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sábado, 12 de maio de 2012

Governo nega interferência em operação de "venda" da Delta


O governo negou ter interferido nas negociações sobre a mudança na Delta.

Em nota oficial, o Planalto diz que são falsas "as ilações de que a referida operação teve aval do governo".

O empresário José Batista Júnior, um dos controladores do JBS, disse que o governo permitiu a compra para impedir a paralisia de obras.



AP COMENTA

A J&F Participações S/A, dona do frigorífico JBS Friboi, que "comprou" a Delta, a maior construtora do PAC, por R$ 0,00 (ZERO REAIS) doou R$ 10 milhões para a campanha de Dilma Roussef à presidência.

E ela ainda tem a cara de pau de dizer que o governo não tem nada a ver com a "venda" da Delta? Que o governo não vai se meter em negócios privados?


Isso é um escândalo, que coloca um carimbo de IMBECIL na testa do povo brasileiro, pois nada mais é, que uma tentativa de esconder e proteger ligações da Delta com políticos e evitar que as águas da cachoeira cheguem até o Planalto.

Cavendish diz que sai da Delta para salvar empregos

Em carta de despedida, empresário chama o envolvimento com Carlinhos Cachoeira de 'questões circunstanciais'
Empreiteira, que deve ter nome alterado, foi assumida pela holding J&F; novo presidente será Humberto Farias

Em mensagem de despedida aos funcionários, Fernando Cavendish disse que deixou o comando da Delta para evitar demissões.

"O fator que mais pesou na minha decisão de abrir mão do comando da empresa foi meu compromisso com a preservação do emprego de mais de 30 mil colaboradores."

Ele ainda disse na carta que "a Delta é maior do que todos nós individualmente".

Ontem, a empresa foi assumida pela J&F Participações, holding controladora de empresas como a JBS e a Vigor.

Cavendish deixou a empresa após ter seu nome ligado ao escândalo de Carlinhos Cachoeira.
"A Delta sempre foi um sonho para mim e para todos nós, e eu não posso permitir que esse sonho fosse prejudicado por questões circunstancias", afirmou Cavendish.

O empresário diz que sacrificou o sonho de liderar a corporação. "Faço única e exclusivamente por conhecer, mais do que ninguém, que o sonho de todos é muito maior do que qualquer um de nós de forma individual", disse.

Segundo ele, foi com "nó na garganta" que tomou a decisão. "Peço apenas que esta equipe guerreira continue a ser exemplo de determinação, de seriedade e de comprometimento", disse.
A J&F também indicou ontem o engenheiro Humberto Junqueira de Farias para a presidência da Delta, que deverá ter seu nome trocado.

Junqueira, atual presidente da usina de açúcar e álcool Renuka, trabalhou por 15 anos na Camargo Corrêa. Nela, ele foi presidente da divisão de cimentos e da Cavo, empresa de coleta de lixo e tratamento de resíduos.

BNDES
Em nota, a holding negou que o acordo tenha sofrido interferência do governo.

"A participação do BNDESPar na JBS não o torna acionista direta ou indiretamente de nenhuma empresa da holding, nem dá o direito de qualquer interferência política na J&F."

A nota diz que José Batista Junior não ocupa um cargo executivo no grupo há sete anos. "Suas declarações refletem única e exclusivamente uma opinião pessoal".

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que o banco vai "zelar" para que compra não traga "nenhum risco" para a instituição, sócia da JBS. A declaração foi uma resposta a pedido de abertura de investigação da Procuradoria.

Por FSP

sexta-feira, 11 de maio de 2012

"Venda" da Delta. Escândalo absurdo no Brasil.

A J&F Participações S/A, dona do frigorífico JBS Friboi, que "comprou" a Delta, a maior construtora do PAC, por R$ 0,00 (ZERO REAIS) doou R$ 10 milhões para a campanha de Dilma Roussef à presidência.

E ela ainda tem a cara de pau de dizer que o governo não tem nada a ver com a "venda" da Delta? Que o governo não vai se meter em negócios privados?

Isso é um escândalo, que coloca um carimbo de IMBECIL na testa do povo brasileiro, pois nada mais é, que uma tentativa de esconder e proteger ligações da Delta com políticos e evitar que as águas da cachoeira cheguem até o Planalto.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Possível venda não muda processo sobre idoneidade da Delta, diz CGU


delta (Foto: globo news) 

A Controladoria Geral da União (CGU) anunciou nesta quarta-feira (9) que a venda da Delta Construções, empreiteira líder de contratos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) suspeita de envolvimento com o grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira, não altera o processo em andamento para verificar a idoneidade da empresa.

"A possível venda da Delta, em princípio, não muda nada em relação ao processo em curso na CGU para analisar a possível declaração de inidoneidade da empresa. Mas há que se aguardar a forma da anunciada transação para se ter uma avaliação mais completa de suas consequências jurídicas", afirmou nota divulgada pela Controladoria pouco depois do anúncio de que a A J&F, grupo que controla o JBS, assumirá a partir da próxima semana a gestão da Delta Construções.

A CGU determinou no fim de abril a instauração de processo para investigar a empreiteira Delta, que poderá resultar numa declaração de inidoneidade e impedir a empresa de firmar contratos com o governo federal.

A Controladoria disse que o objetivo é "a apuração de atos ilícitos supostamente por ela (Delta) praticados em suas relações com a Administração Pública Federal - especialmente com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes -, bem como outros possíveis atos ilícitos correlatos, noticiados e que venham a ser apurados no curso do processo, praticados por pessoas físicas ou jurídicas coligados ou vinculados àquela primeira pessoa jurídica, com vistas a eventual aplicação das sanções administrativas previstas na legislação, entre elas a declaração de inidoneidade para licitar e contratar com a Administração Pública".
A Delta é a sexta maior empreiteira do Brasil e está envolvida em denúncias de favorecimento a Cachoeira, preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, acusado de chefiar um esquema de jogo ilegal.

Relatório da Polícia Federal apontou que Cachoeira passava informações sigilosas de licitações públicas para Claudio Abreu, ex-diretor da Delta em Goiás. Áudios também apontam o envolvimento do ex-diretor da Delta Carlos Pacheco com o grupo. Fernando Cavendish, dono da construtora, foi citado em escutas, mas não conversa diretamente com Cachoeira. A PF diz que a Delta repassava dinheiro a empresas fantasmas controladas por Cachoeira.

Desde então, a empresa deixou obras nas quais participava em consórcio com outras empreiteiras e vem sofrendo pressão para abandonar empreendimentos estatais que toca sozinha. No último dia 25, a Delta divulgou um comunicado no qual a empresa assegurava que "continuará a cumprir seus contratos, obrigações e compromissos assumidos com seus fornecedores e clientes, com a habitual regularidade".

Poucos dias antes, no entanto, segundo notícias publicadas na mídia, a empresa deixou de fazer aportes no consórcio responsável pela reconstrução do Maracanã. No dia seguinte ao comunicado, a empresa deixava outro consórcio no Rio de Janeiro.

No final de abril, Cavendish anunciou sua saída do conselho de administração da empresa. O ex-diretor da empresa CLáudio Abreu, flagrado em diversas conversas com Cachoeira, deve ser chamado para prestar depoimento na CPI criada para investigar as denúncias contra Cachoeira e políticos, enquanto parlamentares ainda pressionam para que o novo presidente compareça à comissão.

Grupo que assumirá a Delta
A J&F engloba os negócios da família Batista, a mesma que controla o JBS, maior produtor de carne bovina do mundo; além da Eldorado Brasil, do setor de celulose; a Flora, empresa de produtos de limpeza; e o Banco Original, com foco em financiamento do agronegócio.

Em março deste ano, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles passou a ser o presidente do conselho da J&F. A família Batista mostrou nos últimos anos ser uma especialista em formar grandes companhias por meio de aquisições a baixo custo de empresas em dificuldades financeiras.

Por G1

Controladora do JBS finaliza negociações para compra da Delta


A J&F Participações, holding que controla o frigorífico JBS, maior produtor mundial de carne bovina, deve anunciar nesta quarta-feira a compra do controle da Delta Construções, empresa  suspeita de ser a maior envolvida no esquema de corrupção de Carlinhos Cachoeira, investigado pela Polícia Federal por envolvimento com a exploração de jogos ilegais.

Conforme apurou o Valor, os últimos detalhes da negociação estão sendo fechados nesta noite e o anúncio de fechamento da operação está previsto para a manhã desta quarta-feira. A Delta marcaria a entrada da holding J&F, da família Batista Sobrinho, no negócio de engenharia e construção civil.

Com faturamento de R$ 2,8 bilhões em 2010, a Delta detém um grande número de contratos de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de projetos da Petrobras, como o da refinaria do Comperj, no Rio, e da Reduc, além de obras ligadas aos eventos da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

A empresa carioca, controlada pelo empresário Fernando Cavendish, foi posta à venda devido aos escândalos de corrupção envolvendo sua atuação com Cachoeira e à iminente perda de contratos.

Outro empreendimento de peso da J&F é a Eldorado Celulose e Papel, fábrica de celulose de eucalipto em instalação em Três Lagoas (MS), com investimento de R$ 6,2 bilhões e previsão de inauguração em novembro.

A holding, que contratou recentemente o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para presidir seu conselho de administração, também é dona do Banco Original, assim como da fabricante de produtos de higiene e limpeza pessoal Flora e da fabricante de lácteos Vigor. O faturamento anual do grupo supera R$ 55 bilhões.

Procurada, a assessoria de comunicação da J&F não comentou a informação sobre a compra da Delta.

Por Ivo Ribeiro, Valor


AP COMENTA

Essa venda, nada mais é, que uma tentativa do Governo Federal de blindar a Delta e a tirar do foco das investigações da CPI do Cachoeira.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Donos põem Delta à venda para evitar fechamento


No centro do escândalo envolvendo Carlinhos Cachoeira, a construtora Delta foi posta à venda para tentar salvar as operações da empresa.

Segundo a Folha apurou junto a pessoas com acesso à operação, o grupo JBS manifestou interesse na aquisição.

Procurado, o empresário Joesley Batista, presidente da holding que controla o frigorífico JBS, disse que não poderia comentar o caso: "Vixe! Não posso falar disso, não".

Já a Delta optou por não se pronunciar a esse respeito.

As negociações, segundo quem acompanha o caso, estão a cargo do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que comanda o conselho de administração da holding. Procurado, Meirelles não foi localizado.

Até ontem, havia uma orientação para que a operação não fosse confirmada sob pena de prejudicar qualquer costura de negócio para a Delta, líder em contratos do PAC e maior recebedora de recursos do Executivo. A intenção de venda do grupo havia sido publicada pelo jornal "O Globo" no sábado passado.

Sócio majoritário e presidente licenciado da Delta por conta do escândalo, Fernando Cavendish admitiu em entrevista à Folha em abril o risco de a empresa ir à falência após a operação Monte Carlo da Polícia Federal e a instalação da CPI sobre o empresário Carlinhos Cachoeira.

Escutas da PF indicam que o ex-diretor da empresa no Centro-Oeste era parceiro de Cachoeira em negócios. Dinheiro da construtora foi colocado em empresas fantasmas de Cachoeira, que por sua vez alimentaram campanhas políticas.

A Delta vem tentando concentrar as eventuais irregularidades na figura do ex-diretor. Mas outras escutas mostram que Cavendish orientava o ex-diretor, e outros executivos da empresa aparecem ligados ao esquema.

A construtora já deixou o consórcio responsável pelo projeto da Transcarioca (corredor expresso de ônibus), que ligará a Barra da Tijuca à Ilha do Governador, e o que reforma o Maracanã. A construtora poderá enfrentar dificuldades para obter crédito no sistema financeiro.

Com a compra, o grupo JBS expandiria sua atuação para a construção civil.



Por Natuza Nery e Catia Seabra