O governo decidiu apertar o cinto e anunciou o corte de R$ 783 milhões do orçamento de 2012, que agora deve ficar na casa dos R$ 28, 1 bilhões. Ou seja, um corte de R$ 2,7%.
Na prática, a contingência se traduz numa facada maior na área de investimentos, previstos no Plano Plurianual (PPA), no valor de R$ 414 milhões pulverizados entre secretarias. Áreas social e de pessoal serão preservadas, diz governo.
O anúncio das medidas foi feito em entrevista coletiva com os secretários Carlos Martins (Fazenda), José Sérgio Gabrielli (Planejamento) e Manoel Vitório (Administração).
No setor de manutenção, ou seja, o que se gasta para manter a máquina, a contingência foi bem menor: R$ 146 milhões.
Serão adotadas medidas para economia em gastos com telefonia, energia elétrica, água, viagens e diárias.
Outros R$ 223 milhões serão cortados das Operações Especiais (não previstas no PPA), o que significa encurtar indenizações, ressarcimentos, dívidas e afins a exemplo de pagamento de dívidas interna e externa do Estado.
Os cortes são reflexo da crise econômica mundial que levou ao contingenciamento de R$ 55 bilhões no orçamento da União, refletindo nos estados. Com isso, a expectativa é de frustração de receitas. Cada pasta seguirá critérios adotados pelo Planejamento para refazer seus orçamentos. Gabrielli minimizou os cortes dizendo tratar-se de “ajustes” sobretudo de investimentos. “São dezenas de programas e centenas de ações previstas no PPA e os cortes obedecem critérios. Estamos falando de uma coisa pequena, de 2,7% do orçamento”, disse o secretário.
Por: Regina Bochicchio, A Tarde
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