quarta-feira, 2 de maio de 2012
Mineração vai gerar mais de 4 mil empregos na Bahia
A atividade emprega mais de 165 mil trabalhadores nas minas espalhadas pelo Brasil. De acordo com um cálculo da Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério das Minas e Energia (MME), cada emprego gera outros 13 diretos em diversas etapas da cadeia de transformação, como na operação logística e na indústria de transformação.
O potencial da indústria brasileira de mineração e os entraves da atividade serão temas tratados no 2º Congresso Internacional de Direito Minerário, que será aberto nesta quarta, às 16h, no Hotel Pestana.
O desempenho baiano na atividade pode ser atribuído ao longo e continuado investimento na pesquisa geológica do subsolo, somada à decisão de oferecer à iniciativa privada áreas com potencial que o poder público não teria condições de aprofundar a pesquisa. De acordo com dados da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm), a Bahia tem atualmente 15 mil áreas sendo pesquisadas. Destas, 1,2 mil estão diretamente com a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), empresa pública estadual.
“Nós tomamos a decisão de aproveitar o interesse da iniciativa privada na pesquisa porque se contássemos exclusivamente com os recursos públicos não teríamos como chegar a esse volume de pesquisas em andamento, que é a base para o desempenho que temos alcançado nos últimos anos”, explica o secretário James Correia. Ele diz que o efeito prático do elevado volume de pesquisas são as descobertas de novas minas, que tem se tornando constantes.
Segundo Correia, recentemente houve uma grande descoberta de potássio, matéria-prima para a produção de fertilizantes, na região do Recôncavo. “Não temos como dar mais detalhes, mas é uma descoberta grande”, diz. Outra descoberta pode ser anunciada hoje ao governador Jaques Wagner pelo empresário Olacir B. Moraes, da Itaoeste, que recentemente informou a descoberta de tálio na região de Barreiras. "Ele quer informar o governador primeiro. O que nós já sabemos é que se trata de um mineral supernobre", adianta o secretário James Correia.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Criação de vagas formais em fevereiro cai quase metade, diz Caged
O Brasil registrou a criação de 150.600 vagas com carteira assinada em fevereiro, segundo os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Ministério do Trabalho.
O número representa o saldo entre admissões e desligamentos no mês.
Fazenda anunciará medida para desonerar folha de 2 setores da indústria
A comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram criadas 280.799 vagas, mostra uma redução de 46,3% no número de vagas criadas. Este é o pior resultado para o mês do ano desde 2009, quando foram gerados apenas 47.807 postos de trabalho.
Em janeiro, o número de vagas criadas foi de 118.895, o que também representou o pior resultado para o mês desde 2009, quando foram fechados 101.748 postos de trabalho.
No acumulado do ano, segundo o relatório do Caged, o crescimento do emprego ficou em 0,78%, representando um incremento de 293.987 postos no mercado de trabalho.
Segundo o Ministério do Trabalho, o setor de serviços gerou a maior parte dos novos postos, com a abertura de 93.170 do total de 150.600 vagas.
Comércio foi o setor que apresentou o pior resultado, com o fechamento de 6.645 vagas de emprego.
Via Folha de SP