Hoje, 19 de abril é comemorado o Dia do
Índio, mas não há muito que comemorar. Os primeiros habitantes do
Brasil, há mais de 30 anos os indígenas vêm disputando terras na região
sul da Bahia. Esta semana, 67 fazendas já foram invadidas e a disputa
pela demarcação de terras entre índios e fazendeiros já afetou a
economia dos municípios de Camacã, Pau Brasil e Itaju do Colônia, o que
vem causando preocupação entre comerciantes e pecuaristas da região.
De acordo com o secretário executivo da Associação dos Municípios Cacaueiros, Luciano Veiga, os prefeitos das cidades invadidas pelos índios vão se reunir ainda está semana com o governador Jaques Wagner para discutir sobre o problema.
De acordo com o secretário executivo da Associação dos Municípios Cacaueiros, Luciano Veiga, os prefeitos das cidades invadidas pelos índios vão se reunir ainda está semana com o governador Jaques Wagner para discutir sobre o problema.
Segundo ele, o objetivo do encontro é cobrar do governo mais
segurança para a região e agilidade no processo de julgamento que está
no STF. Ainda de acordo com Veiga, a atual situação tem deixado a
população insegura e já afetou a economia da região. “Os conflitos vêm
causando impacto muito forte na economia. A qualquer momento pode
acontecer conflitos”, ressaltou.
Nos últimos dias, 12 fazendas foram tomadas pelos índios pataxós
hã-hã-hãe. No total, 67 propriedades estão em poder dos indígenas.
Devido as invasões de terras, policiais federais vêm realizando ronda
nas propriedades tomadas pelos índios com o apoio de policiais da
Companhia Independente Especializada na Região Cacaueira (CIPE).
De acordo com Paulo Leite, um dos proprietários da fazenda Rancho
Alegre, de 1.100 hectares, invadida na manhã de terça-feira, a cada dia
que passa a situação fica mais tensa.
“Eles chegam armados intimidando os funcionários e ninguém pode
fazer nada para impedir a invasão. Minha esperança é que o Supremo
Tribunal Federal julgue esse processo e acabe com esse impasse. Minhas
terras estão em poder da minha família desde 1972. Estamos sofrendo com a
situação”, desabafou. A fazenda tem cerca de mil cabeças de gados,
cabras e produz cacau.
A disputa pela terra, que se arrasta há mais 30 anos, será decidida
pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas ainda não há data para o
julgamento.
Em nota, a Funai informa que a área de 54 mil hectares entre os
municípios de Itaju do Colônia, Camacã e Pau Brasil, é reserva indígena e
que o estado da Bahia, indevidamente, passou a titular essas terras na
época da expansão das lavouras de cacau. A entidade também aguarda
decisão do STF.
Diante dos conflitos entre índios e fazendeiros nas últimas
semanas, familiares das vítimas do confronto e demais autoridades do
Itaju do Colônia realizaram ontem uma marcha pela paz, nas principais
ruas da cidade.
Desaparecido foi encontrado – O trabalhador rural José Carlos de 39
anos, que estava desaparecido há dois dias na cidade de Pau Brasil, sul
da Bahia, após a fazenda Indiana em que trabalhava ter sido ocupada por
índios, já está na casa dos familiares.
O trabalhador passou os últimos dias perdido na mata fechada. Ele chegou a caminhar cerca de 18 quilômetros até chegar a uma fazenda na manhã de ontem.
O trabalhador passou os últimos dias perdido na mata fechada. Ele chegou a caminhar cerca de 18 quilômetros até chegar a uma fazenda na manhã de ontem.
Por Leidiane Brandão - Tribuna da Bahia
AP Comenta
Cabe uma investigação ISENTA da PF sobre a quem interessa armar os índios (eles usam AK-47 !!???) para que eles invadam fazendas no sul e sudoeste baiano.
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