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terça-feira, 1 de maio de 2012

Alckmin não descarta revisão dos contratos da Delta em São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ontem que não descarta rever os contratos firmados pelo Estado com a construtora Delta, investigada por envolvimento com o empresário Carlinhos Cachoeira.

"[Os contratos] sempre são analisados. É sempre bom rever, analisar. Isso é sempre positivo", afirmou em Ribeirão Preto (313 km da capital).

O governo disse ter hoje três contatos com a Delta, no valor de R$ 75,9 milhões. De 2003 a abril deste ano, já repassou R$ 281 milhões à empreiteira.

O maior contrato foi assinado em 2009, na gestão de José Serra (PSDB), para a ampliação da marginal Tietê, licitação de R$ 287 milhões.

O contrato foi aditado para R$ 358 milhões, 24,9% acima do valor inicial. A Folha mostrou escutas que indicam contato direto entre Cachoeira e o diretor responsável pelos negócios da Delta no Estado, Heraldo Puccini Neto. Deputados do PT pediram ao Ministério Público Estadual a abertura de investigação.

No Rio, a Odebrecht assumirá os 30% da participação da Delta no consórcio que reforma o Maracanã para a Copa. A decisão, antecipada ontem pelo jornal "O Globo", encerra a negociação para a saída da Delta da obra do governo do Rio, orçada em R$ 860 milhões. A empresa diz que a saída "é decisão estratégica" e "não tem relação com as recentes denúncias".

Por FSP

sábado, 21 de abril de 2012

CPTM apura sabotagem em 7 incidentes



Após dois novos problemas ontem no sistema de trens, governo vai à polícia e pede investigação de ocorrências
Em um dos casos, cabos foram arrancados de caixa de sinalização; no outro, calça bloqueou o sistema elétrico do trem

Sete incidentes envolvendo trens da CPTM desde dezembro -dois ocorridos ontem- estão sendo investigados pelo governo e polícia por suspeita de sabotagem.
Ontem, perto das 4h, a destruição de um equipamento de sinalização -os cabos foram arrancados- parou a linha 12-Safira, que liga o Brás a Poá (Grande São Paulo).
A CPTM registrou a ocorrência na polícia e a classificou como "passível de desastre ferroviário". "Isso aqui não foi vandalismo, foi sabotagem", afirmou o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.
Cerca de uma hora e meia depois, um trem da linha 11-Coral (Luz-Mogi das Cruzes) falhou e teve que ser recolhido, o que provocou lentidão em horário de pico.
Técnicos acharam uma calça jeans enroscada no pantógrafo, equipamento que conecta o trem à rede elétrica.
A Delegacia de Polícia do Metropolitano abriu inquérito para investigar os casos.
Desde o início do ano, o sistema teve ao menos 15 falhas graves -que afetam a circulação de trens. Em todo o ano passado, foram 42. O índice de ocorrências graves por milhão de km subiu de 1,60 para 2,08 entre 2011 e este ano.
As falhas em série preocupam o governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Na quarta-feira, quando houve duas panes, o tucano ligou para Fernandes para cobrar esclarecimentos.
A tese da sabotagem vinha sendo veiculada de forma discreta, mas nos últimos dias o governo passou a ser mais incisivo. Na quarta, o próprio Alckmin disse a jornalistas que havia a suspeita. Ontem, após os incidentes da manhã, Fernandes revelou que outras cinco ocorrências tinham características de sabotagem.
Entre elas, dois descarrilamentos, dois choques entre trens e uma depredação por usuários da estação Francisco Morato da linha 7-rubi.
Segundo ele, no descarrilamento ocorrido na linha 9-esmeralda em fevereiro uma pedra "no tamanho adequado" foi colocada sobre os trilhos.
Ele não quis apontar suspeitos e afirmou não acreditar na participação de funcionários ou que os episódios tenham conotação política.

Por José Benedito da Silva - Folha de São Paulo


AP comenta

Sempre dissemos que estas falhas em ano eleitoral, com os sindicalistas TODOS ligados ao PT, só poderiam ser sabotagem. Basta pegar o histórico de falhas, ano após ano, e ver que se trata claramente de atos criminosos, assim como a praga da vassoura de bruxa espalhada no sul da Bahia, pelos sindicalistas funcionários da Ceplac, tão bem demonstrado e documentado pelo cineasta Dilson Araújo, em seu brilhante documentário "O Nó - Ato humano deliberado".
 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Alckmin mantém presidente do Metrô

Apesar da condenação por improbidade administrativa em primeira instância contra o presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), Peter Walker, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que ele será mantido no cargo. "Continua (sendo o indicado). Temos de ser justos com as pessoas", disse Alckmin na manhã desta segunda-feira, 16, durante um evento no Palácio dos Bandeirantes.

Segundo o governador, a condenação de Walker ocorreu por "uma questão exclusivamente burocrática, de legislação". Para defender o funcionário, o governador citou a Lei Ficha Limpa, criada para impedir políticos condenados de assumir cargos públicos. "A Lei Ficha Limpa é muito clara. Para se enquadrar, precisa ter dolo (intenção), prejuízo ao erário público ou enriquecimento (ilícito). Não tem nenhum. Não houve dolo, não houve prejuízo, não houve enriquecimento", afirmou Alckmin.

O governador ainda teceu elogios a Walker. "É uma pessoa extremamente qualificada. Era até o secretário adjunto dos Transportes, engenheiro com uma larga experiência e será um grande presidente do Metrô", disse.

De acordo com Alckmin, a escolha de quem vai chefiar a companhia nunca é uma decisão política. A indicação de Walker foi feita pelo atual secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. Ambos são de Campinas. Apesar de o nome de Walker já ter sido anunciado pelo governo, a nomeação oficial deve ocorrer somente após aprovação do Conselho Gestor da companhia.

Nesta tarde, a reportagem procurou Walker, por meio da assessoria de Imprensa do Metrô. O setor de Comunicação informou que ele não se manifestaria por não ter nada a "acrescentar do que já foi publicado em reportagens feitas pelo Estado".

Denúncia. A acusação de improbidade se refere ao período em que Walker esteve à frente da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa), empresa de Campinas responsável pelos serviços de água e esgoto, entre 1988 e 1996. O Ministério Público acusou Walker e outros 17 executivos de terem contratado servidores de forma irregular na época.

Em 2010, o juiz Mauro Iuji Fukumoto, da 1.ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, condenou Walker à perda de direitos políticos por três anos e, pelo mesmo período, ele foi proibido de manter contratos com o poder público. Além disso, a condenação prevê pagamento de multa equivalente a dez vezes seu salário como presidente da Sanasa. Como o recurso está em andamento, Walker não sofreu nenhuma das penalidades.

Ele assumirá o posto no lugar de José Kalil Neto, que também chegou a ser anunciado para a presidência, mas se tornou interino depois de o Estado revelar que ele já havia sido condenado em primeira instância por improbidade administrativa.

A condenação de Kalil Neto ocorreu em 2007, por causa da contratação irregular de escritório de advocacia quando era diretor da empresa Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa).

O escritório de advogados contratado por Kalil Neto é o mesmo que fez a defesa de Walker. Após a aprovação do nome de Walker, Kalil Neto deve reassumir a Diretoria de Finanças da Companhia do Metropolitano de São Paulo.


Por Artur Rodrigues - O Estado de S. Paulo

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Em São Paulo, Alckmin leva no primeiro turno

 

Pesquisa revela que o ex-governador Geraldo Alckmin já pode preparar o terno de posse.

Com 50% das intenções de voto, Geraldo Alckmin pode garantir a eleição ao governo de São Paulo já no primeiro turno, visto que os demais candidatos juntos não alcançam 30%.

Sendo assim, São Paulo completará 20 anos sendo comandado pelo PSDB, enquanto Geraldo Alckmin chegará a quase 10 anos de poder.