domingo, 13 de maio de 2012

Um retrato da miséria paulista

Um estudo inédito realizado entre 200 mil domicílios nos 100 municípios com o menor índice de desenvolvimento humano de São Paulo fez uma descoberta reveladora: metade das 8,5 mil famílias dessas cidades que vivem abaixo da linha da miséria (aquelas com renda inferior a R$ 70) sequer estão computadas nos bancos de dados dos programas de assistência social dos governos estadual e federal.

O diagnóstico, chamado Retrato Social, foi realizado pelo próprio governo de São Paulo e servirá para dimensionar políticas públicas específicas para atender essas famílias em suas principais privações.

Um total de 33% delas é considerada, segundo a metodologia utilizada na pesquisa, multidimensionalmente pobre.

Traduzindo: além da baixa renda, todas elas tem dificuldades de acesso a itens básicos como educação, saneamento básico, eletricidade, saúde, gás de cozinha, pavimento, bens domésticos, água e emprego.

Agora, elas deverão ser inseridas em um programa que será lançado na próxima semana pelo governo do estado, o São Paulo Solidário

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