Um estudo inédito realizado entre 200 mil domicílios nos 100 municípios
com o menor índice de desenvolvimento humano de São Paulo fez uma
descoberta reveladora: metade das 8,5 mil famílias dessas cidades que
vivem abaixo da linha da miséria (aquelas com renda inferior a R$ 70)
sequer estão computadas nos bancos de dados dos programas de assistência
social dos governos estadual e federal.
O diagnóstico, chamado Retrato
Social, foi realizado pelo próprio governo de São Paulo e servirá para
dimensionar políticas públicas específicas para atender essas famílias
em suas principais privações.
Um total de 33% delas é considerada,
segundo a metodologia utilizada na pesquisa, multidimensionalmente
pobre.
Traduzindo: além da baixa renda, todas elas tem dificuldades de
acesso a itens básicos como educação, saneamento básico, eletricidade,
saúde, gás de cozinha, pavimento, bens domésticos, água e emprego.
Agora, elas deverão ser inseridas em um programa que será lançado na
próxima semana pelo governo do estado, o São Paulo Solidário
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