Mostrando postagens com marcador PSDB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PSDB. Mostrar todas as postagens
sábado, 21 de junho de 2014
Aécio Neves apresenta parte da equipe responsável por propostas eleitorais
O candidato à presidência Aécio Neves (PSDB) anunciou, nesta sexta-feira (20), seis nomes que integram a equipe responsável por criar propostas eleitorais em diversas áreas no plano de governo.
O comandante do grupo será o ex-governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia. O ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga, ficará com o setor econômico e, segundo o tucano, será o seu “copiloto” no programa de campanha.
O coordenador do AfroReggae, José Junior, discutirá ações voltadas à juventude.
As áreas de segurança pública e educação estarão nas mãos dos sociólogos Cláudio Beato e Maria Helena Guimarães de Castro, respectivamente.
Caminha Brant ficará a frente do grupo de trabalho dedicado a políticas sociais, enquanto Affonso Romano de Sant-Anna coordenará o setor de cultura.
O ex-deputado federal Fábio Feldmann também está na equipe. Ele foi anunciado, em maio, para a coordenação da área de meio ambiente e sustentabilidade.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Marconi Perillo é citado 237 vezes em escutas da Operação Monte Carlo
O delegado Matheus Mella Rodrigues afirmou nesta quinta-feira, 10, na sessão reservada da CPI do Cachoeira, que durante as interceptações telefônicas feitas na Operação Monte Carlo o nome do governador de Goiás, Marconi Perillo, foi citado 237 por pessoas envolvidas no esquema comandado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira. A Monte Carlo levou à prisão Cachoeira e seu grupo no final de março.
"Fazendo uma figura de linguagem: o que dá para entender é que o governador de Goiás era o Cachoeira", afirmou o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), que defende a imediata convocação do governador tucano para explicar a ligação de Perillo com o contraventor.
"O fato de existirem essas ligações não querem dizer nada", afirmou o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). O peemedebista disse, que, embora acredite que tenha havido uma "promiscuidade" de integrantes do governo de Goiás com o grupo do contraventor, é necessário avaliar a conveniência de convocar autoridades para não se perder o foco das investigações.
Na sua exposição inicial, o delegado também disse, segundo integrantes da CPI, que foram interceptadas com autorização judicial 260 mil ligações, das quais 17 mil consideradas pela PF como importantes para a investigação. Houve ainda 4 mil ligações fortuitas, quando surgem pessoas que originalmente não tem vinculação direta com os fatos sob apuração.
O investigador afirmou que há 81 autoridades com foro especial citadas nas conversas. Entre elas, vereadores, deputados federais e estaduais, senadores, secretários de Estado, ministros do Supremo Tribunal Federal.
Por Ricardo Brito, OESP
domingo, 6 de maio de 2012
Só na amizade: favores e dinheiro alimentam relação entre Carlos Alberto Leréia e Carlinhos Cachoeira
O contraventor Carlinhos Cachoeira e o deputado federal Carlos Alberto Leréia: muy amigos
O deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) admite sem qualquer pudor sua amizade com o contraventor Carlinhos Cachoeira, pivô do escândalo do momento em Brasília.
Leréia fez questão de subir à tribuna da Câmara dos Deputados, na última quinta-feira, para parabenizar o bicheiro por seu aniversário de 49 anos.
Cachoeira foi preso em fevereiro durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF), que desmontou a rede de exploração de jogos ilegais comandada pelo contraventor. O envio de felicitações na fala de Leréia tem explicação: o deputado quer reforçar a tese de que ele e o bicheiro são nada mais do que bons “amigos pessoais”.
Para além do pleonasmo, o argumento não se sustenta. Será difícil Leréia manter esse discurso por muito tempo. Escutas da PF feitas com autorização judicial durante a Monte Carlo mostram que Leréia trabalhava norteado pelos interesses da quadrilha de Cachoeira e usava seu prestígio e seu cargo para prestar favores e serviços ao contraventor.
A PF flagrou 72 contatos telefônicos entre Cachoeira e Leréia, muitos feitos por meio de radiocomunicadores habilitados nos Estados Unidos e distribuídos a pessoas da estrita confiança do bicheiro.
O nome do deputado é citado em outras 26 ligações entre integrantes da quadrilha.
A conduta do deputado está sendo analisada pelo Conselho de Ética da Câmara e é alvo de um inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF).
A filiação de Leréia no PSDB também está a perigo. Caciques tucanos pressionam para que ele se licencie do partido até o fim das investigações, mas o deputado resiste. A direção do partido deve bater o martelo na próxima terça-feira.
As atitudes de Leréia se enquadram nos crimes de tráfico de influência e exploração de prestígio, apontados pela Polícia Federal na conclusão do relatório.
O comportamento contraria ainda dois requisitos do Código de Ética e Decoro da Câmara, o que pode implicar em perda de mandato. São eles: abusar das prerrogativas constitucionais asseguradas aos integrantes do Congresso – como fez quando usou sua influência para conseguir um visto de viagem para a sogra de Cachoeira – e receber vantagens indevidas em proveito próprio ou de outra pessoa.
As conversas interceptadas revelam que Cachoeira pagou pelo menos 65 000 reais a Leréia ao longo de seis meses no ano passado. Há menção ainda a um cheque de 206 000 reais e a um empréstimo de 400 000 reais para o deputado. Assim, a cifra repassada a Leréia pela quadrilha de Cachoeira ultrapassaria os 600 000 reais. Trata-se, sem dúvidas, de uma amizade valiosa.
Por Carolina Freitas e Cida Alves
PT reage à declaração de Serra e afirma que agenda religiosa deve ser evitada
No encontro de líderes da sigla com pré-candidatos a prefeito e vereadores em Embu das Artes, na Grande São Paulo, os caciques petistas rebateram a entrevista do tucano ao Programa Amaury Jr., da RedeTV!, em que Serra afirma ser legítimo que uma pessoa religiosa discuta seus princípios na campanha.
"Religião é de foro íntimo e pessoal. Trazer uma questão tão pessoal, tão subjetiva, eu penso que é um retrocesso democrático", avaliou Edinho.
O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, disse que a repetição do debate religioso preocupa porque o País avança na educação e "na politização da sociedade". "Não gostaria de ver repetida aquela campanha fundamentalista, reacionária, obscurantista que ele (Serra) promoveu na última disputa", comentou.
Assim como Falcão, o presidente do diretório municipal do PT e coordenador da campanha de Haddad, vereador Antonio Donato, disse que a campanha petista em São Paulo será propositiva. "A campanha do PT vai atingir a cidade, é isso que o cidadão quer discutir. Talvez o (ex)governador Serra queira fugir de um assunto que é difícil defender, que é a gestão Kassab, e busque outros temas", concluiu Donato.
Para Edinho Silva, o tucano põe em risco sua história política - ligada à redemocratização do País - ao incentivar o debate religioso na campanha eleitoral. "O Serra está colocando em risco sua biografia. O Brasil espera dele outra postura", afirmou. Na opinião do cacique petista, toda vez que a temática religiosa é colocada em discussão, abre-se um precedente para o embate religioso. "O PT, quando não alimentou esse debate, ajudou para o fortalecimento da democracia. Não temos de entrar nisso. O PT tem de fazer campanha defendendo propostas", acrescentou
.
Imagem. Durante o encontro para discutir estratégias eleitorais para a campanha de 2012, Edinho Silva disse que o PT vive "o melhor momento" de sua história com a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a aprovação popular da presidente Dilma Rousseff e a imagem que a sociedade tem atualmente do partido. "Melhor cenário que esse, impossível. Esse é o patrimônio do PT", disse.
Por Daiene Cardoso e Guilherme Waltenberg, da Agência Estado
AP Comenta
Lendo a frase do presidente do PT, Rui Falcão, vemos o quão preconceituoso ele é.
Na opinião dele, quem é religioso, é obscurantista, reacionário.
terça-feira, 1 de maio de 2012
A sucessão em Salvador
Sobre as eleições deste ano para a sucessão municipal em
Salvador, vale voltar ao assunto para assinalar, com alguns novos
matizes, certos aspectos:
1. O democrata ACM Neto lançou a candidatura e, apesar dos panos quentes subsequentes, o fez após uma avaliação de conjuntura que o levou a conclusão quase certamente definitiva. E deverá ter o apoio do PSDB, por causa de considerações de aliança de âmbito nacional entre os dois principais partidos de oposição.
E, mais especificamente, porque em São Paulo o candidato tucano José Serra precisa do tempo de TV e rádio que o DEM pode lhe dar e esta legenda quer uma contrapartida, o apoio tucano em Salvador, a disputa municipal prioritária para o DEM este ano em todo o país. Para fechar o ciclo: o PSDB tem um bom pré-candidato, o deputado, ex-governador e ex-prefeito Antonio Imbassahy. Mas quem tem o controle na seção estadual do partido é o deputado Jutahy Júnior, aliado inseparável de José Serra.
Em, síntese: o PSDB vai coligar com o Democratas, apoiando ACM Neto. A Imbassahy será dado o melhor tratamento possível dentro do cenário descrito. Possibilidade de mudança: a hoje impensável decisão de ACM Neto de não concorrer e apoiar Imbassahy ou Kertész.
2. O ponto seguinte é como fica o PMDB. Vai ficar complicado. Porque, sendo da base do governo federal, tendo o vice-presidente da República e estando com o seu principal líder na Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, participando daadministração federal, tem praticamente bloqueada a possibilidade de apoiar um candidato do Democratas ou do PSDB na maior capital do país.
Poderia lançar candidato próprio, sem problemas, mas para receber o apoio do DEM e, por gravidade talvez, do PSDB, teria de se comprometer desde já a apoiar ACM Neto para governador em 2014. Aí o PT pularia na garganta de Geddel e de Temer.
3. PMDB com candidato próprio sem apoio do DEM e do PSDB depende de uma solitária decisão de Mário Kertész. Ele seria entusiasmadamente candidato de uma coalizão das oposições ao governo estadual (PMDB, DEM, PSDB, talvez PR).
Mas sair sozinho é outro departamento, é bem possível que não se disponha. O PMDB teria Alan Sanches, bom desempenhocomo vereador, presidente da Câmara Municipal, hoje deputado estadual eleito com bela votação – teria, se ele não houvesse migrado para o PSD de Otto Alencar. Sem Kertész, sem ninguém, o PMDB teria somente um capital a oferecer: o tempo amplo na TV e rádio para a propaganda eleitoral. PMDB como apoiador, numa aliança envolvendo Alice Portugal (PC do B) e talvez puxando, com auxílio dos estímulos do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, a ex-prefeita Lídice da Mata.
4. O candidato petista, Nelson Pelegrino, disse ontem que “tá todo mundo atrás” da adesão do prefeito João Henrique. Certamente projetou nos outros aspirantes à prefeitura uma atitude sua e do PT. De ACM Neto, também, mas aí para o segundo turno. Não de Imbassahy, nem de Kertész, nem de Alice, nem de Lídice.
5. O prefeito João Henrique está na dele. Bom ter outro João, o Leão, candidato de seu atual partido, o PP. Isso garante ao prefeito tempo no rádio e TV para defender sua administração, mostrar suas obras. E quanto a João Leão, nada tem a perder, só a ganhar, mesmo perdendo.
Por Ivan de Carvalho, Tribuna da Bahia
1. O democrata ACM Neto lançou a candidatura e, apesar dos panos quentes subsequentes, o fez após uma avaliação de conjuntura que o levou a conclusão quase certamente definitiva. E deverá ter o apoio do PSDB, por causa de considerações de aliança de âmbito nacional entre os dois principais partidos de oposição.
E, mais especificamente, porque em São Paulo o candidato tucano José Serra precisa do tempo de TV e rádio que o DEM pode lhe dar e esta legenda quer uma contrapartida, o apoio tucano em Salvador, a disputa municipal prioritária para o DEM este ano em todo o país. Para fechar o ciclo: o PSDB tem um bom pré-candidato, o deputado, ex-governador e ex-prefeito Antonio Imbassahy. Mas quem tem o controle na seção estadual do partido é o deputado Jutahy Júnior, aliado inseparável de José Serra.
Em, síntese: o PSDB vai coligar com o Democratas, apoiando ACM Neto. A Imbassahy será dado o melhor tratamento possível dentro do cenário descrito. Possibilidade de mudança: a hoje impensável decisão de ACM Neto de não concorrer e apoiar Imbassahy ou Kertész.
2. O ponto seguinte é como fica o PMDB. Vai ficar complicado. Porque, sendo da base do governo federal, tendo o vice-presidente da República e estando com o seu principal líder na Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, participando daadministração federal, tem praticamente bloqueada a possibilidade de apoiar um candidato do Democratas ou do PSDB na maior capital do país.
Poderia lançar candidato próprio, sem problemas, mas para receber o apoio do DEM e, por gravidade talvez, do PSDB, teria de se comprometer desde já a apoiar ACM Neto para governador em 2014. Aí o PT pularia na garganta de Geddel e de Temer.
3. PMDB com candidato próprio sem apoio do DEM e do PSDB depende de uma solitária decisão de Mário Kertész. Ele seria entusiasmadamente candidato de uma coalizão das oposições ao governo estadual (PMDB, DEM, PSDB, talvez PR).
Mas sair sozinho é outro departamento, é bem possível que não se disponha. O PMDB teria Alan Sanches, bom desempenhocomo vereador, presidente da Câmara Municipal, hoje deputado estadual eleito com bela votação – teria, se ele não houvesse migrado para o PSD de Otto Alencar. Sem Kertész, sem ninguém, o PMDB teria somente um capital a oferecer: o tempo amplo na TV e rádio para a propaganda eleitoral. PMDB como apoiador, numa aliança envolvendo Alice Portugal (PC do B) e talvez puxando, com auxílio dos estímulos do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, a ex-prefeita Lídice da Mata.
4. O candidato petista, Nelson Pelegrino, disse ontem que “tá todo mundo atrás” da adesão do prefeito João Henrique. Certamente projetou nos outros aspirantes à prefeitura uma atitude sua e do PT. De ACM Neto, também, mas aí para o segundo turno. Não de Imbassahy, nem de Kertész, nem de Alice, nem de Lídice.
5. O prefeito João Henrique está na dele. Bom ter outro João, o Leão, candidato de seu atual partido, o PP. Isso garante ao prefeito tempo no rádio e TV para defender sua administração, mostrar suas obras. E quanto a João Leão, nada tem a perder, só a ganhar, mesmo perdendo.
Por Ivan de Carvalho, Tribuna da Bahia
Alckmin não descarta revisão dos contratos da Delta em São Paulo
"[Os contratos] sempre são analisados. É sempre bom rever, analisar. Isso é sempre positivo", afirmou em Ribeirão Preto (313 km da capital).
O governo disse ter hoje três contatos com a Delta, no valor de R$ 75,9 milhões. De 2003 a abril deste ano, já repassou R$ 281 milhões à empreiteira.
O maior contrato foi assinado em 2009, na gestão de José Serra (PSDB), para a ampliação da marginal Tietê, licitação de R$ 287 milhões.
O contrato foi aditado para R$ 358 milhões, 24,9% acima do valor inicial. A Folha mostrou escutas que indicam contato direto entre Cachoeira e o diretor responsável pelos negócios da Delta no Estado, Heraldo Puccini Neto. Deputados do PT pediram ao Ministério Público Estadual a abertura de investigação.
No Rio, a Odebrecht assumirá os 30% da participação da Delta no consórcio que reforma o Maracanã para a Copa. A decisão, antecipada ontem pelo jornal "O Globo", encerra a negociação para a saída da Delta da obra do governo do Rio, orçada em R$ 860 milhões. A empresa diz que a saída "é decisão estratégica" e "não tem relação com as recentes denúncias".
Por FSP
Deputado usou cargo para agilizar vistos do grupo de Cachoeira
Gravações feitas pela Polícia Federal apontam que o deputado Carlos
Alberto Leréia (PSDB-GO) usou o prestígio do cargo de presidente da
Comissão de Relações Exteriores da Câmara para agilizar a emissão de
vistos internacionais a pedido do grupo do empresário Carlos Augusto
Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo sob a acusação de comandar um esquema de jogo ilegal, acionou Leréia para conseguir um visto para sua sogra Meire Alves Mendonça e uma babá viajar aos EUA no ano passado.
O tucano também teria obtido vistos para familiares do ex-vereador Wladimir Garcez (PSDB), apontado como operador do esquema. Leréia é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal que apura suas ligações com Cachoeira.
As gravações obtidas pela Folha mostram Cachoeira celebrando a posse do deputado como presidente da comissão de Relações Exteriores em 2 de março de 2011: "Você agora é o homem dos vistos, é?".
O deputado brinca e cita o episódio envolvendo os passaportes aos filhos do ex-presidente Lula. "Rapaz, o primeiro que quero chamar é o Lula pra depor. Aquele negócio dos vistos dos filhos dele. Vou falar 'o Lula vem cá, vamos fazer um acordo'. O pessoal perguntou se falo inglês, falei 'estudei junto com o Lula, somos colegas de turma'".
Às 17h10 de 27 de abril, Leréia e Cachoeira comentam a emissão do visto de Meire Mendonça, mãe de Andressa, sua mulher. "Quando que ela tem a viagem dela, tá previsto pra quando?", questionou Leréia. "Você põe aí Leréia a viagem dela quando liberar o visto aí", disse Cachoeira.
O deputado disse: "Vou antecipar pra ela aqui. 9 de maio não sei se dou conta, vou viajar. A data do dia 20 de maio dou conta. Tá bom né?". No mesmo diálogo o deputado cita o visto da filha de Wladimir Garcez: "A do Wladimir também tô resolvendo dele aqui".
Cachoeira respondeu que, como a filha de Garcez já tinha conseguido o documento, era preciso cuidar do visto de sua sogra e da babá Elisângela. Leréia deixou a presidência da comissão no mês passado.
Segundo as gravações, Leréia é suspeito de ter recebido R$ 25 mil de Cachoeira. Num diálogo o empresário chega a passar os números de seu cartão de crédito ao deputado.
Leréia disse que não vai se manifestar enquanto não tiver acesso à integra do inquérito.
A defesa de Cachoeira não foi localizada para comentar o assunto. Os advogados do empresário têm evitado se pronunciar sobre os diálogos sob a alegação de que foram captados de maneira ilícita.
Por Leandro Colon, com Breno Costa, Fernando Mello e Lúcio Vaz, FSP
Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo sob a acusação de comandar um esquema de jogo ilegal, acionou Leréia para conseguir um visto para sua sogra Meire Alves Mendonça e uma babá viajar aos EUA no ano passado.
O tucano também teria obtido vistos para familiares do ex-vereador Wladimir Garcez (PSDB), apontado como operador do esquema. Leréia é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal que apura suas ligações com Cachoeira.
As gravações obtidas pela Folha mostram Cachoeira celebrando a posse do deputado como presidente da comissão de Relações Exteriores em 2 de março de 2011: "Você agora é o homem dos vistos, é?".
O deputado brinca e cita o episódio envolvendo os passaportes aos filhos do ex-presidente Lula. "Rapaz, o primeiro que quero chamar é o Lula pra depor. Aquele negócio dos vistos dos filhos dele. Vou falar 'o Lula vem cá, vamos fazer um acordo'. O pessoal perguntou se falo inglês, falei 'estudei junto com o Lula, somos colegas de turma'".
Às 17h10 de 27 de abril, Leréia e Cachoeira comentam a emissão do visto de Meire Mendonça, mãe de Andressa, sua mulher. "Quando que ela tem a viagem dela, tá previsto pra quando?", questionou Leréia. "Você põe aí Leréia a viagem dela quando liberar o visto aí", disse Cachoeira.
O deputado disse: "Vou antecipar pra ela aqui. 9 de maio não sei se dou conta, vou viajar. A data do dia 20 de maio dou conta. Tá bom né?". No mesmo diálogo o deputado cita o visto da filha de Wladimir Garcez: "A do Wladimir também tô resolvendo dele aqui".
Cachoeira respondeu que, como a filha de Garcez já tinha conseguido o documento, era preciso cuidar do visto de sua sogra e da babá Elisângela. Leréia deixou a presidência da comissão no mês passado.
Segundo as gravações, Leréia é suspeito de ter recebido R$ 25 mil de Cachoeira. Num diálogo o empresário chega a passar os números de seu cartão de crédito ao deputado.
Leréia disse que não vai se manifestar enquanto não tiver acesso à integra do inquérito.
A defesa de Cachoeira não foi localizada para comentar o assunto. Os advogados do empresário têm evitado se pronunciar sobre os diálogos sob a alegação de que foram captados de maneira ilícita.
Por Leandro Colon, com Breno Costa, Fernando Mello e Lúcio Vaz, FSP
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Aécio Neves diz se sentir "traído" por nomeação de prima de Cachoeira
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta terça-feira que se sente "traído" pelo senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) por ter pedido que nomeasse uma prima do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para o governo de Minas Gerais.
CPI do Cachoeira vai pedir ao STF acesso à íntegra de investigações
CPI terá foco nas relações de Cachoeira com políticos, diz relator
Entenda como funcionava o esquema de Carlinhos Cachoeira
Aécio afirmou que, na época em que Demóstenes fez o pedido, não sabia do envolvimento do senador com Cachoeira.
"Cabe a quem indicou a responsabilidade. Me sinto traído na minha boa fé. Nem eu, nem ninguém no Brasil, há um ano sabia das ligações do senador Demóstenes", disse Aécio.
Reportagem publicada hoje pelo jornal "O Estado de S. Paulo" afirma que escutas telefônicas da Polícia Federal revelam que Demóstenes intercedeu diretamente junto a Aécio para empregar Mônica Beatriz Silva Vieira, prima de Cachoeira.
Ela assumiu um cargo comissionado na diretoria regional da Secretaria de Estado de Assistência Social, em Uberaba, em maio do ano passado.
Aécio disse que terá mais cautela daqui para frente nas indicações de afilhados políticos. "O cuidado é ainda maior. Na época essa indicação foi comunicada ao presidente do DEM. Essa ligação mostra a minha correção e lisura."
Assinar:
Postagens (Atom)

