sábado, 20 de novembro de 2010

O Caso Celso Daniel

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O estranho assassinato do ex-prefeito de Santo André e principal responsável pela área financeira das campanhas petistas, voltou à mídia por conta do julgamento dos acusados do crime “comum”.

O que nos intriga é a extensa lista de exilados e cadáveres que foram ficando pelo caminho, todos eles com alguma ligação com o caso.

São 5 exilados e 8 mortos, contando com o próprio Celso Daniel.

Mas, em todos os crimes a polícia insiste na tese de “crimes comuns”.

Segue a lista:

EXILADOS

São 5 pessoas:

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Bruno José Daniel Filho e Marilena Nakano, irmão e cunhada de Celso Daniel, e seus três filhos.

Deixaram o Brasil rumo à França em março de 2006 por insistir na elucidação do sequestro e da morte do petista foram ameaçados de morte.

Deram entrada em um pedido de asilo político junto ao Ofício Francês de Proteção aos Refugiados e Apátridas (OFPRA), órgão competente para avaliar solicitações de abrigo a pessoas que sofrem perseguição política em seus países de origem.

Apresentaram ao OFPRA depoimentos de amigos e reportagens de jornais brasileiros que relatavam as ameaças. Tiveram o pedido aceito por unanimidade por serem reconhecidos pelo governo francês como cidadãos brasileiros perseguidos politicamente DENTRO DO SEU PRÓPRIO PAÍS e, portanto, dignos de acolhimento em um país que lhe garanta segurança física e liberdade de expressão.

MORTOS

Dionísio Severo - foi morto na cadeia, apenas dois dias depois de ter dito que teria informações sobre o caso. Ele foi apontado como o contato entre o empresário Sérgio Sombra e os autores do assassinato. Dionísio Severo foi resgatado da cadeia, de helicóptero, dois dias antes da morte de Celso Daniel, sendo depois recapturado.

Sérgio "Orelha" – Abrigou Dionísio Severo no período que estava foragido.

Otávio Mercier - investigador de polícia que ligou para Dionísio Severo na véspera do sequestro de Celso Daniel, levou dois tiros dentro de sua casa.

Antonio Palácio de Oliveira - Garçom que na noite do sequestro do ex-prefeito serviu a mesa da churrascaria em São Paulo em que estavam Celso Daniel e Sérgio Sombra. Foi assassinado em Fevereiro de 2003. Portava documentos falsos e tinha recebido um depósito de R$ 60 mil em sua conta corrente.

Paulo Henrique Brito - única testemunha da morte do garçom Antonio Palácio de Oliveira, foi assassinado vinte dias depois do crime.

Ivan Moraes Rédua - Em dezembro de 2003, o agente funerário que foi primeiro a reconhecer o corpo de Celso Daniel, ainda jogado na estrada, e a chamar a polícia, levou dois tiros pelas costas.

Carlos Delmonte Printes - O doutor foi encontrado morto em seu consultório no dia 12 de outubro de 2005. O laudo oficial sobre a morte do legista concluiu que ele cometeu suicídio. Foi ele que examinou o cadáver de Celso Daniel. Ele dizia que o ex-prefeito de Santo André foi brutalmente torturado antes de ser assassinado.

 

As pessoas envolvidas no caso não falam com medo de acontecer com eles, aquilo que aconteceu com as pessoas acima.

Principalmente aqueles que queriam sair na foto…

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