quarta-feira, 4 de abril de 2012
DEM agora quer instalação da CPI do Cachoeira
Líder do partido, o deputado ACM Neto pediu ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que instale a CPI do Cachoeira. Da tribuna, Neto anunciou: “O DEM [27 deputados] defende a imediata instalação da CPI”.
Ele lembrou que o autor do pedido, Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), já recolheu as assinaturas necessárias. Basta um “despacho”de Maia. “Queremos que tudo seja apurado”, disse ACM Neto. “Queremos ver qual vai ser a postura dos outros partidos com os seus quadros.” No caso do DEM, disse o deputado, Demóstenes “solicitou a desfiliaçao porque sabia que seu destino estava traçado. Fatalmente, seria expulso da nossa agremiação.”
Por ora, a cachoeira de indícios recolhidos pela PF engolfou, além de Demóstenes, quatro deputados: Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO), Sandes Júnior (PP-GO), Rubens Otoni (PT-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ). Marco Maia começa a flertar com a CPI.
Por Josias de Souza
AP Comenta: Com indícios de que vários partidos estão envolvidos, e sendo 2012 ano de eleição, esta é uma CPI natimorta. Aguardemos.
sábado, 13 de novembro de 2010
Um ano de Censura. Ué, isto não tinha acabado neste país?
O presidente que se gaba de que “tudo o que foi feito, se fez no seu governo e que nuncaantesnaestóriadessepaíz houve nada” tem entre seus apoiadores um “exemplo” de moralidade, ética e justiça, assim como a maioria dos que dão sustentação ao seu Governo.
Leia a nota abaixo publicada hoje por Cláudio Humberto:
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Político processado por corrupção usa a Justiça e censura jornalista há 1 ano

ADRIANA VANDONI: ELA É A MOCINHA, NESSE ENREDO MACABRO...
Há um ano uma jornalista valente, Adriana Vandoni, que honra a profissão, está sob censura decretada em 13 de novembro de 2009 por um juiz da Vara Agrária de Cuiabá (MT), Pedro Sakamoto, a pedido do deputado cassado e agora eleito, José Riva (PP), que responde a 118 ações públicas por improbidade, formações de quadrilha, peculato, entre outros crimes. Ele alegou na ação ter sua honra “aviltada”, pelo fato de a jornalista publicar notícias de suas malfeitorias. O mesmo entendimento teve o Tribunal de Justiça de Mato Grosso: o desembargador Carlos Alberto da Rocha negou o recurso de Adriana alegando que encontrou “consistência” na decisão do juiz. José Riva era presidente da Assembleia de Mato Grosso até julho, quando foi cassado por crime eleitoral. Em setembro ele voltou a perder o mandato, também por crime eleitoral. Mesmo assim, foi o mais votado e, se conseguir revolver suas pendências e assumir o cargo, tem grande chance de voltar à presidência da Casa. Riva é acusado pelo Ministério Público de ter desviado mais meio bilhão de reais. Mas, para a Justiça de Mato Grosso, a jornalista “avilta” a honra de Riva, que também usa a Justiça para pressionar mais quatro pessoas (militantes de organizações não governamentais de combate à corrupção).
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