Em um mundo em que as pessoas procuram a
todo custo, TER, antes de SER, uma nova modalidade esportiva tem se
desenvolvido de maneira assaz no Brasil, ainda mais agora, em tempos de
olimpíada e eleições.
O corpo é muito usado, haja vista,
envolver exercícios deveras complicados de contorcionismo.
O esporte constitui-se em, o jogador procurar
de todos os jeitos e formas, correr e prostrado, lamber o cu de um jogador mais
poderoso que ele.
Não importa qual seja o cu.
Pode ser de um superior hierárquico, de
um policial, de um artista, e, em tempos de eleição, de um candidato. O
objetivo do jogo é identificar, lamber e pegar o respectivo prêmio do cu
lambido.
Os prêmios são variados, podendo ser em
dinheiro, promoção ou alguma troca futura.
À medida que se vai lambendo os cus,
o jogador ascende ou desce na hierarquia.
Antigamente, esse esporte era jogado de
maneira amadora, e conhecido por outros nomes, como “lambe-botas”, “puxa-saco”
e “baba-ovo”, mas, como as mulheres foram galgando posições de destaque, e não
tendo saco pra ser puxado, nem ovo pra ser babado, tudo mudou.
Antes, eram meninos e meninas nas
escolas e um ou outro empregado que lambiam as botas dos professores e chefes.
De lambe-botas passaram a ser lambe-cu.
E para fazer a coisa de forma correta,
importaram as regras da “American Federation of Ass-licking”, dos Estados Unidos, país campeão do
mundo na modalidade, assim, os praticantes brasileiros aperfeiçoaram-se deveras
no desenvolvimento profissional do Culambismo.
Seria isso tudo muito engraçado, se os
culambistas brasileiros fossem vistos como eram vistos, os lambe-botas, puxa-sacos
e baba-ovos, como desprezíveis e abjetos seres.
Mas não.
A nossa sociedade não só aceita o
culambismo como forma prática de subir na vida, como passa a exigi-lo como
profissional.
O Culambismo compensa.
Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos
do Culambismo, é hoje, tão difícil quanto vencer na vida sem saber falar
inglês.
Kleber Rodrigues (Baseado em Miguel Esteves Cardoso)

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