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sábado, 21 de abril de 2012

Manifestantes contra corrupção em SP entram em confronto com PM

A Polícia Militar atirou bombas de efeito moral para dispersar manifestantes contra a corrupção concentrados na Avenida Paulista em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) por volta das 18h20 deste sábado (21). A ação buscou liberar a avenida para o tráfego. Os manifestantes correram para o vão do Masp. A confusão ocorreu no momento em que a manifestação já estava próxima do fim. O trânsito foi liberado por volta das 19h.

- Manifestante entram em confronto com a Polícia Militar durante a Marcha Contra a Corrupção, neste sábado (21), na região da Avenida Paulista, no centro de São Paulo (Foto: Marcio Fernandes/Agência Estado/AE) 
 
A PM de São Paulo mais uma vez, dá um show de despreparo. (Foto: Marcio Fernandes/Agência Estado/AE)
 
Iniciado perto das 16h30, o protesto contra a corrupção começou em frente ao museu, na pista sentido Consolação. Os manifestantes se alinharam para formar a expressão "SOS STF", uma mensagem endereçada ao Supremo Tribunal Federal, para que seja agilizado o processo de julgamento do mensalão. Depois disso, a manifestação saiu do Masp até a Rua Bela Cintra, na Consolação, e de lá voltou no sentido Paraíso.



O grupo havia combinado seguir no sentido Paraíso até a Brigadeiro Luís Antônio , onde a manifestação terminaria. Em vez disso, os manifestantes pararam em frente ao Masp e decidiram ocupar todas as faixas no sentido Paraíso. Eles resistiram à abordagem da polícia.
O tenente Adriano de Souza Fernandes afirma que duas pessoas foram detidas porque jogaram pedaços de pau e garrafas contra a polícia. Ele atuou em conjunto com 120 homens para dispersar o grupo.
Bombas de gás lacrimogênio são jogadas na Avenida Paulista  (Foto: Marcio Fernandes/Agência Estado/AE) 
 
Bombas de gás lacrimogênio são jogadas na Avenida Paulista (Foto: Marcio Fernandes/Agência Estado/AE)
 
"Tentamos negociar com as lideranças que se comprometarm a dispesar a movimentação, mas não adiantou. Consultamos o comando e eles nos disseram para usar as medidas necessárias. Não houve excesso da polícia", afirmou. Segundo o tenente, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) passou a informação de que havia naquele momento 20 km de congestionamento provocado pelo protesto.

Manifestantes de vários estados brasileiros organizam protestos neste sábado contra a corrupção na política. Os grupos se organizaram para as marchas pelas redes sociais e pedem também o fim do foro privilegiado para parlamentares, a reversão de aumentos de salários de vereadores e a obrigatoriedade de ficha limpa para candidatos a cargos eletivos. Os organizadores do movimento estimam que cerca de 80 cidades promovam protestos neste sábado.
A Polícia Militar de São Paulo afirma que o protesto reuniu cerca de 800 pessoas. Os dez grupos que lideram a manifestação estimam a participação entre 2 mil e 2,5 mil pessoas.

"Nós estamos priorizando o julgamento já do mensalão no STF, mas também queremos que a corrupção seja transformada em crime hediondo, o fim do foro privilegiado e o voto aberto", disse Rose Losacco, representante do movimento "Por uma Nova Política." Enquanto caminham, os manifestantes repetem bordões: "Não à corrupção, eu quero meu dinheiro para saúde e educação" e "você aí parado também está sendo roubado."

Por Anay Cury Do G1, em SP

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Grupos acampam no Incra para cobrar reforma agrária na Bahia

Mobilização reúne integrantes do MST e outros três movimentos sociais.
Cerca de 14 ônibus com dois mil trabalhadores estão no CAB, em Salvador.


Membros de movimentos sociais ligados à questão da terra, um deles o MST, ocupam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, na manhã desta segunda-feira (16).
A mobilização exige maior agilidade na reforma agrária e se propõe a lembrar os 16 anos do massacre do Eldorado de Carajás, completados na terça-feira (17), quando 21 trabalhadores sem-terra foram assassinados no estado do Pará.
Segundo a assessoria de imprensa do Incra, cerca de 14 ônibus estão parados nas imediações do CAB, com presença estimada de cerca de duas mil pessoas. O órgão relata que, até o final da manhã desta segunda-feira, nenhum líder entrou em contato com a superintendência do Incra.

"Hoje são 22 ocupações de terra em todo o estado. Estão aqui representantes de todas as regiões da Bahia. Protestamos contra o corte de 60% do orçamento do Incra, feito pelo governo federal", diz o representante da direção do MST na Bahia, Márcio Matos.
A pauta do grupo também aborda a atual estiagem baiana e, por isso, o protesto se estende ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), no CAB, onde os manifestantes também acampam.
"Já estamos com mais de 200 municípios em situação de emergência por conta da seca e isso também atinge os agricultores nos assentamentos. Cobramos uma política concreta nesse sentido", afirma Márcio Matos.
Integram a ação, além do MST, o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), a Pastoral Rural e da Coordenação Estadual de Trabalhadores Assentados e Acampados (Ceta).

Por G1 BA