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sábado, 21 de junho de 2014

PTB rompe com Dilma e anuncia apoio a Aécio

O presidente nacional do PTB, deputado Benito Gama (BA), anunciou na manhã deste sábado que a legenda resolveu deixar a base de apoio da presidente Dilma Rousseff (PT) para apoiar a candidatura do tucano Aécio Neves à Presidência. “Resolvemos fazer esse anúncio oito dias antes da convenção, para ninguém dizer que foi surpreendido em cima da hora”, disse Gama. Segundo o deputado, um evento, na próxima quarta-feira, em Brasília, deve selar a união da legenda com Aécio.

Gama negou que a saída do PTB do bloco aliado à presidente tenha relação com a distribuição de cargos do governo. De acordo com ele, o apoio do partido a Dilma foi “contaminado” pelas coligações estaduais das quais o partido participa, na maioria dos casos contra o PT. “Respeitamos os diretórios estaduais, mas tivemos dificuldades nas articulações com o PT em muitos Estados e isso acabou contaminando o diretório nacional”, diz o parlamentar. “Tentamos manter o apoio à presidente, mas a situação chegou ao limite. A direção do partido não pode ficar contra a maioria de seus deputados e senadores.”

Segundo o parlamentar, o cargo que a legenda ocupa no governo, a vice-presidência Corporativa da Caixa Econômica Federal, com Luiz Rondon Teixeira de Magalhães Filho, será devolvido. Ele ocupa o posto desde o início de maio, no lugar do ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Geddel também deixou a base aliada do governo federal e é candidato ao Senado na chapa que vai dar palanque a Aécio na Bahia, que tem como candidato ao governo Paulo Souto (DEM). O próprio Gama ocupou a vice-presidência de Governo do Banco do Brasil, cargo que deixou em abril para se candidatar a um novo mandato na Câmara.

Na Bahia, porém, o PTB deve manter o apoio ao PT, segundo o presidente nacional do partido. A legenda integra a chapa que apoia o candidato lançado pelo governador Jaques Wagner (PT), o ex-secretário da Casa Civil, Rui Costa (PT). “Estamos conversando, mas não acho que a posição vá mudar na Bahia”, diz o parlamentar. “Mesmo com a nova posição do diretório nacional, os diretórios estaduais seguem sendo respeitados.”

(Agência Estado)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Denúncia de venda de licenças abala frente anti-PT em Santo André

Denúncias de cobrança de propina para a emissão de licenças ambientais em Santo André, município da Grande São Paulo circundado por administrações petistas e hoje nas mãos de um aliado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), jogaram água na formação de uma frente anti-PT para as eleições municipais deste ano.

O prefeito Aidan Ravin (PTB) é suspeito de armar um suposto esquema no Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa) para extorquir construtoras interessadas na obtenção de licenças ambientais, documento necessário para iniciar obras na cidade.

A denúncia é investigada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal e o relatório final será apresentado em 4 de junho, às vésperas das convenções partidárias que definem os candidatos à sucessão municipal. Ravin, que pretende disputar a reeleição, contava com o apoio do PSDB, DEM, PSD e PV já no primeiro turno, mas tem visto seu arco de alianças minguar à medida que a CPI e um inquérito aberto pela Polícia Civil avançam.

O caso veio à tona em março, com a denúncia do ex-diretor de gestão ambiental da Semasa, Roberto Tokuzumi, então um funcionário de confiança da prefeitura de Santo André. Responsável por assinar as licenças ambientais expedidas pelo órgão, Tokuzumi disse à CPI que estava sendo perseguido por não concordar com a venda de licenças e apontou o advogado Calixto Antônio Jr como operador do esquema.

Em depoimento à CPI, Calixto, que não é servidor da Semasa, admitiu que dava expediente diariamente na autarquia a pedido do próprio prefeito e confirmou o esquema de extorsão de empresas, mediante propinas de até R$ 300 mil por licença ambiental. Mas negou ter recebido recursos provenientes da fraude.

Por Bruno Lupion, OESP

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Delúbio e Jefferson são supeitos de envolvimento em esquema no ES

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) são apontados como padrinhos de negócios do esquema que levou 28 pessoas à prisão durante a operação Lee Oswald, deflagrada nesta semana no Espírito Santo pela Polícia Federal, Controladoria Geral da União, Tribunal de Justiça e Ministério Público.

A organização criminosa da cidade de Presidente Kennedy (ES) é responsável por supostas fraudes em licitações, superfaturamentos, desvio de verbas, além de pagamentos indevidos em contratos de serviços e compra de materiais no Espírito Santo.

Saiba Mais

Operação prende prefeito no ES suspeito por desvio de R$ 50 milhões
 
Ao todo, estima-se que tenham sido desviados pelo menos R$ 50 milhões do município, que é líder em recebimento de royalties de petróleo no Estado, mas tem um dos piores índices de desenvolvimento humano entre as cidades capixabas (é a 74ª de 78). O prefeito Reginaldo Quinta (PTB) está entre os presos.
De acordo com a sentença do TJ-ES (Tribunal de Justiça do Espírito Santo), datada de terça-feira (17), membros do grupo tinham contato com políticos do cenário nacional. "Há a descrição, na representação ofertada pelo Departamento de Polícia Federal, de diversas viagens feitas por alguns de seus membros a municípios de outros Estados e encontros em lugares públicos, como aeroportos, com personalidades públicas do mundo político nacional. Surgiram, neste sentido, notícias de contato com o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, e do PT Delúbio Soares", diz o documento.
Segundo a denúncia do Ministério Público do ES, Jefferson, do mesmo partido de Quinta, é padrinho de negócios do esquema e ajudou a levá-lo para outros Estados brasileiros. Já a participação de Delúbio Soares teria começado após intermédio do deputado estadual de Goiás, Mizael Oliveira (PDT).

Ainda de acordo com a denúncia, Delúbio ajudou uma das empresas envolvidas no esquema, a Matrix Sistemas e Tecnologia, de Jurandy Nogueira Junior (preso na operação), a se instalar em Goiás. Como a Folha antecipou na coluna Painel deste sábado, o dono da empresa e Soares se encontraram no início do ano, no Rio.

Segundo Jurandy, o petista prometeu ajudá-lo a negociar projetos de implantação da lousa digital (ramo de atuação da empresa) driblando licitações. "É muito difícil, mas vou mexer porque um pedido do meu deputado é praticamente uma ordem", teria respondido Delúbio Soares, segundo Jurandy, em referência ao deputado Mizael Oliveira.

Segundo a denúncia da Promotoria, a relação de Mizael com Jurandy começou com o relacionamento amoroso do filho de Jurandy com a filha do vice-prefeito da cidade de Minaçu (GO), Sivaldo Pereira Nunes. O sogro do filho do dono da Matrix teria o apresentado a Mizael --que fez a ponte com Delúbio.

Ainda de acordo com o Ministério Público, a Matrix, que começou em 1998 como varejista de calçados e roupas, desenvolve programas de computador e atua na área de tecnologia desde 2009, quando passou a ser de Jurandy e de seu filho Rômulo Pegoretti Nogueira. De acordo com as investigações, a sede da empresa, em Cachoeiro do Itapemirim, fica em um terreno baldio.
"Além da falsidade ideológica na montagem da empresa, há outro dado importante que envolve a contratação da empresa Matrix: a ausência de capacidade técnica para execução dos serviços contratados pela prefeitura de Presidente Kennedy", diz o relatório da Promotoria. Há ainda uma parceria com a Skill Blocks, do Rio de Janeiro, que além de participar de fraudes em licitações junto com a Matrix emitiu um documento falso de capacidade técnica para a empresa capixaba.
Enquanto isso, a cidade de Presidente Kennedy segue sem comando. Depois da prisão do prefeito e do afastamento de quatro vereadores envolvidos no esquema, todos da mesa diretora da Câmara Municipal, na quinta-feira, o vice-prefeito assumiu e teve de deixar o cargo na sexta após uma decisão da Justiça. Ele perdeu o mandato porque não mora na cidade.

Por Jacyara Pianes - FSP

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Propaganda de Benito Gama na TV deixa governo estadual irritado

Um importante político governista confidenciou hoje ao blog Política Livre ter visto o governador Jaques Wagner, numa audiência recente na Governadoria, revelar indignação com a propaganda do PTB em que o ex-deputado federal Benito Gama faz críticas à segurança pública e à política industrial do Estado.

“O Estado da Bahia precisa de duas ações urgentes: cuidar da segurança pública e levar a indústria para o interior da Bahia. Precisamos garantir que o chefe de família saia para trabalhar e volte. Isso é segurança”, diz Benito na peça publicitária do PTB, que começou a ser veiculada esta semana nas TVs baianas.

O ex-deputado, cuja gestão na secretaria estadual de Indústria e Comércio no governo César Borges é apontada como uma das responsáveis pela atração da Ford para a Bahia, também é acusado de estar por trás da saída do PTB da base aliada do prefeito petista Luiz Caetano, em Camaçari, em nítida tentativa de favorecer a oposição ao PT na campanha municipal na cidade. Apesar de ter assumido a secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Benito continua fazendo política na Bahia. O vídeo com a propaganda do PTB pode ser visto clicando aqui.

Por: Política Livre