bem clara nesta questão. Ele pode votar, mas deve prestar atenção na manifestação. Toda ação tem um reação. O partido, a depender da movimentação, pode tomar uma postura”, esclareceu.
(Victor Pinto, Tribuna da Bahia)
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