segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Culambismo e as eleições




Em um mundo em que as pessoas procuram a todo custo, TER, antes de SER, uma nova modalidade esportiva tem se desenvolvido de maneira assaz no Brasil, ainda mais agora, em tempos de olimpíada e eleições.

O corpo é muito usado, haja vista, envolver exercícios deveras complicados de contorcionismo.

O esporte constitui-se em, o jogador procurar de todos os jeitos e formas, correr e prostrado, lamber o cu de um jogador mais poderoso que ele.

Não importa qual seja o cu. 

Pode ser de um superior hierárquico, de um policial, de um artista, e, em tempos de eleição, de um candidato. O objetivo do jogo é identificar, lamber e pegar o respectivo prêmio do cu lambido.

Os prêmios são variados, podendo ser em dinheiro, promoção ou alguma troca futura.

À medida que se vai lambendo os cus, o jogador ascende ou desce na hierarquia.

Antigamente, esse esporte era jogado de maneira amadora, e conhecido por outros nomes, como “lambe-botas”, “puxa-saco” e “baba-ovo”, mas, como as mulheres foram galgando posições de destaque, e não tendo saco pra ser puxado, nem ovo pra ser babado, tudo mudou.

Antes, eram meninos e meninas nas escolas e um ou outro empregado que lambiam as botas dos professores e chefes.

De lambe-botas passaram a ser lambe-cu.

E para fazer a coisa de forma correta, importaram as regras da “American Federation of Ass-licking”,  dos Estados Unidos, país campeão do mundo na modalidade, assim, os praticantes brasileiros aperfeiçoaram-se deveras no desenvolvimento profissional do Culambismo.

Seria isso tudo muito engraçado, se os culambistas brasileiros fossem vistos como eram vistos, os lambe-botas, puxa-sacos e baba-ovos, como desprezíveis e abjetos seres. 

Mas não.

A nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como passa a exigi-lo como profissional. 

O Culambismo compensa. 

Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos do Culambismo, é hoje, tão difícil quanto vencer na vida sem saber falar inglês.

Kleber Rodrigues (Baseado em Miguel Esteves Cardoso)

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