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sexta-feira, 23 de março de 2012

Repartição de danos

Dora Kramer


Na hora da festa foi o governo federal, na figura do presidente Luiz Inácio da Silva, quem recebeu os cumprimentos por ter "conseguido" trazer para o Brasil a Copa do Mundo de 2014. Isso em outubro de 2007.

Agora, quatro anos, cinco meses e um acúmulo de dificuldades depois, o governo federal resolveu socializar o prejuízo transferindo aos Estados a decisão sobre uma questão à qual não se deu a devida importância e acabou virando um enrosco para a aprovação da Lei Geral da Copa: a venda ou não de bebidas alcoólicas nos estádios.

Segundo a última versão do acordo para a votação no Congresso, a Fifa terá de negociar com os governadores (sete) uma forma de transpor o obstáculo contido no Estatuto do Torcedor e nas legislações estaduais àquele tipo de comercialização.

A União reservou para si o papel dúbio de defender a suspensão de um artigo do estatuto, mas sem explicitar de forma inequívoca a permissão para a venda nos termos em que havia sido acertado.

E isso porque o Planalto, embora favorável à manutenção dos termos do compromisso firmado anteriormente, preferiu não decidir. E por quê? Por receio de perder no voto mesmo controlando numericamente 80% do Congresso.

Parte de sua base de sustentação parlamentar é contra por convicção e parte condiciona a aprovação da Lei da Copa à votação do Código Florestal.

O que uma coisa tem a ver com a outra? No conteúdo nada, mas na forma prevalece o jogo da tensão em detrimento da negociação mediante o exame objetivo dos pontos em discussão e da tomada firme de uma posição.

Todos os partidos da coalizão governista, PT incluído, querem impor de alguma maneira e, cada qual por seus motivos, "mandar um recado" à presidente Dilma.

A eclosão mais recente dos conflitos não está superada. O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, não traduz a realidade quando diz que está "tudo ótimo".

Se estivesse, a presidente não teria sido obrigada a jogar no colo dos governadores uma tarefa que não é deles.

E para o desempenho da qual não têm força política comparável ao peso da União. Na interlocução individual com a Fifa já entrarão em desvantagem. Terão de ceder e, assim, o resultado dificilmente deixará de ser o desejado pelo Planalto: a autorização para a venda de bebidas.

Só que para isso o governo federal escolhe dar a volta ao mundo para chegar ao mesmo lugar, em terreno acidentado que renderá atritos explícitos e implícitos com os governadores.

Ou seja, não enfrenta a questão que em tese poderia resolver se a maioria acachapante na prática não fosse um faz de conta, e alimenta o surgimento de novos focos de dificuldades. Dessa vez para além das fronteiras de Brasília.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Contra a Copa no Brasil

 

Você que também é contra a Copa 2014 no Brasil, pois assim como nós, sabe que o Brasil tem muitas outras prioridades, além de saber que políticos e outros bandidos encherão os bolsos de dinheiro à custa do meu, do seu, do nosso suado dinheirinho, espalhe esta imagem pela Web.

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Isso é piada, né, Dra. Irismá??

 

Chegou às nossas mãos, um ofício enviado pela Prefeitura Municipal de Gandu para algumas prefeituras circunvizinhas.

Clique na imagem para ampliar e leia, eu comento depois.

Gandu

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O jeito megalômano de ser do atual presidente do Brasil está fazendo escola.

Após o presidente anunciar aos 4 ventos que “nuncaantesnaestóriadessepaíz” tudo do que foi feito se fez, agora, políticos da sua ba$e de apoio querem aparecer de qualquer jeito, e não medem esforços para isso, nem que acabem se transformando em motivo de chacota.

Ora, o que passa pela cabeça desta senhora ao imaginar um projeto deste porte?

Será que ela realmente acha que Gandu tem a infraestrutura necessária para recepcionar alguma seleção que irá disputar a Copa-2014?

Ou acha que receberá $$$ para montar algo, ínfimo que seja?

Quais os atrativos turísticos que a cidade e municípios vizinhos tem a oferecer?

Eu fico aqui a imaginar:

A Seleção da Inglaterra hospedada em Gandu.

O Hotel Fluminense seria fechado para toda a delegação.

Quando dos treinamentos, os ingleses iriam à pé até o Macaxeirão, haja vista ser próximo ao local de hospedagem.

A alimentação seria feita ali, naquelas mesas espalhadas no Restaurante do Lago(Nada contra o restaurante, muito pelo contrário, a comida pode servir tranquilamente qualquer delegação esportiva/artística).

E quando fosse disputar o jogo em Salvador, se deslocaria de ônibus por 2 horas até Ilhéus, de lá pegaria um avião e gastaria mais 1 hora até SSa.

Ou seja, é bem simples disso acontecer…

Esse povo da prefeitura de Gandu deve estar com tempo sobrando, para pensar algo do gênero.

Seria cômico, se não fosse trágico.

 

Ps. Os erros de ortografia e pontuação eu nem comentei para não ficar mais feio…