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sábado, 28 de abril de 2012

Briga entre PCdoB e PT por controle de Sindicato pode parar ônibus em Salvador

Empresários do setor dos transportes identificaram uma guerra entre o PT e o PC do B pelo controle do Sindicato dos Rodoviários capaz de resultar numa greve de ônibus que pode parar a cidade por um longo período.

“O deputado estadual J. Carlos (PT) está enfraquecido e o PC do B acha que, com a greve, pode tomar o sindicato”, diz um empresário cheio de reservas ao Política Livre, temendo pelo pior.

Segundo ele, uma greve prolonganda, na ótica do PCdoB, beneficiaria a candidatura da deputada federal Alice Portugal à Prefeitura de Salvador.

“A guerra se estende aos muros da cidade com a pergunta: Quem matou Colombiano”, diz o empresário, referindo-se à morte do ex-diretor do Sindicato Paulo Colombiano e da esposa dele, Catarina Galino, assassinados em 2010, num crime até hoje não solucionado.

Colombiano, militante do PC do B, era tesoureiro do Sindicato.

Por Raul Monteiro.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Acusado de financiar adversários, presidente da Bahiagás está sob a mira do PT

Presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães

A acusação de que foi, nas barbas do governo, um dos articuladores da greve dos professores na rede estadual é apenas mais uma das denúncias feitas por petistas contra o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, no governo.

No comando de uma empresa poderosa, Davidson é apontado como o “cara” por trás da maior parte das operações de apoio a candidatos do PCdoB em municípios baianos, em alguns casos, de modo frontalmente contrário a candidatura petistas consideradas, além de prioritárias para o partido, viáveis.

Recentemente, chegou às mãos da coordenação política do governo estadual um relatório completo elencando ações da Bahiagás que indicariam favorecimento a candidatos ou a projetos adversários, segundo os petistas.

Até casos de ajuda a veículos de comunicação “amigos” por meio de propaganda teriam sido apontados.

Quem viu o “dossiê”, confeccionado no melhor estilo carlista, não se sabe exatamente por quem, alega que o calhamaço é pesado e deve, com certeza, suscitar medidas enérgicas por parte da administração.

Por Raul Monteiro


AP Comenta

O PT faz e acha normal. Mas não aceita quando é feito para contraria seus interesses.
É o suprassumo do ditado: "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço"

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Juiz muda atestado de óbito de integrante do PC do B



O  juiz Guilherme Madeira Dezem, da 2.ª Vara de Registros Públicos, em São Paulo, determinou a retificação, no atestado de óbito, do local e da causa da morte de um militante de esquerda assassinado durante a ditadura militar. Trata-se de uma decisão inédita, segundo organizações de direitos humanos.
No documento retificado, onde se lê que o economista João Batista Franco Drumond morreu no dia 16 de dezembro de 1976 na esquina da Avenida Nove de Julho com a a Rua Paim, passará a constar: “Falecido no dia 16 de dezembro nas dependências do DOI-Codi do 2.º Exército, em São Paulo”. Em seguida, onde se anotou que a causa da morte foi “traumatismo craniano encefálico”, ficará escrito que decorreu de “torturas físicas”.
A sentença, segundo o texto do juiz, segue orientação da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Ele cita particularmente a determinação - de 2010 - para que o Brasil adote medidas destinadas a cumprir o direito que as famílias de mortos e desaparecidos têm à memória e à verdade.
Trata-se de uma decisão de primeira instância, que ainda pode ser modificada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. O pedido de mudança foi feito pela viúva de Drumond, a senhora Maria Ester, de 65 anos. Segundo seu advogado, Egmar José de Oliveira, ela espera por isso desde a morte do marido, 35 anos atrás. “Faz parte de um longo esforço para restituir-lhea dignidade”, conta ele.
Tortura e morte
Drumond tinha 34 anos e era militante do PC do B. Foi preso no dia 15 de dezembro de 1976, no episódio que ficou conhecido como massacre da Lapa – uma operação que, sob o patrocínio do 2.º Exército, resultou no desmantelamento da cúpula do partido. Conduzido para as dependências do DOI-Codi, ele enfrentou seguidas sessões de tortura, segundo depoimentos de outros presos políticos, até a sua morte, no dia seguinte.
Quando o pai de Drumond chegou para identificar o corpo e providenciar o funeral, as autoridades lhe informaram que o filho morrera atropelado, durante uma tentativa de fuga. “Ele recebeu ordem, por escrito, para que isso constasse no atestado de óbito”, conta o advogado.
Sentindo-se ameaçadas, a mulher e as duas filhas de Drumond mudaram para a França – onde moram até hoje. Elas já tinham conseguido, junto à Comissão de Mortos e Desaparecidos, o reconhecimento de que o marido morrera quando se encontrava sob a custódia das autoridades militares.
Mas a senhora Maria Ester queria ir além, queria o reconhecimento final, na certidão de óbito do marido. Quando soube da decisão do juiz, assinada no final da semana passada e divulgada na segunda-feira, ela comemorou e chamou-o de corajoso.
Jurisprudência
“Mesmo sendo uma decisão de primeira instância, é altamente significativa. Trata-se de uma reação inédita do Judiciário, que sempre foi omisso no trato das questões da ditadura militar”, diz o advogado, que também é vice-presidente da Comissão de Mortos e Desaparecidos. “É uma a peça a mais no esforço que se faz no País para se restabelecer a memória e a verdade. Tomara que seja o início de uma jurisprudência que ajude as famílias a restabelecerem plenamente os fatos ocorridos durante a ditadura.”
O ex-preso político Ivan Seixas, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos, também elogiou a sentença.  “Ela confirma as denúncias de morte sob tortura. É mais um passo para que o Brasil possa conhecer a verdade daquele período”, afirma.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

PCdoB, PSB e PDT podem marchar juntos em Salvador

Partidos aliados ao governo estadual, PCdoB, PSB e PDT podem surpreender com uma possível aliança para as eleições municipais em Salvador. Faltando três meses para as convenções municipais, o caminho está aberto para que as siglas se aliem e formulem um projeto único voltado à disputa ao Palácio Thomé de Souza.

Embora cada um reafirme o desejo de candidatura própria, há nos bastidores possíveis conjecturas em torno de uma composição que reúna as três forças.

A união dos pré-candidatos já apresentados pelos partidos pode abalar o desempenho de outras pré-candidaturas, entre elas a do PT, com o nome do deputado federal Nelson Pelegrino.


Em conversa com a Tribuna, a senadora Lídice da Mata considerou que não existe nada impossível, porém nada há de concreto em relação ao assunto.

“Nós temos conversado porque fazemos parte da base do governo e estamos dialogando sobre as 35 maiores cidades do Estado, mas nos últimos 15 dias não houve conversa sobre Salvador”. Ela disse que esse tipo de cenário depende do que será formado nas majoritárias.

“Ainda vai se discutir se o PSB vai ter candidatura própria, e essa questão só será realmente fechada no congresso do partido em junho”.

Questionada sobre as sondagens em torno de seu nome, a senadora afirmou ainda que qualquer político deseja ser querido em sua cidade, mas esse quesito não pode ser a única referência para uma definição de candidatura.

“Até porque muita gente votou em mim para senadora. Isso também passa por uma conversa com o presidente nacional do partido e com o governador Jaques Wagner, que é o líder dessas forças em nosso Estado”, destacou.
Com a pré-candidatura lançada desde o ano passado, a deputada Alice tem buscado novos apoios e intensifica o ritmo de pré-campanha.

Embora não admita ainda uma suposta unidade com esses partidos em uma candidatura única, ela também não descarta. Segundo Alice, ainda está cedo, já que as convenções estão previstas para junho, quando o debate ganhará mais vigor. A comunista reconhece a afinidade das siglas, mas disse que ainda não existem conversas definidas sobre o assunto.

“Não existe nada fechado. Estamos conversando com todos. Nós temos inúmeras identidades, mas não há nada conversado”. Ainda de acordo com a pré-candidata, o que a entusiasma no momento é a discussão de um projeto para a cidade. “Minha pré-candidatura está firme. Na quinta pela manhã, participarei de um debate com sindicalistas e à tarde com especialistas, entre eles arquitetos e urbanistas, pensando numa cidade melhor para todos”, frisou.
O presidente estadual do PDT, Alexandre Brust, se mostra simpático ao projeto “legítimo” de todos os pré-candidatos, mas nega que haja tal conjuntura no momento. “Nós temos um candidato que é o deputado Marcos Medrado, que está mais forte do que nunca”, enfatizou. Questionado sobre o assunto, ele apenas disse que não discute hipóteses. Segundo o líder pedetista, essas questões são frutos de especulações.

Por Lílian Machado - Tribuna da Bahia