terça-feira, 17 de junho de 2014

Minha renúncia ao Juramento à Bandeira.



Em 1990, eu jurei pela bandeira da minha pátria, defender - quiçá com minha vida - a honra e a integridade das instituições democráticas.

Uma quadrilha se instalou no Poder Executivo Federal, mantém o apoio do Congresso Nacional à base de fisiologismo, e colocou seus asseclas sentados no STF para absolvê-los de TODOS os crimes cometidos e que venham a cometer.

Com isso, sinto-me DESOBRIGADO desse juramento, pois as instituições deixaram de ser democráticas, para tornarem-se feudos.

É uma pena, mas o meu patriotismo está indo embora, aos poucos, mas está indo.

Não falo desse patriotismo quadrienal que está nas ruas, mas sim do verdadeiro patriotismo, de fazer algo em prol da melhoria do meu país.

Quando em um discurso no Senado Federal em que exigia explicações sobre o fuzilamento de marinheiros no navio Satélite, Rui Barbosa proferiu a célebre frase: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".

Não, eu não desanimarei da virtude.
Não, eu não rirei da honra.
E não, nunca terei vergonha de ser honesto.
São-me valores caros, aprendidos com meu velho pai, que me seguirão até o fim.

Grande parte da sociedade brasileira infectada pelo arrivismo faz vistas grossas ao que vem ocorrendo no Brasil nos últimos anos.
Os canalhas encontram ecos onde deveriam encontrar barreiras.
Mas aqui, aqui não.
Como dito por patriotas DE VERDADE:

"ELES QUE VENHAM. POR AQUI NÃO PASSARÃO!”


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