Mostrando postagens com marcador BC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BC. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de maio de 2012

Ceticismo com crédito


Menor custo de empréstimos para pequenas empresas e pessoas físicas depende de disseminar cadastro positivo e portabilidade de dívidas
Ao longo do mês de abril, os bancos -primeiro os públicos, em seguida os privados- anunciaram cortes substanciais nas taxas de juros que cobram em grande variedade de linhas de crédito.
Desde o princípio, tais anúncios suscitaram justificadas reações de ceticismo quanto a seu impacto efetivo sobre o mercado de crédito.

Para além da impressão de que a concorrência entre os bancos ainda é pequena -até como reflexo do comodismo e da inércia dos correntistas-, provavelmente o motivo maior do ceticismo reside na percepção de que o alcance dos propalados cortes no custo do crédito poderia ser muito mitigado pela política dos bancos na seleção de tomadores de crédito.

Noutras palavras, os bancos poderiam ser rigorosos demais na exigência de comprovações de renda, garantias e contrapartidas, limitando a uma fração dos clientes o efetivo acesso ao crédito mais barato.

Exigências desse tipo, tipicamente, são as principais razões pelas quais reduções do "spread" dos bancos (isto é, da diferença entre a taxa de juros que pagam para captar recursos e as taxas que cobram ao emprestá-los) costumam demorar para chegar a seus clientes com menos recursos, sejam eles pequenas empresas ou pessoas físicas.

A cautela recente dos bancos se justificaria, em grande medida, pelo aumento da inadimplência. De fato, a proporção de seus empréstimos a pessoas físicas com pagamento em atraso superior a 90 dias começou a aumentar na virada de 2010 para 2011 e, apesar de o desemprego prosseguir baixo, não parou de subir até fevereiro de 2012.

Já em março, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central, a inadimplência das pessoas físicas recuou pela primeira vez desde dezembro de 2010.

Embora preliminar e sujeita a revisão, a informação é auspiciosa. Sinaliza chances maiores de que as reduções de taxas de juros pelos bancos realmente venham a se traduzir em crédito mais barato e mais farto para as famílias.

Para aumentar essas chances, caberia reforçar iniciativas que estimulem a concorrência entre os bancos e evitem que bons pagadores arquem com juros mais altos para cobrir os prejuízos provocados pelos maus pagadores.

Um exemplo é a portabilidade das dívidas, em que o cliente pode transferir seus débitos para banco que lhe ofereça condições mais atraentes. O mecanismo existe desde 2006, mas não se disseminou.

Outro é o cadastro positivo, que permitirá ao cliente bancário atestar sua condição de bom pagador para usufruir das vantagens correspondentes (acesso mais fácil a crédito mais barato).

Aprovado pelo Congresso em 2011, o cadastro positivo aguarda regulamentação para entrar em vigor.

Por FSP

quinta-feira, 19 de abril de 2012

BC reduz taxa Selic para 9% e Brasil deixa de ser o número 1 em juros reais

O Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira, 18, o sexto corte seguido do juro básico da economia, que caiu mais uma vez 0,75 ponto. Agora, a taxa Selic está em 9% ao ano. A redução era amplamente esperada pelos analistas do mercado financeiro. Com a decisão, o Brasil deixa o primeiro lugar do ranking mundial dos juros reais, que ocupava desde janeiro de 2010. A líder agora é a Rússia.
O comunicado divulgado pelo Copom após a decisão deixa a porta aberta para que outras reduções aconteçam. A hipótese ganhou força porque o texto chama muita atenção para o fato de que a inflação atualmente tem trajetória benigna no Brasil.
"Neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação", afirma o documento. "O Comitê nota ainda que, até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionaria", completa.
"É impressionante como o BC consegue surpreender porque deixou a porta aberta para reduzir novamente a taxa de juros ou mesmo optar por uma parada técnica", disse a economista-chefe da Corretora Icap Brasil, Inês Filipa. "As duas hipóteses são possíveis. Agora, precisamos esperar a ata (que sai na próxima quinta-feira)."
Um cálculo elaborado pelo economista Jason Vieira, do Banco Cruzeiro do Sul, mostra que, com a Selic a 9%, a taxa de juro real no Brasil caiu para 3,4% ao ano, inferior à da Rússia, que hoje está em 4,2%. Juro real é o que desconta os efeitos da inflação. Nesse cálculo, Vieira desconta da Selic a inflação projetada para os próximos 12 meses.
O BC já reduziu o juro básico em 3,50 pontos porcentuais desde que iniciou o ciclo de quedas, em agosto passado. O esforço, que começou com um inesperado corte de 0,50 ponto, teve duas reduções mais fortes para tentar imprimir ritmo maior à economia ainda em 2012.
A ação faz parte de uma estratégia mais ampla do governo, que tem trabalhado para minimizar os efeitos da crise sobre o Brasil via crédito. Além disso, a presidente Dilma Rousseff decidiu que a redução de juro e do spread bancário é uma nova prioridade. Spread é a diferença entre a taxa de juro que o banco paga ao captar o dinheiro e a que cobra dos clientes nos empréstimos.
A aposta de corte de 0,75 ponto era quase uma unanimidade entre economistas. Entre 72 analistas ouvidos pela Agência Estado, apenas dois não previam esse cenário e esperavam redução de 0,50 ponto. Tanta certeza nasceu após a ata da reunião de março do Copom, quando o texto atribuiu "elevada probabilidade" de Selic em "patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos". A menor taxa histórica foi de 8,75% ao ano, entre julho de 2009 e março de 2010 (no auge da crise global).
O texto do BC cita que a inflação não preocupa, mas, após os cortes nos últimos oito meses e as várias medidas de incentivo ao crédito e consumo, o ritmo da economia será maior a partir do segundo semestre, o que deve acelerar os preços. Para o mercado, ainda que os índices atuais estejam comportados, os preços subirão mais em 2013, o que pode ser preocupante para o BC.
Pelas contas dos analistas, a inflação oficial - medida pelo IPCA - será de 5,08% neste ano e de 5,50% no próximo. Para segurar os preços, parte do mercado prevê até mesmo uma alta dos juros a partir de abril de 2013.
Mas também há uma preocupação estrutural: a indexação. Influência de um histórico inflacionário, vários setores têm forte dependência dos índices passados para determinar os preços.
Criticada pelo BC, tal característica faz com que seja mais difícil controlar os preços em níveis mais baixos no País. Além disso, a indexação determina a remuneração obrigatória da poupança, que paga a Taxa Referencial (TR) acrescida de 0,5% ao mês.

Por Estadão

sábado, 19 de setembro de 2009

Pimentinha do Sábado



Os admiradores elogiosos do Governo Lula bradam aos 4 ventos que o Brasil é um exemplo na economia mundial.

Mas será que lembram que o condutor desta política fiscal e econômica é Henrique Meirelles, Ex-Deputado Federal eleito pelo PSDB??