Frase do presidente Lula em um comício realizado em Porto Alegre:
“A elite não sabia o que era capitalismo. Precisou que um metalúrgico socialista chegasse ao poder para ensinar a fazer capitalismo neste país”.
Frase do presidente Lula em um comício realizado em Porto Alegre:
“A elite não sabia o que era capitalismo. Precisou que um metalúrgico socialista chegasse ao poder para ensinar a fazer capitalismo neste país”.
Nesta sexta (25), um dia depois de o vice José Alencar ter dito que “o defeito da Dilma é ser brava”, a chefona da Casa Civil brincou com a própria fama.
Instada a dizer algo sobre a pecha de durona, Dilma ironizou: "Eu sou a única mulher no Brasil dura cercada por homens meigos".
O “defeito” de Dilma não é propriamente a brabeza. O problema é o caráter seletivo de sua ferocidade.
Dilma ruge para servidores que lhe devem subordinação. Mas mia para políticos que lhe cercam de lisonjas. Aos exemplos:
Há cerca de três meses, Luiz Antônio Eira, à época secretário-executivo da pasta da Integração Nacional, ousou apartear Dilma numa reunião.
Discutia-se o cronograma da Transnordestina, uma obra do PAC. Luiz Eira fez uma observação sobre verbas.
E Dilma, em timbre alterado: "Se o Ministério da Integração acha que vai dispor desses recursos, nem por cima do meu cadáver".
O interlocutor tentou argumentar. Dilma deixou-o sem eira nem beira. Levado à lona, Luiz Eira demitiu-se dias depois.
No auge da crise do Senado, José Sarney ameaçou renunciar ao cargo de presidente. Em viagem ao exterior, Lula delegou a Dilma a tarefa de acalmar o aliado.
A leoa virou gatinha. Miou para Sarney pelo telefone. Lambeu-lhe as chagas em reunião noturna e reservada. Tornou-se uma heroína do “Fica Sarney”.
Ou seja, Dilma é mesmo uma flor de pessoa. Para os de baixo, ela mostra os espinhos. Para os de cima, as pétalas.
Fonte: Josias de Souza - FSP