Em 1990, eu jurei pela bandeira da minha pátria, defender -
quiçá com minha vida - a honra e a integridade das instituições democráticas.
Uma quadrilha se instalou no Poder Executivo Federal, mantém
o apoio do Congresso Nacional à base de fisiologismo, e colocou seus asseclas
sentados no STF para absolvê-los de TODOS os crimes cometidos e que venham a
cometer.
Com isso, sinto-me DESOBRIGADO desse juramento, pois as
instituições deixaram de ser democráticas, para tornarem-se feudos.
É uma pena, mas o meu patriotismo está indo embora, aos
poucos, mas está indo.
Não falo desse patriotismo quadrienal que está nas ruas, mas
sim do verdadeiro patriotismo, de fazer algo em prol da melhoria do meu país.
Quando em um discurso no Senado Federal em que exigia
explicações sobre o fuzilamento de marinheiros no navio Satélite, Rui Barbosa
proferiu a célebre frase: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto
ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver
agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da
virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".
Não, eu não desanimarei da virtude.
Não, eu não rirei da honra.
E não, nunca terei vergonha de ser honesto.
São-me valores caros, aprendidos com meu velho pai, que me
seguirão até o fim.
Grande parte da sociedade brasileira infectada pelo
arrivismo faz vistas grossas ao que vem ocorrendo no Brasil nos últimos anos.
Os canalhas encontram ecos onde deveriam encontrar
barreiras.
Mas aqui, aqui não.
Como dito por patriotas DE VERDADE:
"ELES QUE VENHAM. POR
AQUI NÃO PASSARÃO!”
.
Nenhum comentário:
Postar um comentário